Polícia
Governo investe em tecnologia e aparelha Polícia Civil com mais dois dispositivos de extração de celulares
Polícia
A Diretoria de Inteligência da Polícia Civil recebeu mais duas unidades do dispositivo de extração, transferência e análise de dados para telefones celulares e dispositivos móveis (Cellebrite), avaliados em aproximadamente R$ 700 mil reais. A entrega ocorreu na manhã desta sexta-feira (7).
Conforme a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, a gestão tem buscado melhorar cada vez mais a qualidade da prestação dos serviços prestados à sociedade e a entrega desses equipamentos reforça ainda mais essa ação estratégica de melhoria.
“Com esses aparelhos, não tenho dúvidas que teremos investigações ainda mais qualificadas”, disse Maidel, agradecendo o empenho e esforço dispensados pelos policiais cotidianamente no combate aos crimes digitais e demais naturezas.
Os aparelhos vão auxiliar os trabalhos investigativos realizados nas Delegacias Especializadas de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá e Várzea Grande.
O delegado titular da Estelionato de Várzea Grande, João Paulo de Andrade Farias, destacou a importância tecnológica da ferramenta para o avanço das ações investigativas. “É uma ferramenta que dará um suporte muito grande para nossas unidades. Agora é só partir para prática”, frisou.
A titular da Estelionato de Cuiabá, Eliane da Silva Moraes, agradeceu a entrega, considerando os investimentos voltados à Polícia Civil. “A gente agradece o olhar diferenciado com a Estelionato (Delegacia). Vamos corresponder à altura e dar todo suporte necessário na condução das investigações, entregando o melhor trabalho possível para a Polícia Civil e toda sociedade”, enfatizou.
CAPACITAÇÃO
Segundo o Diretor de Inteligência, Juliano Silva de Carvalho, um Curso de Instrução e Capacitação dos policiais para operar os dispositivos (Cellebrite) será realizado nesta segunda-feira (10).
Devem participar investigadores e escrivães lotados nos Núcleos de Inteligência das duas delegacias.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Polícia Civil prende suspeito de matar mulher trans em Nova Mutum
A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (22.6), um homem, de 35 anos, suspeito de feminicídio contra a mulher trans Betina Barros, 33 anos, encontrada morta no dia 03 de dezembro de 2025, em Nova Mutum.
O suspeito foi localizado e preso pela equipe da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum em seu local de trabalho, um canteiro de obras na zona rural da cidade, e não resistiu à prisão. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa em que o investigado está morando.
O crime
Betina foi contratada para um programa sexual, em uma plataforma digital, no fim da noite do dia 1º de dezembro de 2025, e depois disso não foi mais vista.
A irmã dela registrou um boletim de ocorrência na manhã do dia 03 de dezembro informando sobre o desaparecimento, assim como da motocicleta da vítima, uma Honda Biz 125 branca.
A Polícia Civil iniciou as buscas pela vítima e no mesmo dia, cerca de 9 horas depois, o corpo de Betina foi encontrado em uma região próxima a uma faculdade, em Nova Mutum, já em estado de decomposição. A perícia apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico provocado por projétil de arma de fogo.
A motocicleta da vítima foi localizada em uma estrada vicinal próxima ao corpo. Dentro do bagageiro do veículo, foi localizada a bolsa dela, com documentos, cartões e dinheiro. Apenas o celular de Betina foi levado.
“Os primeiros elementos apontaram que a vítima foi atraída para o local isolado sob o pretexto de um encontro profissional previamente ajustado por meio de plataformas digitais. O cenário do crime, meticulosamente examinado, apresentava características que permitiram descartar, de imediato, a hipótese de um latrocínio patrimonial clássico”, afirmou o delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pela investigação.
Investigação
Após a localização do corpo, a equipe da Derf de Nova Mutum deu início às investigações do caso e localizou duas outras mulheres trans que haviam recebido mensagens de um mesmo número na noite do crime, no mesmo horário que a vítima foi contratada.
Segundo as testemunhas, o homem demonstrava urgência e insistia que o encontro acontecesse em um local isolado. Com medo, ambas negaram a realização do programa por questão da segurança. O local proposto batia com a cena do crime.
A Polícia Civil levantou o nome que o número utilizado para falar com as três mulheres estava registrado e chegou ao suspeito e seu endereço. O suspeito foi ouvido, mas alegou que esse número já não o pertencia. Como o número realmente estava desativado, ele foi liberado.
No entanto, as investigações continuaram e a equipe da Derf de Nova Mutum tentou intimá-lo para ser ouvido. Mas, ao chegar na casa, ele fugiu pelos fundos. Diante da evasão suspeita, os policiais entraram na casa e apreenderam um celular e uma caixa de arma vazia, que poderia ter relação com a usada no crime.
Em continuidade das investigações, foram localizadas câmeras que mostram o suspeito em situações suspeitas na madrugada do dia 02, momentos logo após o crime. Uma delas foi lavando exaustivamente os pneus de sua motocicleta, o que sugere a tentativa de eliminar resíduos de solo e vegetação da cena do crime.
No dia 04 ele também procurou uma empresa e pediu que seu celular fosse totalmente redefinido e ficasse “limpo e sem nada”, visando apagar evidências telemáticas que o vinculassem ao crime.
A investigação também chegou ao perfil do suspeito na plataforma utilizada para contratar o programa sexual, onde ele havia se cadastrado expressamente na categoria “mulher-trans”. Foi por meio desse site que ele contatou a vítima e as outras duas mulheres. Após o crime ele também tentou excluir o perfil na plataforma.
Prisão
Diante de todos os elementos encontrados, o delegado Jean Paulo Ferreira representou pelos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar e pela autorização judicial para coleta de material genético do suspeito, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos na manhã desta segunda-feira (22.06), em Nova Mutum.
As investigações continuam para apontar a motivação do crime.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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