'Pés no chão'

Botelho não ‘antecipa vitória’ e destaca potencialidades de adversários e diz ‘vamos ter segundo turno’

Botelho ressaltou de que é tradição na capital ter dois turnos

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Política

Foto Vanderson Ferraz AL-MT

O candidato à prefeitura de Cuiabá, deputado Eduardo Botelho (UNIÃO), indo totalmente na contramão do que esperam seus colegas de partidos e aliados, não acredita em uma possível vitória no primeiro turno das eleições municipais deste ano.

O parlamentar ressaltou de que é tradição na capital ter dois turnos e que sua intenção é chegar nesta etapa para que possa apresentar suas propostas de governo. Botelho ressaltou que seus adversários têm potencial para chegar nessa fase, por isso, prefere não contar vantagem antes do tempo, baseado apenas nas pesquisas de intenção de votos em que aparece na liderança e tem um percentual pequeno de rejeição.

“Todo mundo que conhece sabe que falo que a eleição aqui é em dois turnos, inclusive, expliquei isso, por que que é de dois turnos? Porque todos os candidatos têm potencial. Se tivesse só dois fortes e os outros todos fraquinhos, beleza, mas não, todos são potencialmente fortes”, frisou.

Botelho afirmou que pretende tocar a sua campanha focado na apresentação de propostas e que não deve ficar rebatendo acusações de adversários, principalmente, de Abílio Brunini (PL), seu principal adversário, que, segundo ele, tem demonstrado em sua trajetória política, que só trabalha com acusações e ações que envergonha o estado em Brasília.

“Vou continuar focado nas minhas propostas em Cuiabá, no meu trabalho de rua, que eu sempre fiz com as pessoas, agora, evidentemente, que o candidato que você está se referindo, na verdade, não trabalha com proposta, trabalha só com acusações, mas isso já é característica dele, começou assim como vereador, foi assim lá na Câmara Federal, fazendo todas aquelas gracinha que deixou todo mundo envergonhado, e vai continuar sendo assim. Então, não tem como eu querer ser igual a ele, eu não sou”, destacou.

 

 

 

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Expedição Justiça Sem Fronteiras marca recomeços com divórcio e casamento em Palmarito

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A 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras transformou histórias e realizou sonhos na comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade (594 km de Cuiabá).

Enquanto a dona de casa Juscilene Massaré, de 48 anos, conseguiu oficializar o divórcio que aguardava há dois anos, o casal Edalina Tomicha e Cornelho Neto deu entrada no casamento civil após cerca de 30 anos de convivência.

Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras leva serviços de cidadania, orientação jurídica e acesso à Justiça para comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.

Um novo começo

Separada de fato há dois anos, Juscilene conta que desejava formalizar o divórcio desde o fim do relacionamento, mas as dificuldades financeiras e a rotina de trabalho impediram que ela buscasse a regularização. A solução veio por meio de uma audiência realizada por videoconferência. Embora o ex-marido não estivesse em Palmarito, ele participou do ato de forma remota e confirmou sua concordância com o divórcio.

“Assim que ele saiu de casa eu já queria resolver isso, mas não foi possível. Eu trabalhava muito, tinha meu filho menor para cuidar e não tinha condições de viajar. Eu ficava muito triste com essa situação. Então, conseguir resolver isso hoje é só felicidade”, afirmou.

A assessora de gabinete Juliana de Paula relata que a conciliação permitiu resolver rapidamente uma situação que poderia levar meses para ser concluída.

“Ela nos procurou informando que já estava separada de fato há dois anos e que o ex-cônjuge concordava com o divórcio. Como ele não estava presente, realizamos uma audiência por videoconferência com a participação do magistrado e do defensor público. Em menos de uma hora conseguimos resolver uma situação que poderia levar meses para ser concluída”, detalhou.

O sonho do casamento

Se para Juscilene o momento representou o encerramento de um ciclo, para Edalina Tomicha e Cornelho Neto simbolizou a realização de um sonho antigo. Moradores da comunidade, eles aproveitaram a passagem da expedição por Palmarito para dar entrada na habilitação do casamento civil.

“Nós somos moradores daqui e, quando ficamos sabendo dos atendimentos, viemos. Eu me sinto muito feliz. Faz muito tempo que ele fala sobre nos casarmos no civil”, contou Edalina.

“Eu amo minha mulher e quero casar com ela. Essa oficialização tem um valor muito grande para nós”, completou Cornelho.

A assessora jurídica da Defensoria Pública Patrícia Costa Campos explica que muitas pessoas deixam de formalizar a união por dificuldades financeiras ou pela distância dos serviços públicos. “Eles estão juntos há cerca de 30 anos, construíram uma família e uma história de vida na comunidade. Muitas vezes as pessoas não formalizam a união por falta de condições financeiras ou de acesso aos serviços. Para nós é uma alegria poder contribuir para que esse desejo seja realizado”, pontuou.

Próximas etapas

A programação da Expedição Justiça Sem Fronteiras segue para o distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, nos dias 14 e 15 de junho.

A última etapa será realizada no distrito de Vila Picada, em Porto Esperidião, nos dias 17 e 18 de junho.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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