Política
A pedido da primeira-dama, Emanuel Pinheiro não irá mais receber mulheres desacompanhadas em seu gabinete
Política
Da Redação
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou que não mais irá atender mulheres desacompanhadas em seu gabinete, de acordo com Pinheiro, a medida foi um pedido da primeira-dama, Márcia Pinheiro para prevenir uma ocasional “armação política” contra o gestor da capital.
Esta medida surgiu após uma ex-servidora da Secretaria de Saúde ter denunciado o vereador Adevair Cabral (PSDB) por importunação sexual e assédio.
De acordo com Pinheiro, a primeira-dama ficou preocupada com o caso, por este motivo pediu cautela com receio de uma armação.
“Estou proibindo, por ela [primeira-dama], de atender mulheres sozinhas no meu gabinete. Ela quer que, chegou uma mulher e pediu audiência para mim, alguém ou algum assessor esteja perto, porque tem medo que armem para mim e a pessoa saia dizendo: ‘Emanuel Pinheiro quer me estuprar no gabinete do prefeito’. Já pensou o estrago para descobrir seis meses depois que era mentira”, disse o prefeito em entrevista durante a inauguração do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).
Emanuel afirmou ainda, que as “coisas” no país estão estranhas e que as pessoas precisam ser menos más para serem mais justas, afirmou que qualquer coisa denigre, e quando se é político é ainda pior, disse que por este motivo fez questão de mostrar solidariedade ao vereador Adevair.
“Qualquer coisa denigre, se é político então. Por isso, fiz questão de mostrar solidariedade ao Adevair, já de cara à primeira denúncia caiu por terra. O próprio MP [Ministério Público] mandou arquivar por absoluta falta de provas e agora fica a palavra de uma moça contra ele” disse Pinheiro.
Política
Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”
O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.
A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.
Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.
“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.
O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.
“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.
Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.
“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.
Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.
Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.
A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.
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