Política
CST confirma data para encontro estadual de secretários municipais
Política
A Câmara Setorial Temática (CST) de apoio ao Empreendedorismo e às Micros e Pequenas Empresas que debate a importância da educação e da tecnologia para a economia de Mato Grosso, juntamente com representantes do Sebrae e do Senac, realizou hoje (28) a quarta reunião para definir detalhes sobre o encontro com secretários municipais de desenvolvimento econômicos de Mato Grosso. A CST tem por objetivo promover estudos acerca dos principais desafios enfrentados pelos empreendedores do estado.
De acordo com o presidente da CST, Cléber Ávila Ferreira, ficou acertado que o encontro entre secretários municipais e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, acontecerá no dia 28 de setembro, às 14 horas, no auditório Milton Figueiredo.
“Hoje finalizamos um processo de construção que traçamos desde o início do nosso trabalho. Em primeiro lugar fizemos um plano de instalação, depois ouvimos os empreendedores e percebemos a necessidade de trazer um diálogo do interior para dentro da Assembleia”, falou Ávila.
“A partir daí, definimos uma estratégia de realizarmos um encontro de secretários municipais de desenvolvimento econômico para ouvirmos as demandas dos empresários de micro e pequenas empresas de cada cidade”, revelou ele, que confirmou o atual secretário de desenvolvimento econômico de Lucas do Rio Verde, Wellington Souto, como um dos palestrantes do dia 28 de setembro. Os outros dois secretários ainda vão ser definidos pela equipe técnica da CST.
A CST foi requerida pelos deputados estaduais Max Russi (PSB), Dr. Eugênio (PSB) e Thiago Silva (MDB) e tem prazo de 180 dias para conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogada por igual período.
Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) apontam que empreendedores individuais e as micro e pequenas empresas representam quase 96% da totalidade de empresas em Mato Grosso.
O presidente da CST disse que a Câmara Setorial foi dividida em quatro eixos: 1) acesso a crédito (Ávila lembrou que havia muita reclamação sobre acessar crédito); 2) burocracia para se abrir um empreendimento (as vezes uma micro ou pequena empresa com faturamento menos que 100 mil reais tem o mesmo tratamento de uma grande indústria); 3) incentivos fiscais (o índice definido pelo governo do estado é considerado caro); 4) impostos diferenciados para cada setor.
“Num primeiro momento, nossa iniciativa foi chamar o setor produtivo e empreendedores, e agora convocaremos os secretários municipais de desenvolvimento econômico de cada município, para que possamos ouvir as sugestões deles”, destaca Ávila.
A CST é composta ainda por Wellington Nogueira Souto (relator), Wilson da Silva Pereira (secretário), André Luiz Teixeira (membro) e Thais Andrade Gama (membro).
Fonte: ALMT – MT
Política
Sancionada ampliação de produtos em estoque público para alimentação animal
Pequenos criadores terão acesso a mais opções de produtos para a alimentação dos rebanhos por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB). A lista, que incluía apenas o milho, passa a abranger também sorgo, caroço de algodão, farelo de soja, farelo de milho e outros produtos usados na alimentação animal. A mudança está na Lei 15.490, de 2026, sancionada pela Presidência da República e publicada nesta terça-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU).
Além de ampliar a lista de produtos que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) poderá adquirir para o ProVB, a medida também facilita o acesso de pequenos criadores aos estoques públicos administrados pela estatal. Podem participar do programa pequenos criadores com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo e aqueles sem o cadastro que atendam aos limites de renda do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e explorem imóvel rural de até 10 módulos fiscais. Cooperativas agropecuárias e associações de agricultores familiares com CAF ativo também passam a ser beneficiárias.
O texto modifica a Lei 8.171, de 1991 para estabelecer a realização de leilões públicos destinados à formação de estoques de produtos agrícolas. A nova lei autoriza a Conab a comprar de produtores rurais e cooperativas, por meio de leilões públicos, produtos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) por até 25% acima do preço mínimo.
A estatal também poderá vender diretamente estoques públicos para ações de abastecimento e segurança alimentar, inclusive para pequenas empresas, associações e cooperativas. O limite mensal de compra permanece em 27 toneladas para pequenos criadores e será de até 80 toneladas para cooperativas e associações. O teto anual de 200 mil toneladas para as compras do ProVB deixa de existir, e o volume passará a ser definido anualmente pelo Poder Executivo, conforme a disponibilidade orçamentária e financeira.
As competências relacionadas ao ProVB passarão a ser exercidas conjuntamente pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, da Agricultura e Pecuária e da Fazenda.
Origem
A medida tem origem no PL 3.289/2026, do senador Beto Faro (PT-PA). A proposta recebeu parecer favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE). Para a relatora, o texto gera maior previsibilidade para os pequenos produtores e protege a sociedade contra variações bruscas no preço dos alimentos. Ela destacou também a inclusão de cooperativas e associações de agricultores familiares como beneficiárias do programa.
— Em um mercado global impactado por custos de produção oscilantes e instabilidade geopolítica, conceder às cooperativas e associações a capacidade de adquirir insumos estratégicos diretamente do Estado com preços justos e regionalmente balizados consiste em relevante garantia de viabilidade para os empreendimentos da agricultura familiar — afirmou a senadora.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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