Polícia Federal
PF desarticula grupo criminoso especializado em fraude previdenciária
Polícia Federal
Teresina/PI. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (26/2), a Operação Falso Exame, desarticulando um grupo criminoso especializado na falsificação e no uso de laudos e de atestados médicos falsos para a obtenção de benefícios previdenciários por incapacidade. Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Teresina/PI após ordens judiciais expedidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal da capital piauiense.
A investigação teve origem a partir de denúncia apresentada por médicos e por donos de clínicas que tiveram os seus dados utilizados indevidamente nos documentos falsificados. Os documentos médicos falsos eram apresentados em perícias médicas judiciais determinadas pela Justiça Federal para a instrução de processos judiciais ajuizados em face do INSS.
A operação policial decorre de investigação desenvolvida no âmbito da Força Tarefa Previdenciária no Estado do Piauí, integrada pela Polícia Federal e pela Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social.
O grupo criminoso é inicialmente formado por um advogado e quatro intermediários. A Comissão de Prerrogativas da OAB acompanhou o cumprimento dos mandados judiciais nos endereços do advogado investigado.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado, de associação criminosa, de falsidade ideológica, de uso de documento falso, além de outros que possam ser identificados ao logo do processo investigatório.
Comunicação Social da Polícia Federal no Piauí
Fones: (86) 3089-9960 (WhatsApp)
E-mail: [email protected]
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Comissão aprova penas mais rígidas para exploração de recursos naturais em terras indígenas
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou proposta que endurece as penas para quem explorar matéria-prima em terras tradicionalmente ocupadas por povos indígenas.
O texto altera a lei de crimes contra a ordem econômica e prevê pena de reclusão, de dois a dez anos, e multa para o crime contra o patrimônio da União, em caso de exploração ilegal de matérias-primas em terras indígenas.
O texto aprovado é a versão da deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) ao Projeto de Lei 959/22, do ex-deputado Leo de Brito (AC). O projeto inicial aumenta de um a cinco anos de detenção para dois a seis anos.
Segundo Xakriabá, a aprovação representa um avanço no combate à exploração ilegal de recursos em terras indígenas, e também um ato de “justiça histórica e de reafirmação da dignidade da pessoa humana como fundamento da República”, consagrando os povos originários como sujeitos de direitos e aliados indispensáveis na preservação da vida e do meio ambiente.
Xakriabá afirmou que a proteção das terras indígenas guarda relevância estratégica para o Brasil e para o mundo. “Nós, povos originários, desempenhamos papel essencial na preservação ambiental, utilizando conhecimentos ancestrais e práticas sustentáveis que assegurem a integridade de biomas cruciais”, disse, ao defender a defesa dos direitos indígenas como política de enfrentamento da crise climática e da perda de biodiversidade.
Crimes ambientais
A proposta também altera a Lei dos Crimes Ambientais para aplicar a mesma pena (6 meses a 1 ano de detenção) dos que extraem irregularmente recursos minerais para quem:
- colocar em risco a vida ou saúde de pessoas;
- causar significativo impacto ambiental;
- utilizar máquinas ou equipamentos pesados de mineração; ou
- realizar a atividade mediante ameaça ou com emprego de arma.
Caso o crime seja praticado em terras indígenas, a pena será aumentada até o dobro. Quem financiar esse tipo de ação poderá ter até três anos de detenção.
Próximos passos
O projeto será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, seguirá para o Plenário. Para virar lei, precisa ser aprovado por Câmara e Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Geórgia Moraes
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