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Secretaria Municipal de Saúde divulga o 10º Informe Epidemiológico de 2021 sobre a Covid-19

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A edição leva em consideração os casos registrados de 14 de março de 2020 até 13 de março de 2021

Desde o registro dos primeiros casos em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde, com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, publica semanalmente o Informe Epidemiológico sobre a COVID-19, com o objetivo de monitorar o padrão de morbidade e mortalidade e descrever as características clínicas e epidemiológicas dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG – pelo SARS-Cov-2 em residentes no município de Cuiabá. Dando continuidade à divulgação de informações sobre a COVID-19 em Cuiabá, esse é o 49º informe produzido, no qual apresentamos as informações desde a data da notificação do primeiro caso em Cuiabá até a 10ª Semana Epidemiológica (SE), compreendendo o período de 14 de março de 2020 a 13 de março de 2021.

Destaques do primeiro ano da epidemia de COVID-19 em Cuiabá-MT

 

De 14 de março de 2020 a 13 de março de 2021:

– 58.735 casos de COVID-19 de residentes em Cuiabá, 90,0% recuperados; 5.118 internações e 1.685 mortes.

– A média de casos das primeiras duas semanas de março de 2021 (1.660,5/semana) é mais elevada que as dos meses de janeiro (1.545,0), fevereiro (1.416,5) e dezembro de 2020 (1.190,5).

– Risco maior de infecção para indivíduos de raça/cor preta/parda (9.426,2/100.000 habitantes) quando comparado com os de raça/cor branca (5.622,5/100.000 habitantes).

– A taxa de incidência é mais elevada entre 30 a 39 anos, contudo as taxas em crianças, adolescentes e jovens de 20 a 29 anos foram as que mais cresceram desde 18/julho/2020 – 1.031%, 1.631% e 1.104% respectivamente, evidenciando aumento superior do risco de infecção nesses grupos etários quando comparado com os demais.

– A taxa média de permanência hospitalar foi de 11 dias e o intervalo entre o início dos sintomas e a internação foi de 7,5 dias.

– Aproximadamente 9% das crianças e adolescentes internados foram a óbito.

– Desde dezembro de 2020 tem se registrado o aumento de mortes, e esse padrão tem persistido até a segunda semana de março de 2021. Este ano (03 de janeiro a 27 de fevereiro) a média de mortes por semana atingiu 40,4/semana, sendo mais alta que em 2020 (14 de abril a 02 de janeiro de 2021) quando a média foi de 31,3 óbitos/semana. Nas duas primeiras semanas de março a média foi de 79,5 óbitos/semana.

Na última semana (SE 10 – 07 a 13 de março de 2021)

– 1.473 casos notificados de COVID-19 e 83 óbitos. Com média de 11,3 óbitos/dia, muito mais elevado que a semana anterior.

– Em 13 de março todos os leitos de UTI adulto dos hospitais de Cuiabá estavam ocupados, registrando uma taxa de ocupação de 100,0%. Metade dos leitos de enfermaria estavam ocupado e a taxa de ocupação em UTI pediátrica era de 75%.

– O Rt se mantém superior a 1,0 (1,02), como tem ocorrido desde fevereiro, indicando a permanência do aumento da circulação do vírus em Cuiabá.

 

 

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HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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