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PF combate esquema de corrupção e contrabando de agrotóxicos na fronteira do Paraná

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Guaíra/PR. A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal do Brasil e das Corregedorias das Polícias Civil e Militar do Paraná, deflagrou, nesta quinta-feira (29/1), a Operação Migalhas, com o objetivo de investigar e desarticular organização criminosa envolvida em crimes de corrupção, contrabando de agrotóxicos e lavagem de dinheiro na região de fronteira do oeste do Paraná.

As investigações indicam que o grupo atuava na internalização irregular de mercadorias e agrotóxicos, com possível facilitação de servidores públicos, além de contar com uma rede estruturada de freteiros e motoristas responsáveis pelo transporte até o destino final. 

Outro núcleo da organização utilizava mecanismos de ocultação e dissimulação de valores ilícitos, por meio de negócios imobiliários simulados, empresas de fachada, utilização de empresas formalmente constituídas com recursos de origem criminosa, bem como aquisição de veículos e investimentos nos setores de transporte e entretenimento.

A investigação foi subsidiada por análises financeiras, patrimoniais e fiscais, que apontaram o uso de múltiplas empresas com a finalidade de dispersar e ocultar os ganhos ilícitos da organização criminosa.

Na ação de hoje, foram cumpridos quatro mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial e do sequestro de bens e empresas vinculados aos investigados, nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso e no Distrito Federal.

Durante os trabalhos, um dos investigados foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, no Paraná, sendo conduzido para as formalizações devidas.

As medidas adotadas visam à coleta de provas e à recuperação de ativos, com o objetivo de identificar e apreender valores relacionados à prática criminosa, bem como reparar os danos causados, seja por meio da indenização dos prejudicados, seja pela reversão dos proveitos ilícitos ao Estado. Foram apreendidos veículos, joias e valores em espécie localizados pelas equipes atuantes.

As análises seguirão para a identificação de outros envolvidos e circunstâncias.

A Polícia Federal, por meio dos canais de contato disponíveis, reitera que podem ser encaminhadas denúncias sobre crimes na região, resguardado o anonimato.

Comunicação Social da Polícia Federal em Guaíra
Disque denúncia: (45) 98824-6579
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal



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Prefeitura abre investigação sobre gestão de ex-presidente do DAE após vídeo com maços de dinheiro

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A Prefeitura de Várzea Grande abriu uma investigação administrativa para apurar fatos relacionados à gestão do ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Rogério de França Martins, o Rogerinho da Dakar (PSDB). A medida ocorre após a divulgação de um vídeo em que o então dirigente da autarquia aparece recebendo maços de dinheiro em espécie.

A decisão atende a uma recomendação do Ministério Público de Mato Grosso e foi formalizada por meio do Decreto nº 79/2026. O objetivo é esclarecer a natureza dos fatos e verificar se existe alguma relação entre os valores mostrados nas imagens, recursos públicos do DAE ou interesses de terceiros perante a autarquia.

Além da sindicância investigativa, a Prefeitura determinou a realização de uma auditoria extraordinária na gestão de Rogerinho. O pente-fino deverá analisar contratos, atos administrativos e pagamentos realizados entre os dias 2 de março e 19 de agosto de 2026, período em que ele esteve à frente do DAE. A apuração poderá ser ampliada caso surjam novos fatos.

O município também colocou o DAE sob um regime especial de acompanhamento por 180 dias. Durante esse período, as equipes responsáveis terão acesso a sistemas, documentos e demais informações da autarquia. O decreto ainda determina que os pagamentos sejam realizados pelo circuito bancário oficial, salvo exceções previstas em lei.

A investigação ganhou força após a circulação das imagens em que Rogerinho aparece recebendo dinheiro em uma reunião. O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público, que busca esclarecer a origem dos valores e uma possível ligação com o exercício da função pública.

Rogerinho deixou o comando do DAE após a repercussão do episódio e retornou à Câmara Municipal de Várzea Grande. À época, ele afirmou que o dinheiro teria origem em uma transação comercial particular e negou qualquer relação dos valores com sua atuação à frente da autarquia.

Agora, a sindicância e a auditoria devem tentar responder justamente à principal dúvida levantada pelo caso: se o dinheiro recebido pelo então presidente do DAE tinha alguma relação com a gestão da autarquia ou se, como sustenta Rogerinho, se tratava de uma movimentação estritamente particular.



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