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TRE-MT nega cassação do mandato de Carlos Bezerra

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Da Redação

O pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), decidiu seguir o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) e livrou o deputado federal Carlos Bezerra (MDB) de ter o seu mandato cassado.

O deputado federal foi acusado de compra de voto e abuso de poder político nas últimas eleições federais, de acordo com o parecer, Bezerra não teve relação com os crimes.

De acordo com a denúncia, o prefeito de Nova Xavantina (651 km de Cuiabá), João Batista Vaz da Silva, pediu votos para o deputado durante um evento onde seriam realizadas a entrega de 122 titulos definitivos de propriedade do Instituto Nacional de Colonização e reforma Agrária (Incra). Na época do evento, o prefeito teria pedido votos de maneira explicita para o então candidato, fato que caracteriza crime eleitoral.

Ainda de acordo com o processo, João Batista fez questão de ressaltar a gratuidade do registro da matriculas dos imóveis rurais, e posteriormente homenageou o deputado federal e ainda teria vinculado o mandato de Bezerra como responsável pela entrega dos títulos, momento em que pediu expressamente votos para o parlamentar dizendo “devemos ajudar quem nos ajuda”.

Os juízes Armando Biancardini Cândia, Sebastião Barbosa Farias, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza e Gilberto Giraldelli acompanharam o voto do relator.

Foto: Diógenis Santos

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Autorizado financiamento internacional de US$ 20 milhões para Petrolina

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Petrolina (PE) poderá contar com US$ 20 milhões — equivalentes hoje a R$ 103,2 milhões — em financiamento externo para o programa Petrolina Crescer Mais, destinado ao desenvolvimento urbano do município. O empréstimo será contratado junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), com garantia da União. 

A autorização para a operação, prevista na Mensagem (MSF) 43/2026, foi aprovada pelo Plenário do Senado nesta quinta-feira (13), sob relatoria da senadora Teresa Leitão (PT-PE), e segue para promulgação. 

A operação prevê ainda contrapartida de US$ 5 milhões do município, o que totaliza US$ 25 milhões (R$ 129 milhões) em recursos para o programa. O financiamento terá prazo de até 20 anos, com carência de até cinco anos e seis meses e amortização em 14 anos e seis meses. 

Os pagamentos de juros e amortizações serão semestrais. A taxa de juros terá como referência a SOFR, adotada para operações em dólar, acrescida de margem fixa a ser definida na assinatura do contrato.  

Liberação gradual 

A previsão apresentada à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) é que os US$ 20 milhões sejam liberados gradualmente entre 2026 e 2030. 

Estão previstos cerca de US$ 2,1 milhões em 2026; US$ 5 milhões em 2027; US$ 6 milhões em 2028; US$ 5 milhões em 2029; e US$ 2 milhões em 2030. A contrapartida municipal também deverá ser distribuída ao longo desse período.  

Além dos juros, haverá cobrança de comissão de compromisso de 0,35% ao ano sobre o saldo ainda não desembolsado e de comissão de administração de até 0,8% sobre o total do financiamento. Em caso de atraso, haverá juros de mora de 2% ao ano sobre o saldo devedor correspondente à obrigação não paga.  

Garantia da União 

A STN considerou que Petrolina cumpre os limites e as condições necessários à contratação e manifestou-se favoravelmente à garantia da União. O município recebeu classificação A quanto à capacidade de pagamento.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também concluiu pela legalidade das minutas contratuais e pela regularidade da documentação apresentada. 

Antes da assinatura, deverão ser verificadas, entre outras exigências, a adimplência do município e as condições prévias ao primeiro desembolso, além de ser formalizado contrato de contragarantia entre Petrolina e a União. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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