Saúde
CRF-MT alerta sobre a flexibilização dos cuidados contra a Covid-19
Saúde
Da Redação
Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), caracterizou as infecções provocadas pelo novo coronavírus (Covid-19) como pandemia no dia 11 de março, a principal recomendação do órgão para conter o avanço da doença tem sido o chamado distanciamento ou isolamento social.
Com o crescimento de novos casos de contaminação no Brasil, o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT) relembra aos farmacêuticos e técnicos em Análises Clinicas a importância de seguir rigorosamente os procedimentos de biossegurança nas atividades de saúde.
Os profissionais que estão na linha de frente no combate ao vírus e no atendimento à população devem utilizar as medidas de prevenção padrão ao Coronavírus. Por isso, o CRF-MT relembra aos profissionais os cuidados que devem ser mantidos:
– Higienização das mãos;
– Uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI):
– Luvas;
– Máscara cirúrgica cobrindo boca e nariz;
– Avental não-estéril
– Óculos de proteção.
Ao tossir ou espirrar, proteger boca e nariz com a parte interna do cotovelo ou com lenços (preferencialmente descartáveis). Ao adotar essa etiqueta respiratória, evita-se a disseminação do vírus no ambiente.
De acordo com o Ministério da Saúde, 86% dos casos do novo coronavírus são assintomáticos. Ou seja, a maioria das pessoas infectadas não sabe que está doente, o que dificulta a contenção da doença caso as pessoas continuem transitando livremente.
O presidente do CRF-MT, Iberê Ferreira da Silva Junior informa que os hábitos de prevenção ao Coronavírus estão sendo deixados de lado pela população, e isso acarreta um risco à saúde pública.
Iberê alerta para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção, segundo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e definidas pelas demais autoridades de saúde. Além disso, reitera que é imperativo seguir com campanhas de educação junto à população para evitar a propagação da Covid-19.
Saúde
HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá
Da Redação
O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.
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