Política
TCE-MT nega pedido de Emanuel Pinheiro para bloquear dinheiro da SES
Diante das manifestações, a 6ª Secretaria de Controle Externo (6ª Secex) opinou pelo indeferimento da tutela. “Denegue-se a tutela provisória de urgência pleiteada pela Prefeitura Municipal de Cuiabá
Política
Prefeitura exigia o pagamento de uma suposta dívida de R$ 57.528.714,49, que não foi comprovada pelo município
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) negou o pedido de tutela de urgência feito pela Prefeitura de Cuiabá contra a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), em que exigia o pagamento de uma suposta dívida de R$ 57.528.714,49.
Na decisão do conselheiro Antônio Joaquim, desta terça-feira (10.09), é esclarecido que “a pouca documentação juntada pela Prefeitura de Cuiabá não comprova a dívida”.
A Prefeitura alegava que os supostos repasses eram referentes aos serviços de média e alta complexidade, às UTIs, às Unidades de Pronto Atendimento (Upas), ao cofinanciamento do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, dentre outros serviços.
Nos autos, a SES esclareceu que os pagamentos para o município de Cuiabá estão rigorosamente em dia. “Todos os pagamentos estão em dia, vez que são realizados conforme o fechamento do mês, não existindo qualquer pendência de repasse ao Município de Cuiabá.”
Diante das manifestações, a 6ª Secretaria de Controle Externo (6ª Secex) opinou pelo indeferimento da tutela. “Denegue-se a tutela provisória de urgência pleiteada pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, dada a insuficiência de comprovação documental e as inconsistências identificadas nos valores reclamados.”
Conforme a decisão do conselheiro, a conclusão pelo indeferimento também se deu em razão de informações conflitantes. “A alegação de urgência para a concessão da tutela provisória, feita pelo município, é conflitante com o próprio direito reclamado, vez que existem supostas obrigações inadimplidas que remontam ao ano de 2016, as quais estão sendo cobradas apenas agora, em 2024.”
Diante da não comprovação, o pedido foi indeferido. “Desse modo, diante da não comprovação dos requisitos legais indispensáveis para a concessão da tutela provisória de urgência neste momento, indefiro o pedido.”
Política
CMO deve ser instalada na segunda quinzena de abril
As cadeiras que os partidos e blocos parlamentares ocuparão na Comissão Mista de Orçamento (CMO) este ano devem ser definidas até a segunda quinzena do mês de abril. As maiores bancadas do Senado e da Câmara ficam com o maior espaço, já que a representação de cada legenda precisa respeitar o critério de proporcionalidade.
Composta por senadores e deputados, a CMO é uma das mais importantes comissões do Congresso Nacional. O colegiado tem como papel fundamental apreciar as matérias do ciclo orçamentário: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Mas a comissão também analisa matérias de créditos adicionais, sob forma de projetos de lei do Congresso (PLNs) e de medida provisória (MP), e ainda tem papel fiscalizatório.
Regimentalmente, a CMO deve ser instalada até a última terça-feira do mês de março. Presidente da CMO em 2025, o senador Efraim Filho (União-PB) disse em entrevista à Agência Senado que ainda não foram solicitadas, às lideranças partidárias, as indicações dos novos membros do colegiado para este ano.
— Esse processo deve começar com a definição, pelas lideranças, do relator-geral e do presidente. Neste ano, conforme acordo previamente estabelecido, a presidência da CMO caberá a um deputado, enquanto a relatoria-geral será exercida por um senador — afirmou Efraim.
De acordo com o secretário-executivo da CMO, Walbinson Tavares de Araújo, é preciso esperar o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, disparar o processo, o que deve ocorrer até a segunda quinzena de abril.
— Ele encaminha para os líderes o cálculo proporcional para a indicação de membros. Depois, os líderes começam a indicar os membros e quando houver as indicações, o senador [Davi] Alcolumbre fará a leitura dos membros e instituirá a comissão. Na sequência, é marcada a instalação e eleição.
Eleições e Copa do Mundo
A LDO, que fixa as prioridades do governo federal e orienta a elaboração da LOA, deve ser encaminhada anualmente ao Parlamento até 15 de abril. Conforme a Constituição, o projeto da LDO deve ser votado até o dia 17 de julho de cada ano, para que deputados e senadores possam entrar em recesso. Já a LOA deve ser encaminhada pelo Executivo ao Legislativo até 31 de agosto e deliberada pelos parlamentares até o fim da sessão legislativa, em dezembro.
Na prática, alguns prazos não se cumprem. O andamento do ano eleitoral e a Copa do Mundo, por exemplo, podem atrasar, em parte, o andamento dos trabalhos da CMO, que analisa ambos os projetos antes de serem encaminhados à Mesa do Congresso.
Consultor legislativo do Senado na área de Orçamentos (Conorf), Bento Monteiro explica que, historicamente, após o recesso de julho e até às eleições costuma ser um período de menor atividade, com poucas sessões sendo marcadas.
— Esse ano vai ter Copa do Mundo, em junho e julho, o que também interfere no período da LDO. Ainda teremos as convenções dos partidos para definir as candidaturas especialmente nos estados. Então, tudo isso, acaba afastando os parlamentares do trabalho da comissão em Brasília.
Para o senador Efraim, a CMO precisa ter maturidade para separar a agenda política da agenda legislativa, “sobretudo porque a elaboração do Orçamento da União é sempre um grande desafio”.
— É fundamental manter o olhar atento à sociedade civil, ao mercado e àqueles que desejam investir no país. Espero que, em 2026, a comissão assuma a responsabilidade de conduzir a travessia do ano eleitoral sem que isso comprometa os seus trabalhos — expôs o senador.
Efraim afirmou ainda que a gestão de 2025 do colegiado conseguiu colocar em dia o calendário da LDO, que vinha defasado.
— Aparamos arestas, buscamos consenso e aprovamos a LDO até dezembro de 2025, cumprindo um compromisso assumido ao iniciar a presidência da comissão. Também deliberamos todos os projetos de crédito relativos ao Orçamento de 2025 e promovemos as reformas regimentais necessárias ao alinhamento às decisões do Supremo Tribunal Federal. Foi um trabalho hercúleo de todos os membros e servidores da CMO, mas conseguimos cumprir nosso planejamento e entregar o que prometemos — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
Cidades6 dias atrásProcon de Cuiabá orienta consumidores para compras seguras na Páscoa e práticas abusivas
-
Política4 dias atrásECA Digital depende de mudança de cultura para ser efetivo, aponta debate
-
Polícia7 dias atrásPolícia Civil prende homem que efetuou diversos disparos contra residência em Rondonópolis
-
Polícia7 dias atrásPolícia Civil indicia suspeito de matar gato a pauladas em Rondonópolis
-
Entretenimento4 dias atrásPaulo Ricardo e a esposa mostram rotina de treinos juntos: ‘Sempre damos um jeito’
-
Polícia7 dias atrásForça Tática prende dupla e apreende drogas e ovos de Páscoa que seriam distribuídos por facção criminosa
-
Economia7 dias atrásANP habilita 5 empresas à 1ª fase do programa de subvenção ao diesel
-
Entretenimento3 dias atrásAna Castela exibe pernões em banho de sol na piscina e brinca: ‘Estão querendo ver’
