Economia
Reservas provadas de petróleo no Brasil crescem 3,84% em 2025
Economia
O volume de reservas de petróleo no Brasil alcançou 17,488 bilhões de barris em 2025, o que representa expansão de 3,84% em relação ao ano anterior.

Esse volume representa que, se o Brasil não descobrisse mais nenhum reservatório de petróleo e mantivesse o mesmo ritmo de produção, teria reservas suficientes para 12,7 anos.
Os dados fazem parte do Boletim Anual de Recursos e Reservas, divulgado nesta sexta-feira (10) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, autarquia federal que regula o setor.
As informações apontadas pela ANP são apuradas diretamente com companhias que exploram e produzem petróleo.
Para alteração no volume de reservas, são levadas em conta informações sobre descobertas e também revisão de campos já conhecidos. A agência teve acesso a dados de 441 campos em 12 estados.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Nível de reposição
Os dados de 2025 mostram que o índice de reposição de reservas provadas em 2025 foi de 147,03%, representando 2,023 bilhões de barris em novas reservas.
Quando um país ou uma empresa tem o índice superior a 100%, isso significa que descobre mais reservas do que produziu de petróleo em determinado período.
No caso do Brasil em 2025, para cada 100 barris produzidos foram provados 147 em reservas. No ano passado, os campos brasileiros produziram 1,38 bilhão de barris de petróleo.
Do total de reservas provadas no país, 82% ficam no pré-sal, vasta reserva localizada no litoral brasileiro, situada a mais de 7 mil metros de profundidade (equivalente a 184 vezes a altura da estátua do Cristo Redentor), abaixo de uma espessa camada de sal. O pré-sal se estende de Santa Catarina ao Espírito Santo.
Gás natural
O boletim da ANP traz informações também sobre gás natural. As reservas provadas alcançaram 572,752 bilhões de metros cúbicos (m³), expansão de 4,89% na passagem de 2024 para 2025.
Das reservas provadas de gás natural, 69,3% estão no pré-sal.
Economia
Acordo regulamenta trabalho no comércio em feriados
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, assinou nesta terça-feira (21) a portaria que regulamenta o trabalho no comércio durante os feriados. As negociações duraram cerca de três anos entre representantes dos trabalhadores, do setor empresarial e do governo.

A norma, que será publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22) e entra em vigor imediatamente, estabelece que o funcionamento do comércio nessas datas dependerá de autorização prevista em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), firmada entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. Ao mesmo tempo, restabelece a autorização permanente para uma lista de atividades consideradas essenciais ou de interesse público.
O que muda
Com a nova regulamentação, empresas do comércio somente poderão funcionar em feriados quando houver previsão em convenção coletiva da categoria.
Na prática, a decisão unilateral do empregador deixa de ser suficiente para autorizar o funcionamento em feriados para as atividades abrangidas pela norma.
A regra mantém a necessidade de observância da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e da legislação municipal aplicável.
Setores liberados
As seguintes atividades passam a ter autorização permanente para funcionar em feriados, sem necessidade de convenção coletiva:
- Venda de pães e biscoitos;
- Farmácias, inclusive de manipulação;
- Comércio de flores e coroas;
- Barbearias e salões de beleza;
- Postos de combustíveis;
- Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP);
- Locação de bicicletas e equipamentos similares;
- Hotéis, restaurantes, bares e estabelecimentos similares;
- Casas de diversão e estabelecimentos esportivos com cobrança de ingresso;
- Feiras livres;
- Porteiros e cabineiros de edifícios residenciais;
- Agências de turismo, locadoras de veículos e embarcações;
- Comércio em feiras e exposições;
- Lavanderias, inclusive hospitalares;
- Serviços funerários.
As demais atividades comerciais, incluindo supermercados e comércio varejista em geral, dependerão de negociação coletiva para operar em feriados.
Negociação
Durante a cerimônia de assinatura, Luiz Marinho afirmou que a regulamentação é resultado do diálogo entre trabalhadores e empregadores.
“O que a gente espera é que haja maturidade das lideranças sindicais para que, em torno de uma mesa, possam encontrar soluções para problemas que muitas vezes pareciam não ter solução. Esse é o espírito do nosso governo, buscar o diálogo”, disse.
O ministro acrescentou que o governo continuará atuando como mediador sempre que houver necessidade.
“Enquanto houver problema, as portas do diálogo têm que permanecer abertas. É a forma mais eficiente de evitar conflitos”, declarou o ministro.
Segurança jurídica
Representante do setor privado na cerimônia, o presidente da Fecomércio-SP e diretor da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Ivo Dall’Acqua, avalia que o acordo traz maior previsibilidade para empresas e trabalhadores ao preservar a negociação coletiva prevista na legislação trabalhista.
“Os critérios estão mais claros para a organização das atividades aos feriados”, destacou.
Segundo ele, a norma fortalece a segurança jurídica das relações de trabalho ao permitir que empregadores e sindicatos negociem regras específicas para cada categoria, respeitando a Constituição e a CLT.
Dall’Acqua também destacou que o entendimento firmado não encerra o debate sobre o tema.
“Hoje estamos celebrando um acordo muito bem discutido, mas a discussão não para por aqui. O nosso diálogo tem que ser permanente”, afirmou.
Histórico
A regulamentação é resultado das negociações iniciadas em 2023, após a publicação da Portaria nº 3.665, que voltou a exigir convenção coletiva para o trabalho em feriados no comércio e substituiu a regra editada em 2021, que autorizava de forma permanente o funcionamento de diversos setores sem necessidade de negociação.
A nova portaria também determina que futuras inclusões ou exclusões de atividades com autorização permanente para funcionamento em feriados deverão ser analisadas por uma comissão tripartite, formada por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores.
-
Polícia6 dias atrásVG em Ação leva serviços aos bairros Jardim Glória I, Jardim Imperial, Parque do Lago, São Simão, Vila Arthur e vias estratégicas de Várzea Grande
-
Polícia5 dias atrásDeputado defende investimentos em infraestrutura sem novos custos para a população
-
Cidades6 dias atrásHorto Florestal recebe nova edição do Craques da Natureza neste domingo
-
Cidades3 dias atrásCraques da Natureza: veja onde e quando participar da produção de mudas em Cuiabá
-
Política4 dias atrásPolícia Militar conduz homem e adolescente faccionados à delegacia e apreende revólver em Cáceres
-
Polícia7 dias atrásRecesso escolar é aproveitado para intensificar manutenção e limpeza nas escolas municipais de Várzea Grande
-
Cidades21 horas atrásAvenida Miguel Sutil terá interdição para continuidade das obras do Complexo Leblon
-
Cidades6 dias atrásOuvidoria de Cuiabá passa a atender por número único de telefone e WhatsApp


