CASO ZAMPIERI
Lobista tem recurso negado pelo STF e processo sobre venda de sentenças segue no CNJ
A investigação apura um suposto esquema de venda de sentenças no Poder Judiciário de Mato Grosso, com base em informações obtidas no celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023
Polícia
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, rejeitou o recurso apresentado pela defesa do empresário e lobista Andreson Oliveira Gonçalves, que solicitava a suspensão de uma Reclamação Disciplinar em andamento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A investigação apura um suposto esquema de venda de sentenças no Poder Judiciário de Mato Grosso, com base em informações obtidas no celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023 em frente ao seu escritório, localizado no Bosque da Saúde, em Cuiabá.
Andreson Oliveira Gonçalves foi um dos alvos da Operação Última Ratio, deflagrada pela Polícia Federal em 24 de outubro de 2024. Apontado como lobista, ele teria acumulado uma grande fortuna em Brasília ao longo da última década. Seu nome foi divulgado pela revista Veja, devido aos seus amplos acessos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à estreita relação, evidenciada por trocas de mensagens, com o advogado Roberto Zampieri.
No habeas corpus, a defesa de Andreson argumentou que as autoridades investigativas e processuais ultrapassaram os limites constitucionais e legais ao acessarem os dados do celular de Roberto Zampieri. Os advogados também sustentaram que Zampieri estava ativamente exercendo a advocacia até o momento de sua morte, mantendo contato com seus clientes, e que a análise dos dados do celular configuraria uma violação do sigilo profissional.
Em sua decisão, o ministro Cristiano Zanin explicou que a análise dos dados do celular de Zampieri foi autorizada por uma decisão judicial prévia e considerou válida a extração das provas. Zanin ressaltou que, no contexto das práticas ilícitas investigadas, a inviolabilidade do sigilo profissional não é absoluta, não se aplicando a coautores ou envolvidos em crimes, como no caso de Zampieri. O ministro também mencionou uma jurisprudência que permite, conforme o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que a autoridade judiciária competente determine a quebra do sigilo profissional quando necessário para a apuração de infrações penais.
A inviolabilidade profissional do advogado não é absoluta, de modo que o próprio Estatuto da OAB (Lei 8.906/1994) permite que a autoridade judiciária
competente, em decisão motivada, decrete a quebra da prerrogativa”, diz trecho da jurisprudência utilizada por Zanin na decisão.
No entanto, o ministro afirmou a legalidade das provas obtidas de maneira lícita e rejeitou o habeas corpus.
“Registro a legalidade do encontro fortuito de provas licitamente obtidas, na linha da jurisprudência fixada pelo Supremo Tribunal Federal (…) Ante o exposto, denego a ordem”, concluiu.
Polícia
“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência
O deputado estadual Juca do Guaraná (psdb) recebeu, nesta quarta-feira (15), em seu gabinete, o presidente do Instituto Nacional de Seleções e Concursos (Instituto Selecon), Rogério Vianna Rangel. Durante o encontro, os dois relembraram a realização do concurso público da Câmara de Cuiabá, promovido durante a gestão de Juca à frente da presidência do Legislativo municipal.
Na ocasião, o deputado destacou a importância do certame para fortalecer o quadro de servidores efetivos da Casa de Leis e ressaltou o legado deixado pela iniciativa.
“Nós deixamos uma marca de ter feito esse concurso para atender a população cuiabana e a Câmara de Cuiabá, que é de todos nós mato-grossenses, o parlamento mais antigo do Centro-Oeste brasileiro”, afirmou Juca.
O concurso público foi realizado para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva para cargos de níveis médio e superior, contemplando funções como técnico legislativo, analista legislativo, controlador interno e contador.
Durante a visita, Rogério Vianna Rangel agradeceu a confiança depositada no Instituto Selecon e destacou a forma como o processo foi conduzido.
“Eu, em nome do Selecon, também agradeço ao deputado porque, de fato, fizemos um concurso histórico, graças à oportunidade que o Juca nos deu para realizarmos esse concurso com qualidade e segurança, mas, acima de tudo, com muita transparência”, declarou o presidente da instituição.
Ao final do encontro, Juca reforçou a importância da valorização do serviço público por meio de concursos realizados com responsabilidade, transparência e igualdade de oportunidades para todos os candidatos.
-
Política9 horas atrásPolícia Civil prende foragido por roubo em Poconé
-
Cidades9 horas atrásPrefeito de Cuiabá recebe policiais que iniciam estágio operacional em Motopatrulhamento Tático
-
Cidades5 dias atrásCraques da Natureza: veja onde e quando participar da produção de mudas em Cuiabá
-
Cidades9 horas atrásAvenida Miguel Sutil terá interdição para continuidade das obras do Complexo Leblon
-
Política6 dias atrásPolícia Militar conduz homem e adolescente faccionados à delegacia e apreende revólver em Cáceres
-
Política6 dias atrásDeputado diz que edição de MP foi o acordo possível para viabilizar renegociação de dívidas rurais
-
Polícia6 dias atrás“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência
-
Cidades5 dias atrásEntrevistas técnicas para diretor e coordenador escolar acontecerão em julho

