DERROTA DE EMANUEL

Justiça manda que Emanuel pare de impulsionar vídeo que chama Botelho de mentiroso e traidor

Botelho requereu a concessão de liminar para que fosse determinada a imediata suspensão do impulsionamento da postagem

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Política

Foto Luiz Alves Secom Prefeitura de Cuiabá

O juiz Moacir Rogério Tortato, da 1ª Zona Eleitoral de Cuiabá, mandou que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), suspenda imediatamente o impulsionamento de vídeo contra Eduardo Botelho (UNIÃO), candidato à disputa pelo comando do poder executivo de Cuiabá. Na peça, Emanuel chama Botelho de mentiroso e traidor.

Segundo os autos, vídeo de Emanuel afirma que em 2022, a Assembleia Legislativa aprovou a mudança da distribuição do ICMS, penalizando Cuiabá em mais de R$ 70 milhões, já neste ano de 2024. Ainda segundo Emanuel, ano que vem, as perdas passarão de R$ 100 milhões.

Emanuel ainda acusa Botelho de ter mentido em debate. O membro do MDB diz ainda que Botelho “traiu” a capital. “Essa é a única verdade dos fatos. Botelho traiu Cuiabá para conseguir ser o candidato do governador Mauro Mendes. Tenho confiança que o povo saberá julgá-lo nas urnas”, afirma Emanuel no vídeo.

Botelho requereu a concessão de liminar para que fosse determinada a imediata suspensão do impulsionamento da postagem, assim, como sua total remoção de todas as plataformas, sob pena de pagamento de multa diária por descumprimento.

Ainda segundo o juiz, está evidenciada apenas a prática de impulsionamento de propaganda eleitoral por pessoa natural, o que é vedado. “O periculum in mora revela-se na continuidade da conduta irregular denunciada (impulsionamento por pessoa natural), que, se não interrompida imediatamente, pode ensejar consequências irreparáveis ao processo eleitoral”, explicou.

Emanuel foi intimado para suspender, imediatamente, o impulsionamento do anúncio.

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Podemos elege 6 deputados e terá maior bancada da Assembleia em 2027

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O Podemos será o partido com maior número de cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso a partir de 2027. A legenda elegeu seis dos 24 deputados estaduais que vão compor a nova legislatura, resultado que coloca a sigla à frente de PL e Republicanos, que conquistaram quatro vagas cada.

A bancada do Podemos será formada por Max Russi, Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo. Presidente da Assembleia, Max Russi também foi o deputado estadual mais votado da eleição, com 86.934 votos.

O PL terá Samantha Íris, Faissal Calil, Gilberto Cattani e Alcino Barcelos. Já o Republicanos, partido do governador reeleito Otaviano Pivetta, contará com Diego Guimarães, Valmir Moretto, Dr. Eugênio e Nininho.

O MDB elegeu três parlamentares: Dr. João, Thiago Silva e Leo Bortolin. As federações PSDB-Cidadania e União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, ficaram com duas cadeiras cada.

Na oposição mais definida ao governo estadual, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, terá dois representantes: Lúdio Cabral e Valdir Barranco. O PSD terá uma cadeira, ocupada por Wilson Santos.

Nova correlação de forças

A composição eleita aponta para um cenário de maior presença de partidos que estiveram próximos da atual administração estadual. Considerando as bancadas do Podemos, Republicanos e PL, são 14 deputados, número suficiente para formar maioria simples na Assembleia.

O cenário pode ser ampliado com parlamentares de outras legendas. No MDB, por exemplo, Dr. João e Thiago Silva integram a nova bancada, enquanto União Brasil e PSDB-Cidadania também terão representantes na Casa. A classificação individual de cada deputado, porém, dependerá das posições adotadas ao longo da próxima legislatura.

A nova Assembleia terá 18 deputados reeleitos ou integrantes que já tiveram passagem pelo Legislativo e seis estreantes, segundo levantamento do RDNews. A renovação ficou em pouco mais de 25% das cadeiras.

A legislatura 2027-2030 começa oficialmente em fevereiro do próximo ano e terá como um dos primeiros movimentos a definição da nova Mesa Diretora da Assembleia, além da formação dos blocos e da composição das comissões permanentes.



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