Maio Cinza
Especiaistas alertam sobre uso de cigarros eletrônicos e narguilé nocivos à saúde
Qualquer produto derivado do tabaco, na combustão eles liberam substâncias tóxicas de forma mais intensa que as já conhecidas no cigarro comum
Saúde
Tratados como “menos nocivos”, o narguilé e o cigarro eletrônico podem desencadear danos semelhantes aos do cigarro convencional, e em alguns casos, até mais graves. O pneumologista, Dr. Lucas Bello ressalta que como qualquer produto derivado do tabaco que é fumado, o narguilé e o cigarro eletrônico, são maléficos à saúde. Na combustão eles liberam substâncias tóxicas de forma mais intensa que as já conhecidas no cigarro comum.
Para conscientizar a população, especialmente os mais jovens, sobre os efeitos nocivos do tabaco no organismo e, também, ajudar quem deseja parar de fumar, a Unimed Cuiabá, disponibiliza para seus clientes o Programa Inspirar e a Aquarela da Saúde – Maio Cinza. São ações que ocorrem ao longo do ano, com oficinas, cursos e palestras realizados pela equipe multidisciplinar. O Inspirar é um dos programas do Núcleo de Medicina Preventiva da Cooperativa – Viver Bem
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) o número de fumantes tem diminuído. Ainda longe do ideal, a dependência gera mais de 160 mil mortes anuais, o que representa 443 mortes por dia. Em todo mundo são mais de 8 milhões de mortes por ano e, até 2030, o tabagismo poderá ser responsável por 10% do total de mortes globais.
O tabaco entra cada vez mais cedo na vida das pessoas, sendo encontrado com frequência em baladas, festas e eventos sociais, local com grande circulação de jovens. Nesses locais, o cigarro eletrônico tem se tornado mania. O problema é que essa versão do cigarro é mais prejudicial, pois seu teor de nicotina é mais alto e traz resultados mais agressivos. Entre os jovens, maiores de 15 anos, o consumo já é de 0,6%.
“O tabaco utilizado no narguilé, mesmo com toda essência de sabor, é ingerido em maior quantidade pelo organismo, sendo um dos mais prejudiciais a longo prazo. O uso do cigarro eletrônico, popularmente conhecido como vape, é proibido no Brasil pela Anvisa uma vez que não há evidências demonstrando que seja eficaz na cessação ao tabagismo. Além disso, o compartilhamento destes itens pode expor o fumante ao vírus do herpes, da hepatite C, tuberculose e outras doenças.”, esclarece o especialista.
Tendência nos últimos anos o vape surgiu como um incentivo para os fumantes abandonarem o cigarro, mas os números mostram resultados negativos para saúde dos usuários. Entre os malefícios estão a quantidade de nicotina superior ao cigarro comum, que varia entre as marcas, de 6 a 24 mg por cartucho, e até de 100 mg.
“Não há comprovação científica sobre o uso do vape na cessação ao tabagismo. Mas é sempre bom frisar que o cigarro eletrônico não é seguro e está associado a diferentes tipos de substâncias nocivas. Entre os que destaco é o propilenoglicol, que gera vapor e deixa a nicotina suspensa. Essa substância traz problemas ao fumante ativo e passivo, além de comprometer a saúde bucal.”, explica o médico.
O cuidado com a saúde deve ser o objetivo principal, alerta o médico. Para isso nada melhor que a prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável. “Não se deixe enganar pelas novidades. Diga não ao tabagismo e viva de forma plena e saudável.”, alerta Dr. Lucas.
Parar de fumar é uma decisão individual e traz inúmeros benefícios à saúde. Um dos componentes essenciais para o sucesso na cessação ao tabagismo é o auxílio de profissionais da saúde e o acolhimento familiar.
O acompanhamento multidisciplinar do Programa Inspirar dá suporte ao paciente e seus familiares. As informações repassadas no programa auxiliam tanto na prevenção quanto no tratamento de quem já possui diagnóstico. O atendimento é exclusivo aos beneficiários dos planos Unimed Cuiabá.
“A melhor escolha é não fumar! Uma hora de narguilé, por exemplo, equivale a 100 cigarros e a fumaça tem grande potencial tóxico. Viver bem é viver com saúde. O foco deve ser sempre o bem-estar físico e mental”, finaliza o pneumologista.
Saúde
HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá
Da Redação
O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.
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