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Sorvete de framboesa…

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Quando eu era criança pequena lá em Barbacena”, diria Joselino, numa introdução peculiar do personagem…

Direi: “Quando eu era criança em Poxoréu”, afinal de contas, toda criança é pequena, confere?

Ao menos seus sonhos são… Bem, os meus eram!

Fato é que naqueles idos até meados dos anos 80, eu tinha poucos sonhos e não sabia valorizar minha realidade da época.

Maxixe, pequi, abacate, goiaba, peixe e até aquelas buchas que nasciam no brejo e atualmente viraram artigo de luxo de penteadeira de madame eram gratuitos, bastava você esticar o braço para pegar ou pedir para algum vizinho que já havia esticado, às vezes nem precisava pedir que chegava a encomenda em sua porta.

Bons tempos, mas meu sonho era um calórico copo de sorvete de morango com xarope de groselha!!! Ah, que manjar dos deuses!!!
Por esse eu tinha que pagar, e para isso, me socorria das economias de dona Nazira, que na ocasião era uma cabeleireira muito concorrida!

Nesse interregno de aproximadamente quarenta anos, o tempo passou, os sonhos mudaram e a bucha e outros artigos não estão mais ao alcance do braço, tudo tem preço, e costuma ser bem caro!

Aprendi a gostar de um suco de nome curioso, denominado “Jack Joy”, vendido na rede Perpitola, delicioso aliás!

A receita desse suco está disponível na internet e lembro muito bem que entre as frutas misturadas tem framboesa, então pensei: “Vou preparar em casa!”

Só que framboesa não é bucha, ou seja, além de não nascer no brejo, ainda é bem difícil encontrar, mas acabei achando, só que…

– Tá louco! Caro demais! Prefiro tomar água e comer uma picanha!

Não levei.

Recentemente, deparei-me com nova realidade, a chamada “reforma tributária”, que não tem nada de reforma, mas simplesmente a oneração de impostos que será proposta e defendida pelo Governo Federal, ou seja, vai inviabilizar até mesmo a protocolar picanha do final de semana, então passei a pensar.

– Será que existe sorvete de framboesa? E se existir, será que meu netinho vai gostar?

A dúvida é porque meu netinho nem existe ainda, nem nasceu (ao menos que eu saiba!), mas a preocupação é plausível, porque se hoje em dia está difícil comer picanha, imagine sorvete de framboesa após a reforma tributária!

Eu mesmo já abri mão de esfregar as costas com bucha…

(Fred Henrique Gadonski)

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Saúde

Ex-secretária de Saúde de Cuiabá é alvo de denúncia por supostos benefícios; Prefeitura nega irregularidades

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Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá denunciaram supostas irregularidades ao Site Afolhanews envolvendo a ex-secretária Danielle Carmona nos últimos dias à frente da pasta.

De acordo com os relatos, a ex-gestora teria se autolotado no próprio gabinete para garantir o recebimento do chamado “prêmio saúde”, no valor de R$ 2 mil. Além disso, também teria concedido a si mesma um período de 60 dias de férias.

A situação provocou revolta entre profissionais da rede municipal, principalmente da enfermagem. Segundo os denunciantes, a gestão costumava negar pedidos de férias superiores a 30 dias para servidores da linha de frente, sob a justificativa de falta de pessoal nas unidades de saúde.

Os servidores apontam ainda incoerência entre discurso e prática da administração municipal. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, o prefeito teria afirmado que não autorizaria férias sem a devida substituição de profissionais, o que reforçou a percepção de tratamento desigual dentro da pasta.

Danielle Carmona é servidora efetiva do município e atua como enfermeira de carreira. Conforme os relatos, ela teria se beneficiado de decisões administrativas tomadas enquanto ainda ocupava o cargo de secretária.

Prefeitura nega irregularidades

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não há irregularidades na situação funcional da ex-secretária.

Segundo o município, Danielle Carmona possui todos os direitos garantidos por lei, incluindo férias e benefícios como o prêmio saúde, desde que atendidos os critérios estabelecidos.

A gestão também informou que a lotação em gabinete é um ato administrativo regular, especialmente em períodos de transição, e que a permanência da servidora no local foi previamente alinhada com a atual direção da Secretaria.

Sobre os 60 dias de férias, a Prefeitura destacou que a concessão ocorreu dentro da normalidade administrativa e já havia sido informada anteriormente, não havendo qualquer excepcionalidade.

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