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Retrospectiva: regras menos rígidas para atividades na Mata Atlântica foram aprovadas na área de meio ambiente
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Entre as propostas relativas ao meio ambiente, no primeiro semestre de 2026, foi aprovado em caráter conclusivo pelas comissões da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 364/19, que impõe as regras de regularização do Código Florestal a todos os biomas, inclusive à Mata Atlântica, que tem regras mais rígidas que as do código. A proposta foi enviada ao Senado.
O projeto, do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), foi relatado pelo deputado Lucas Redecker (PSD-RS) e permite essa regularização inclusive para ocupações anteriores ao Código Florestal, mesmo se tratando de Áreas de Preservação Permanente (APP), de reserva legal e de áreas de uso restrito.
Enquanto a Lei da Mata Atlântica proíbe, passaria a ser permitida a realização de atividades agrossilvopastoris nessas áreas, com dispensa da autorização para corte de vegetação nativa ou em regeneração (primária ou secundária com recuperação em estágio médio ou avançado), independentemente das exceções previstas atualmente.
Depois de o imóvel rural cumprir as normas para regularização previstas no Código Florestal, mais flexíveis que as da Mata Atlântica, por exemplo, ele será considerado regularizado em relação a todas essas áreas (consolidadas, APPs, reserva legal e áreas de uso restrito).
Também será permitido utilizar a área rural consolidada para quaisquer atividades, admitindo-se a substituição das atualmente realizadas por outras atividades produtivas, como agricultura.
O texto permite ainda o uso alternativo do solo em campos de altitude na Mata Atlântica, em campos gerais e em campos nativos de todo o país, abrangendo o Pantanal, o Cerrado e os Pampas, além de certas áreas da Amazônia.
Esses campos têm formações vegetais campestres, com predominância de gramíneas, herbáceas e arbustos, mas também são relevantes na proteção de espécies exclusivas (endêmicas) e na proteção de nascentes e cabeceiras de drenagem em altitudes maiores.
Felipe Werneck/Ibama
Texto impede a destruição de equipamentos usados no desmatamento ilegal
Fiscalização sem destruição
A Câmara dos Deputados também aprovou projeto de lei que impede a fiscalização ambiental de adotar medidas cautelares, como a antecipação de sanções listadas na Lei dos Crimes Ambientais. A matéria está em análise no Senado.
De autoria dos deputados Lucio Mosquini (PL-RO) e Zé Adriano (PP-AC), o Projeto de Lei 2564/25 foi relatado pela deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO) e condiciona o uso de imagens de satélite como base para impor embargos a obras ou desmatamentos se assegurada a notificação prévia ao envolvido para que apresente esclarecimentos e documentos.
Com isso, embora certas intervenções sejam proibidas, como desmatar dentro de unidades de conservação integral, uma atuação da fiscalização para impedir o avanço da ação dependeria dessa defesa.
Da mesma forma, o texto impede, por exemplo, a destruição ou inutilização de equipamentos ou produtos de crime ambiental por considerá-las antecipação da sanção prevista na lei de crimes ambientais.
Esse tipo de ação é adotada pelo Ibama em situações mais graves, com base no Decreto 6.154/08 e em razão da impossibilidade de deslocamento de máquinas e outros veículos utilizados para desmatamento de dentro da mata para a unidade do órgão como forma de apreensão. Assim, essa medida cautelar interrompe danos maiores em casos de crime ambiental.
Floresta reduzida
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que retoma a redução dos limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará. A matéria está em análise no Senado.
De autoria do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), o Projeto de Lei 2486/26 foi relatado pelo deputado José Priante (MDB-PA).
O texto desmembra, dos atuais 1,3 milhão de hectares (ha) da floresta, um total de 486 mil ha para conversão em Área de Proteção Ambiental (APA). A Flona do Jamanxim passará a ficar com cerca de 815 mil hectares e, dentro da floresta e da APA criada, a mineração passa a ser permitida explicitamente, segundo planos de manejo.
A região enfrenta dificuldades para conter a exploração ilegal da unidade de conservação por meio de desmatamento e garimpo.
Microplásticos em cosméticos
Um projeto aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania proíbe a fabricação, a importação e a venda de produtos de higiene e cosméticos com microesferas de plástico na composição.
Enviado ao Senado, o Projeto de Lei 6528/16, do deputado Mário Heringer (PDT-MG), pretende evitar a contaminação dos oceanos, já que, pelo tamanho, essas partículas passam pelos filtros dos sistemas de tratamento.
As microesferas de plástico têm tamanho inferior a cinco milímetros e são usadas para limpar, clarear, abrasar ou esfoliar a pele. As regras entrarão em vigor 12 meses após a publicação da futura lei, se sancionada.
Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
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Prefeitura avança com obras de drenagem para reduzir alagamentos no Joaquim Curvo e Jardim União
As obras de drenagem no loteamento Joaquim Curvo, em Várzea Grande, avançam, e a primeira etapa deve ser concluída nas próximas semanas. Iniciadas há cerca de 40 dias, as intervenções são realizadas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Viação e Obras, com o objetivo de melhorar o escoamento das águas pluviais e reduzir os alagamentos que há anos afetam os moradores da região.
Para quem convive há décadas com o problema, o andamento dos trabalhos representa a esperança de dias melhores. Em períodos de chuvas intensas, a água não apenas toma conta das ruas, como também invade residências, provocando prejuízos materiais e transtornos às famílias.
Morador do loteamento há 21 anos, Alcione Marques das Neves relembra episódios de alagamentos que causaram prejuízos a ele e aos vizinhos. Segundo ele, as chuvas mais intensas registradas em 2013, 2019 e 2025 exigiram, inclusive, o auxílio do Corpo de Bombeiros.
“Recentemente, teve chuva intensa, mas também tivemos episódios em 2013, 2019 e 2025, quando foi necessária a ajuda do Corpo de Bombeiros. Agora, com essas obras de instalação de manilhas, esperamos que esse problema seja resolvido”, afirmou.
Kleber Augusto, morador do bairro há 26 anos, também conhece de perto os transtornos provocados pelos alagamentos. Ele conta que o problema surgiu na Rua Itália após a pavimentação, quando, segundo seu relato, não foi implantado um sistema de drenagem adequado.
“Antigamente, esta rua, a Itália, não tinha alagamento. O problema surgiu depois da pavimentação, porque não foi feito o sistema de drenagem. Eu já elevei o nível da minha casa cinco vezes, já perdi muita coisa, e meus vizinhos também tiveram prejuízos”, relatou.
O morador também destacou o compromisso assumido pela prefeita Flávia Moretti durante uma visita ao local, em meio a um dos episódios de alagamento. Segundo ele, a presença da gestora e o início das obras renovaram a confiança dos moradores na solução do problema.
“Eu não acreditei que ela faria a obra aqui, mas ela chegou, andou aqui no meio da água e falou que ia resolver. E, graças a Deus, está resolvendo. Essa é uma alegria para todos nós, moradores desta rua”, declarou.
Trabalhos avançam em diferentes ruas
Atualmente, as equipes trabalham na Rua Cuiabá, onde máquinas abrem valas com aproximadamente cinco metros de profundidade para a instalação de manilhas, estruturas fundamentais para ampliar a capacidade de escoamento das águas pluviais.
Além da Rua Cuiabá, as intervenções estão previstas para as ruas Itália, São Paulo, Jaciara, Joaquim Curvo, Rondonópolis e Argentina.
Jardim União também recebe melhorias na drenagem
Outro bairro atendido pelas equipes da Secretaria Municipal de Viação e Obras é o Jardim União. No local, a Prefeitura iniciou a implantação de uma rede complementar de drenagem para melhorar o escoamento das águas pluviais e reduzir os alagamentos registrados em alguns pontos.
O sistema de drenagem existente não comporta adequadamente o volume de água durante períodos de chuva intensa. Para ampliar a capacidade de vazão, estão sendo implantados cerca de 250 metros de rede complementar, composta por manilhas duplas de 60 centímetros de diâmetro.
De acordo com o superintendente da Secretaria, Mateus Gomes Silva, a nova estrutura será interligada à rede existente, permitindo que os dois sistemas trabalhem em conjunto e ampliem a capacidade de escoamento.
“Quando houver chuvas intensas e uma das redes não for suficiente para escoar toda a água, a segunda funcionará como apoio, contribuindo para melhorar a drenagem e reduzir o risco de alagamentos”, explicou.
O prazo previsto para a conclusão da obra é de aproximadamente 50 dias.
As intervenções nos dois bairros integram as ações da Secretaria Municipal de Viação e Obras voltadas à melhoria da infraestrutura urbana e à redução dos transtornos causados pelas chuvas, buscando proporcionar mais segurança e qualidade de vida à população.
Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
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