Política
Várzea Grande: Saúde investe na Rede de Frio e muda estratégia de vacinação
Política
Da Redação
A Secretaria de Saúde inicia a nova fase da campanha nacional de vacinação contra o sarampo. Crianças e jovens de 5 a 19 anos devem tomar a vacina contra esse vírus que iniciou em 10 de fevereiro de 2020. A 1ª etapa da Campanha Nacional contra o Sarampo se estende até o dia 13 de março de 2020. Já a 2ª etapa será realizada no mês de agosto tendo como público alvo na faixa etária de 30 a 59 anos. Com o tema “Mais proteção para a sua família”, a campanha visa sensibilizar pais e responsáveis sobre os riscos de não vacinar os filhos. O alerta é para reforçar que o sarampo é uma doença grave e que pode matar.
Segundo o secretário de Saúde, Diógenes Marcondes a Campanha tem por finalidade a atualização do cartão vacinal contra o sarampo, portanto o grupo etário que ainda não foi imunizado com a Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola), será vacinado. Em relação a essa Campanha as Unidades de Saúde estão intensificando ações de imunização, em cada unidade se elaborou plano de ação focado no público alvo, ressaltando que o estoque do imunobiológico é suficiente para atender toda demanda da população.
“A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) criou um plano estratégico de intensificação da vacinação contra o sarampo na cidade. A estratégia possui frente de atuação com a realização de uma campanha para verificar a situação vacinal in loco de cada comunidade, e o aumento das ações para atingir a faixa etária recomendada para imunização, com isso, se exclui “Dia D” da campanha de vacinação contra o sarampo na cidade de Várzea Grande”, frisou o secretário.
A vacina está sendo realizada em todas as 19 unidades de saúde do município, que funcionam das segundas as sextas-feiras das 07h às 11h e das 13h às 17h, com o objetivo de atender toda a população de Várzea Grande.
“Vale ressaltar que a Tríplice Viral é realizada durante todo o ano na Atenção Primaria da Saúde de acordo com o Calendário Nacional de Imunização. Essa campanha se faz necessária devido ao grande número de casos de Sarampo no Brasil. O município não tem nenhum caso da doença, porém a imunização é para manter esta estatística positiva atual. Para receber a vacina é necessário estar portando cartão de vacina. O momento também é uma oportunidade para atualização do cartão de vacina, para assim prevenir doenças que são imunopreviníveis e garantir a saúde, pois vacinar é um ato de amor”, explicou o secretário.
Rede de Frio: Integrando as políticas públicas da Vigilância em Saúde, a Secretaria de Saúde investiu na Rede de Frio Nível Central com acomodações modernas e sofisticadas das vacinas do município e na aquisição de equipamento de última geração.
“Ao investir na compra de equipamentos modernos que vão proporcionar um controle maior dos imunobiológicos (vacinas), passando a ser acondicionados e monitorados com mais eficiência, a nova estrutura de Rede de Frio contempla todas as etapas do processo que vão desde o armazenamento, conservação, distribuição e transporte dos imunobiológicos até as unidades de saúde. O objetivo final da Rede de Frio é assegurar que todos os imunobiológicos administrados mantenham suas características iniciais, a fim de conferir imunidade, haja vista que são produtos termolábeis, isto é, se deterioram depois de determinado tempo quando expostos a variações de temperaturas inadequadas à sua conservação. O calor acelera a inativação dos componentes imunogênicos. Nossos equipamentos contam com tecnologia de ponta de monitoramento e controle de temperatura, que garantem a qualidade da vacina, possuem alarmes audiovisuais que alertam para eventuais variações indesejadas de temperatura e também com bateria recarregável com capacidade de 48 horas a 72 horas de funcionamento, ou seja, na falta de energia tem capacidade de manutenção até o problema ser reestabelecido”, enfatizou Diógenes Marcondes, dizendo ainda o secretário que em 2019 o município fez a aquisição de conservadoras de vacinas que são equipamentos preconizados pelo Ministério da Saúde e se destinam ao armazenamento e conservação de grande quantidade de imunobiológicos.
“As medidas adotadas garantem a qualidade do armazenamento dos imunobiológicos dentro dos quesitos padronizados pelo Ministério da Saúde, que reforçou melhorias na garantia da qualidade de armazenamento do imunobiológico, o qual passou a operar dentro dos parâmetros de temperatura recomendados pelo Ministério da Saúde; além de melhoria na organização do processo de trabalho dentro das unidades de saúde com a padronização de todas as salas de vacina do município”, sublinhou o secretário.
De acordo ainda com secretário, no âmbito estrutural da Rede de Frio Nível Central, a estrutura física e operacional receberam reformas em geral para armazenamento dos imunobiológicos e insumos, que são distribuídos para as salas de vacina do município. Considera-se que as mudanças estruturais realizadas representam avanço expressivo na área demandada que tem contribuído e garantido a qualidade das vacinas ofertadas à população.
A Rede do Frio de Nível Central conservadora possui aporte de aproximadamente 150 mil doses de vacinas. “Vale destacar que todos os profissionais que atuam nas salas de vacinas foram qualificados quanto ao manuseio dos equipamentos na garantia do uso adequado dos equipamentos”, afiançou Diógenes Marcondes.
A Rede de Frio está localizada na Secretaria Municipal de Saúde na Avenida da FEB e também nas 19 salas de vacinas (nível local) distribuídos por toda cidade. Atualmente, o nível local funciona nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.
Foto: Gustavo Duarte
Política
Sessão destaca avanços e desafios após 20 anos da Lei Maria da Penha
O Senado fez nesta quinta-feira (13) sessão especial para celebrar o Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A sessão, requerida pela senadora Leila Barros (PDT-DF), marcou também os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006).
Durante a homenagem, autoridades destacaram os avanços alcançados desde a criação da lei e defenderam o fortalecimento das políticas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.
Leila Barros ressaltou que, apesar dos avanços na legislação e na proteção às mulheres, os índices de feminicídio e outras formas de violência ainda exigem o fortalecimento das ações de prevenção. Ela citou medidas como a criminalização do stalking (Lei 14.132, de 2021) e o monitoramento eletrônico de agressores e defendeu políticas de autonomia econômica, além da atuação conjunta de governos, instituições, sociedade civil e homens no enfrentamento à violência.
— O Agosto Lilás não pode ser apenas uma cor iluminando prédios públicos. Não pode ser apenas uma campanha durante 31 dias. Ele precisa representar um compromisso permanente com a prevenção, o acolhimento, a proteção, a responsabilização dos agressores e, principalmente, com a vida das mulheres — afirmou.
Mobilização permanente
Em participação virtual, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia lembrou a trajetória que levou à criação da Lei Maria da Penha. Ela destacou que a falta de resposta adequada do Estado brasileiro à violência sofrida por Maria da Penha Maia Fernandes levou à responsabilização do país no plano internacional.
Cármen Lúcia afirmou que a Lei Maria da Penha se tornou símbolo do combate à violência contra a mulher. A ministra alertou, porém, que a persistência de agressões e assassinatos exige mobilização permanente do poder público e da sociedade:
— Não podemos compactuar nem ser omissos na busca de, rapidamente, urgentemente e exemplarmente superarmos esse estado de coisas inconstitucional que vivemos no Brasil contra todas nós, mulheres.
Ao abordar as ações atuais de enfrentamento à violência, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também apontou a Lei Maria da Penha como um marco na proteção da população feminina e defendeu ações articuladas entre os Poderes, estados, municípios e sociedade. Ela destacou medidas do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, como a agilização das medidas protetivas, a responsabilização dos agressores e a ampliação da rede de atendimento.
Márcia Lopes ressaltou ainda a importância da educação para modificar padrões culturais que naturalizam a violência e defendeu políticas de autonomia econômica e de cuidados. Para a ministra, os homens também precisam ser envolvidos nas ações de conscientização e mudança de comportamento.
— Nós queremos ter o direito à vida, à liberdade, às nossas escolhas. […] Venham juntos, venha a sociedade brasileira, porque nós temos o direito de viver, o direito de sonhar, o direito de ter uma vida plena — disse.
Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Mulheres do Brasil, destacou a Lei Maria da Penha como uma das principais conquistas das mulheres brasileiras e ressaltou que o enfrentamento à violência é responsabilidade de toda a sociedade. Ela defendeu a atuação conjunta do poder público, da sociedade civil e das empresas e afirmou que a legislação sozinha não basta para que a proteção chegue efetivamente às mulheres.
— As leis são essenciais, mas elas precisam caminhar junto com a informação, o acolhimento e a oportunidade. Porque ter a lei e não informar e não cobrar não adianta nada — afirmou.
A necessidade de transformar os avanços legais em proteção efetiva também foi ressaltada pela diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, que participou do evento de forma virtual. Ela destacou que a Lei Maria da Penha ampliou a visibilidade da violência doméstica e fortaleceu a proteção às mulheres. Segundo Ilana, o desafio agora é fazer com que esses mecanismos cheguem a quem mais precisa e reduzir os ainda elevados índices de feminicídio.
Os dados do Instituto DataSenado ajudam a dimensionar a evolução desse cenário. A coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência, Maria Teresa Firmino Prado Mauro, lembrou que, em 2005, antes mesmo da sanção da Lei Maria da Penha, 95% das brasileiras entrevistadas afirmaram que o país precisava de uma legislação específica de proteção às mulheres. Segundo ela, a pesquisa, realizada a cada dois anos, permite acompanhar as mudanças na realidade da violência contra a mulher desde o período anterior à criação da lei.
Proteção às mulheres
A conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Fabiana Costa Oliveira Barreto destacou que, ao longo dos 20 anos da lei, houve avanços no sistema de Justiça, nas forças de segurança e nas políticas públicas. Ela ressaltou a importância da atuação integrada das instituições e defendeu que as políticas considerem as diferentes realidades das mulheres, especialmente negras e indígenas.
— Não se pode olhar para todas as mulheres como se fossem uma só. Temos que saber que nosso país é constituído de várias etnias e que as políticas públicas, as leis e todo o sistema de Justiça têm que estar atentos a isso — afirmou.
Também em participação virtual, o promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Thiago Pierobom apontou, entre os principais avanços da lei, a incorporação das perspectivas de gênero e de interseccionalidade, as medidas protetivas de urgência e a criação de uma rede de atendimento às mulheres. Segundo ele, a legislação também resistiu a tentativas de alterar seus fundamentos ao longo das últimas duas décadas.
— Muitos projetos de lei foram propostos ao longo desses 20 anos para tentar desnaturar aquilo que é a Lei Maria da Penha. A lei sobreviveu a esses projetos, se fortaleceu e sedimentou esse campo, fortalecendo essa pauta para avançarmos ainda mais — afirmou.
Na área da segurança pública, a tenente-coronel Renata Cardoso, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), falou sobre a importância da capacitação dos policiais para avaliar riscos, acolher as vítimas e prevenir novas agressões. Ela citou o Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid), que acompanha 715 mulheres, das quais 320 têm medidas protetivas e estão classificadas em situação de risco extremo. O serviço está presente em todos os batalhões operacionais e também na área rural do Distrito Federal.
— Mais do que falar para as mulheres, a gente precisa trabalhar isso com toda a sociedade, inclusive com os homens da segurança pública, que atendem a maior parte dessas demandas, principalmente nos momentos de emergência — observou.
O que falta avançar
Apesar dos avanços, o promotor Pierobom afirmou que a persistência dos feminicídios e de outras formas de violência coloca em discussão a efetividade das ações adotadas pelo Estado. Entre os desafios, apontou a necessidade de ampliar as políticas de prevenção e considerar fatores como raça, idade, território e condições socioeconômicas na formulação das ações de enfrentamento à violência.
O promotor também defendeu o aperfeiçoamento da atuação do sistema de Justiça, com maior transparência sobre medidas protetivas, denúncias e condenações; o fortalecimento dos mecanismos de avaliação de risco; e a ampliação e interiorização da rede de atendimento às mulheres. Ele chamou a atenção para novas manifestações de violência, especialmente no ambiente digital, como discursos de ódio e ataques misóginos.
— O desafio mais grave é a persistência da violência contra as mulheres nas suas diversas formas: a violência doméstica e familiar, a violência sexual e os feminicídios. […] Esses números nos colocam diante de uma reflexão sobre a efetividade das ações do Estado para concretizar as diretrizes da Lei Maria da Penha — alertou.
Para Cynthia Rocha Mendonça, do Tribunal de Justiça do Amazonas, o desafio é fazer com que a proteção prevista na legislação alcance efetivamente todas as mulheres, especialmente as que vivem em comunidades do interior da Amazônia.
Cynthia apontou barreiras geográficas, sociais e institucionais de acesso à Justiça e defendeu soluções adaptadas às particularidades da região, citando iniciativas como o aplicativo Ronda Maria da Penha e a proposta da Casa Flutuante da Mulher Brasileira. Para ela, a efetividade das políticas de enfrentamento à violência depende não apenas de leis, mas também de estrutura, profissionais, orçamento e investimento permanente do Estado.
Mulheres negras
Iyà Sandrali Campos, integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, falou em nome da Coalizão Negra por Direitos e defendeu a criminalização da misoginia, mas alertou para que mudanças no chamado projeto de lei da Misoginia (PL 896/2023) não enfraqueçam a legislação de combate ao racismo. Segundo ela, as duas formas de discriminação devem ser enfrentadas conjuntamente, com atenção especial à proteção das mulheres negras.
— A Coalizão Negra por Direitos afirma que criminalizar a misoginia é necessário e que preservar integralmente a legislação antirracista é inegociável. As duas responsabilidades não são incompatíveis — afirmou.
Na mesma linha, a diretora-geral da Escola Superior do Ministério Público da União (MPU), Raquel Branquinho, classificou a Lei 7.716, de 1989 (que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor) como um patrimônio da sociedade brasileira e ressaltou sua importância como instrumento de prevenção e punição do racismo.
— A Lei 7.716 foi uma determinação do constituinte brasileiro, é um patrimônio da nossa sociedade e não permite nenhum retrocesso, apenas avanço — afirmou.
Participação política
Raquel Branquinho, diretora-geral da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), destacou avanços no combate à violência de gênero, mas defendeu maior participação das mulheres na política e atenção à relação entre violência de gênero e racial.
Ela também citou pesquisas da ESMPU sobre feminicídio, violência doméstica e candidaturas femininas, incluindo a análise de mais de 40 mil processos com ferramentas de inteligência artificial.
— Nós avançamos muito, mas ainda temos muito a fazer. Precisamos de mais mulheres na política. A violência de gênero e a violência racial se entrelaçam — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
Cidades2 dias atrásPivetta cobra providências de prefeita após vídeo de diretor do DAE recebendo dinheiro
-
Política3 dias atrásCRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no trabalho
-
Cidades2 dias atrásSinfra avança na compra de equipamentos para Aliança pela Água em VG, afirma Pivetta
-
Política2 dias atrásSenado celebrará criação da Frente Parlamentar pela Paz Mundial
-
Política1 dia atrásCMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos
-
Política1 dia atrásApós acordo, redução de tributos sobre combustíveis vai à sanção
-
Política2 dias atrásDebate no Plenário aponta gargalos para expansão de energias renováveis
-
Política2 dias atrásCinco medidas provisórias perdem validade e outras cinco são prorrogadas


Você precisa estar logado para postar um comentário Login