Política
PF indica 10 para periciar sistemas de propina da Odebrecht
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Material está ‘sob a guarda’ da Procuradoria-Geral da República
Da Redação
O delegado Igor Romário de Paula, da Polícia Federal, indicou ao juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, nesta segunda-feira, 2, dez peritos para vistoriar os sistemas eletrônicos Drousys e My Web Day, usados pelo Grupo Odebrecht para lançamentos na contabilidade informal de pagamento de propina. O material está ‘sob a guarda’ da Procuradoria-Geral da República.
“Trata-se de equipe formada por peritos de contabilidade e informática que permitirá não apenas a análise completa do sistema, bem como a extração adequada dos dados. Os exames serão iniciados tão logo o material seja disponibilizado pelo Ministério Público Federal”, informou o delegado.
A ordem de Moro para que a PF pericie os sistemas foi tomada no dia 13 de setembro. Na quinta-feira, 28, Moro solicitou à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acesso ao material. “A perícia servirá para extrair do sistema apenas eventuais lançamentos e documentos relacionados com o objeto específico desta ação penal, sem afetação de outras investigações ou ações penais ou material relativo a autoridades com foro por prerrogativa de função”, informou o juiz da Lava Jato.
“Como, em princípio, parte do material estaria, segundo o Ministério Público Federal local, sob a guarda da Procuradoria Geral da República, solicito, respeitosamente, à V.Ex.ª, que seja disponibilizado, se necessário e da forma possível, aos peritos da Polícia Federal e assistentes técnicos o acesso a ele, para o fim de realização da perícia.”
Ao ordenar a perícia, o juiz da Lava Jato formulou quatro quesitos judiciais. Na lista estão: descrição geral do que tratam os sistemas Drousys e MyWebDay utilizados pelo Grupo Odebrecht e disponibilizados ao Ministério Público Federal, inclusive quanto ao seu funcionamento; se é possível garantir a autenticidade dos arquivos eletrônicos ou sistemas disponibilizados ao Ministério Público Federal, com a data de sua produção e informações sobre eventuais alterações posteriores solicita-se que seja verificado se o material contém documentos ou lançamentos que possam estar relacionados com o objeto da presente ação penal, a aludida aquisição do prédio na Rua Haberbeck Brandão, 178, e caso positivo para que sejam identificados e apresentados em laudo; e que seja verificado se os materiais já juntados aos autos pelo Ministério Público Federal e pela defesa de Marcelo Bahia Odebrecht encontram-se no sistema e se é possível relacioná-los à aludida aquisição do prédio na Rua Haberbeck Brandão, 178.
Fonte: O Estadão
Foto: JF Diorio/Estadão
Política
Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT
A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.
A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.
De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.
Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.
A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.
Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.
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