INTEGRAÇÃO

4ª edição do Outubro Movimente destacou inovação e colaboração entre os poderes públicos de MT

Edição contou com o apoio da Rede InovagovMT e foi aberto para servidores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado

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Política

Foto: Paulo Luz

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) encerrou, nesta quinta-feira (24.10), o evento Outubro Movimente com uma palestra sobre governo digital e uma apresentação humorística.

A palestra “Colaboração para um Governo Digital Eficiente” foi ministrada pelo secretário adjunto de Planejamento e Governo Digital da Seplag, Sandro Brandão. O evento, realizado na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, também contou com o show da humorista Eloá Pimenta, que interpretou a personagem “Cotinha Cuiabana”.

Para o secretário Basílio Bezerra, a administração pública tem como objetivo garantir o bem comum, e a integração entre as instituições acelera as estratégias que promovem o bem-estar social.

“Este evento foi pensado para incentivar os servidores a refletirem sobre a importância da inovação e da eficiência na prestação de serviços essenciais à sociedade. É um movimento que beneficia servidores e cidadãos”, destacou o secretário.

Além da atração cultural, o encerramento do Outubro Movimente incluiu o sorteio de brindes, como exames de mamografia patrocinados pelo MT Saúde no mês da campanha Outubro Rosa.

Ao longo do mês, servidores dos poderes públicos do Estado participaram de painéis, oficinas, palestras e competições, incluindo um campeonato de vôlei. As atividades foram oferecidas tanto de forma presencial, quanto remota. Pela primeira vez, o evento foi organizado pela Rede InovagovMT.

O adjunto de Planejamento e Governo Digital da Seplag, Sandro Brandão, disse que um dos principais desafios é encontrar os meios viáveis para a elaboração de políticas públicas.

“Conseguiremos resolver muitos desses problemas com um espírito colaborativo. Isso é fundamental para o desenvolvimento de projetos e ideias que entreguem soluções para melhorar a vida da população mato-grossense”, afirmou Brandão.

O assessor de Inovação do InovaJusMT, Pablo Marquesi, ressaltou a parceria entre os órgãos por meio dos seus respectivos laboratórios de inovação. “A ideia é sempre colaborar de alguma forma para o evento. Espero que, nas próximas edições, possamos fortalecer ainda mais a rede, pois, juntos, conseguimos desenvolver algo melhor e com menos custos”, afirmou.

A servidora do Ministério Público (MPMT), Cristina Ormond, enfatizou a importância entre os poderes para o fortalecimento de um ambiente colaborativo e eficiente. “Nossa participação foi essencial para fortalecer a integração do Ministério Público à Rede InovaGovMT. Colaboramos com outras instituições em oficinas e discussões que impulsionam a excelência no serviço público, reforçando nosso compromisso com a inovação contínua”, acentuou a integrante do e-labMP

O Outubro Movimente é uma realização da Seplag-MT, por meio do Sistema Central de Inovação em Práticas Públicas (Sinova-Seplag), do MPMT, do Poder Judiciário, e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Mato Grosso.

Além disso, conta com o apoio da Rede Inova Gov MT, InovaJusMT, e-LabMP, LabSin, Mato Grosso Saúde, da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e das secretarias de Cultura Esporte e Lazer (Secel), de Assistência Social e Cidadania (Setasc), de Agricultura Familiar (Seaf).

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CRE monitora com atenção relações entre Brasil e EUA, diz Nelsinho Trad em nota

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O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), divulgou nota oficial nesta sexta-feira (14) na qual afirma receber com atenção a decisão do Poder Executivo de abrir processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Na avaliação de Nelsinho, o Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, sem esquecer que as relações bilaterais ocorrem há mais de 200 anos e que todas as possibilidades de entendimento devem ser buscadas antes de uma escalada comercial.

“Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário”, diz ele.

O senador explica que esse tipo de processo dura meses, não significando a adoção automática de contramedidas pelo Brasil, mas abre a etapa de avaliação e de consultas diplomáticas entre as nações. 

“Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição”, afirma na npta.

Nelsinho defende que o Brasil promova o “diálogo até o limite”, mas com responsabilidade nas decisões em defesa dos interesses brasileiros.

Tarifas

As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras inauguraram uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois países. A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA. 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prevê que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Comparados aos dados de 2024 — ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump —, o percentual corresponde a R$ 37,6 bilhões. Já com base nos números de 2025, a participação dos setores afetados equivale a R$ 29,4 bilhões (15%). 

No mês passado, o presidente da CRE solicitou informações ao MDIC sobre como o governo pretende operacionalizar a Lei da Reciprocidade Econômica (sancionada em 025 após os primeiros tarifaços), quais estudos estão sendo conduzidos pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e se haverá necessidade de aperfeiçoamentos legislativos. O objetivo, segundo ele, é oferecer à CRE informações técnicas que subsidiem eventuais iniciativas legislativas.

Além disso, no dia 4 de agosto, o grupo de trabalho criado por iniciativa da presidência da CRE discutiu questões de acesso a mercados das exportações brasileiras com diversos representantes do governo e do setor privado, com foco nas proteínas de origem animal.

No dia da entrada em vigor do atual tarifaço dos Estados Unidos, em julho, o governo federal assinou uma medida provisória (MP 1.379/2026) com um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.

A Presidência da República também sancionou o projeto derivado da MP 1.345/2026, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Em relação a esse texto, o Congresso decidiu ampliar o escopo para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

Veja a nota do presidente da CRE na íntegra:

Nota à Imprensa

Recebo com atenção a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário.

Foi justamente por isso que, ainda em julho, encaminhei ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um pedido de informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade, os estudos conduzidos pela Camex e até mesmo sobre a eventual necessidade de aperfeiçoamentos na legislação.

O processo iniciado agora não significa a adoção automática de contramedidas. Abre uma etapa de avaliação e de consultas diplomáticas com os Estados Unidos. Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição.

Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, continuarei acompanhando esse processo e defendendo aquilo que temos sustentado desde o início: diálogo até o limite, responsabilidade nas decisões e defesa dos interesses brasileiros.

O Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, mas uma relação construída ao longo de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos exige que todas as possibilidades de entendimento sejam buscadas antes de uma escalada comercial.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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