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Vazamentos de dados da Serasa pode dar indenização de até R$ 30 mil

Vazamento ocorrido em 2021 comprometeu as informações de diversos consumidores.

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Foto: Brenda Rocha – Blossom/Shutterstock

Em 2021, o Brasil enfrentou um dos maiores vazamentos de dados de sua história, envolvendo a Serasa Experian.

Milhões de brasileiros tiveram suas informações pessoais comprometidas, incluindo CPFs e números de telefone, o que gerou preocupações generalizadas sobre a segurança das informações e a privacidade dos consumidores.

O incidente evidenciou a vulnerabilidade dos dados pessoais e a importância de medidas rigorosas de proteção.

Com o vazamento, muitos consumidorespassaram a enfrentar riscos significativos, como fraudes financeiras e roubo de identidade, levantando à necessidade de ações judiciais e indenizações para compensar os danos causados.

O vazamento de dados e suas implicações

Esse evento associado à Serasa levantou sérias questões sobre a segurança da informação no Brasil. Informações vazadas foram posteriormente encontradas à venda em fóruns na dark web, revelando a magnitude do problema.

Os criminosos podem usar tais dados em fraudes financeiras, roubo de identidade e outras atividades ilícitas, colocando milhões de pessoas em risco.

Apesar da gravidade da situação, a Serasa Experian refutou as alegações de falhas em seus sistemas de segurança, afirmando que não houve acesso não autorizado aos seus servidores.

A empresa assegurou que suas bases de dados permanecem seguras e que realiza auditorias frequentes para garantir a proteção das informações.

Ação judicial e o direito à indenização

Em resposta ao vazamento, o Instituto Sigilo, uma organização dedicada à privacidade digital, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), apresentou uma ação civil pública contra a Serasa Experian.

A ação alega que a empresa comercializou informações pessoais de consumidores sem o devido consentimento, em violação direta à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A LGPD, que entrou em vigor em 2020, estabelece regras rigorosas para o tratamento de dados pessoais no Brasil, exigindo o consentimento explícito dos titulares para a coleta e uso de suas informações.

A ação judicial pede uma indenização de até R$ 30 mil para cada pessoa afetada pelo vazamento de dados.

Essa indenização é uma forma de compensar os danos sofridos pelos consumidores, incluindo os riscos associados à utilização indevida de suas informações pessoais.

Papel das autoridades e medidas de proteção

Além da ação judicial, o Procon-SP também questionou a Serasa sobre suas práticas de segurança e exigiu explicações detalhadas sobre as medidas adotadas para proteger os dados das pessoas.

O órgão sugeriu que a empresa ofereça serviços de monitoramento de crédito gratuito para os afetados, como uma forma de mitigar os possíveis danos.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também foi acionada e iniciou uma investigação para avaliar as práticas de tratamento de dados da Serasa.

A ANPD, responsável por garantir a implementação e fiscalização da LGPD, busca identificar falhas e aplicar medidas corretivas para evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro.

Como saber se você tem direito à indenização?

Para os consumidores que acreditam ter sido afetados pelo vazamento, o Instituto Sigilo disponibilizou um portal de consulta no qual é possível verificar o direito à indenização.

Os interessados devem fornecer informações precisas para garantir que suas solicitações sejam processadas corretamente.

Além disso, o Instituto Sigilo está coletando assinaturas para uma petição que será adicionada à ação civil pública. Essa é uma oportunidade para os consumidores se unirem em busca de justiça e de uma compensação justa pelos danos sofridos.

Fonte: Capitalist –  https://capitalist.com.br/vazamentos-de-dados-da-serasa-pode-dar-indenizacao-de-ate-r-30-mil/

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Saúde

Ex-secretária de Saúde de Cuiabá é alvo de denúncia por supostos benefícios; Prefeitura nega irregularidades

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Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá denunciaram supostas irregularidades ao Site Afolhanews envolvendo a ex-secretária Danielle Carmona nos últimos dias à frente da pasta.

De acordo com os relatos, a ex-gestora teria se autolotado no próprio gabinete para garantir o recebimento do chamado “prêmio saúde”, no valor de R$ 2 mil. Além disso, também teria concedido a si mesma um período de 60 dias de férias.

A situação provocou revolta entre profissionais da rede municipal, principalmente da enfermagem. Segundo os denunciantes, a gestão costumava negar pedidos de férias superiores a 30 dias para servidores da linha de frente, sob a justificativa de falta de pessoal nas unidades de saúde.

Os servidores apontam ainda incoerência entre discurso e prática da administração municipal. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, o prefeito teria afirmado que não autorizaria férias sem a devida substituição de profissionais, o que reforçou a percepção de tratamento desigual dentro da pasta.

Danielle Carmona é servidora efetiva do município e atua como enfermeira de carreira. Conforme os relatos, ela teria se beneficiado de decisões administrativas tomadas enquanto ainda ocupava o cargo de secretária.

Prefeitura nega irregularidades

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não há irregularidades na situação funcional da ex-secretária.

Segundo o município, Danielle Carmona possui todos os direitos garantidos por lei, incluindo férias e benefícios como o prêmio saúde, desde que atendidos os critérios estabelecidos.

A gestão também informou que a lotação em gabinete é um ato administrativo regular, especialmente em períodos de transição, e que a permanência da servidora no local foi previamente alinhada com a atual direção da Secretaria.

Sobre os 60 dias de férias, a Prefeitura destacou que a concessão ocorreu dentro da normalidade administrativa e já havia sido informada anteriormente, não havendo qualquer excepcionalidade.

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