Pedido de vista
Votação da Estadualização do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães é adiada
Adiada a votação da estadualização do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães em Brasília
Política
ATUALIZADA às 14h04 – A votação do Projeto de Lei de autoria da senadora Margareth Buzzeti (PSD-MT), que trata especificamente da estadualização do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, passando esta área de preservação ambiental permanente (APP) para responsabilidade exclusiva do Estado de Mato Grosso, foi adiada na Comissão de Meio Ambiente do Senado. O pedido de vista partiu do senador Confúcio Moura (MDB-RO) após a leitura do relatório do senador Mauro Carvalho (União).
A votação ocorreria na reunião desta quarta-feira (4). Os senadores Mauro Carvalho e Margareth Buzetti (PSD), relatora do projeto, chegaram a pedir para Confúcio não pedir vista. “Senador Confúcio está havendo um acordo entre as partes, mas é uma mesa de negociação. Existe um edital no Ibovespa que não foi retirado, e por isso nós não queremos retirar o projeto”, justificou Buzetti.
Senador Confúcio afirmou que o pedido de vista de uma semana, seria para que o governo de Mato Grosso e o Ministério do Meio Ambiente firmem um acordo sobre o tema. “A estadualização de um parque federal é um caso raro e um precedente interessante. É muito mais fácil estadualizar e ao longo do tempo, as reservas estaduais, quase todas estão ocupadas, entra devagarzinho e você perde o controle, eu falo porque eu fui governador”, justificou.
O parlamentar afirmou que o tempo será para que o acordo seja firmado e afirmou que apoiará o projeto, após essa negociação.
O projeto já tem inclusive um parecer favorável elaborado pelo senador Mauro Carvalho (União). Durante audiência pública de ontem, o ICMBio apontou os investimentos do governo federal e se colocou resistente ao projeto, alegando inconstitucionalidade.
Já o governador Mauro Mendes (União) flexibilizou a proposta, se propondo a um acordo com o governo federal, para permitir que o Estado possa fazer obras e investimentos no Parque Nacional e mantém o controle do ICMBio. Após o pedido, ficou acordado que o projeto volte para votação na próxima quarta-feira (11)
Política
Decisões monocráticas prejudicam trabalho da CPMI, diz Carlos Viana
As decisões monocráticas do Judiciário, muitas vezes tomadas à revelia da Constituição, geram insegurança, invasão de prerrogativas e atrapalham o trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura fraude contra aposentados e pensionistas do INSS. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (11) pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após audiência com o ministro relator da Operação Sem Desconto, André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na conversa com o ministro, Carlos Viana apresentou pontos que precisam ser esclarecidos em relação às investigações da comissão e defendeu a revisão de habeas corpus que permitem o não comparecimento de testemunhas ao colegiado.
— O ministro vai rever e, especialmente no caso de Daniel Vorcaro, encaminhará recurso para votação na turma colegiada. Para nós é uma questão de honra ele comparecer à CPMI. Se não houver revisão de habeas corpus e possibilidade de comparecimento, dificilmente ele terá de dar satisfações ou comparecer à comissão — afirmou.
Viana disse ainda a André Mendonça que a CPMI não tem qualquer responsabilidade em relação a vazamentos de informações, tendo em vista que o colegiado tem o papel institucional de resguardar esses dados.
O presidente da CPMI, no entanto, ressaltou que a audiência com o ministro do Supremo não avança para corrigir “o desequilíbrio entre os Poderes, na invasão de prerrogativas que o Congresso Nacional tem, mas que decisões monocráticas têm atrasado e inviabilizado o nosso trabalho”.
No encontro no STF, Carlos Viana também cobrou a presença de representantes do sistema financeiro na comissão.
— Eles não estão na CPMI como investigados, mas como testemunhas ou colaboradores para [a elaboração] de uma nova legislação que tenha regras para consignados — esclareceu.
A “blindagem do sistema financeiro pela base do governo” também foi apontada pelo relator da comissão mista, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que participou da audiência com André Mendonça.
— Trabalho para entregar um relatório robusto, mas que contém vários tópicos que necessitam de provas concretas. Nossa preocupação é a blindagem do sistema financeiro, muito por decisões judiciais, e estamos impedidos de avançar nesse tema. Precisamos impor restrições ao que temos encontrado. Ou o Brasil muda esse jogo e respeita a população ou esse desvio em cima de aposentados e pensionistas continuará acontecendo — disse o relator.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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