Polícia Federal
DAE-VG tem novo presidente e Rogerinho da Dakar retorna à Câmara como líder do Governo
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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, anunciou, na tarde desta terça-feira (18), mudanças na condução do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG). O atual presidente da autarquia, Rogerinho da Dakar, retorna à Câmara Municipal, onde passa a exercer a função de líder do Governo Municipal.
Para a presidência do DAE-VG, a prefeita anunciou José Carlos, servidor experiente que atua na autarquia desde março e vinha acompanhando de perto os trabalhos desenvolvidos pela atual gestão.
Segundo Flávia Moretti, a escolha busca garantir a continuidade das ações técnicas da autarquia em um momento considerado delicado. A prefeita destacou ainda que a opção por um nome sem atuação política direta permite que o DAE mantenha o foco nos serviços e nos desafios relacionados ao abastecimento de água.
Rogerinho da Dakar, que também é vereador, deixa a presidência do DAE com a missão de representar a autarquia e seus servidores no Legislativo. A prefeita ressaltou que a experiência adquirida durante o período em que esteve à frente do departamento permitirá ao vereador conhecer de perto as dificuldades e os desafios enfrentados pelo setor.
Na Câmara, Rogerinho deverá atuar na defesa dos interesses dos servidores e das demandas do DAE-VG, levando à tribuna a realidade e as necessidades da autarquia.
Com José Carlos na presidência, o DAE-VG mantém o planejamento e as ações da chamada Aliança pela Água, iniciativa que reúne esforços para ampliar e melhorar o abastecimento em Várzea Grande.
Entre os principais investimentos previstos estão cerca de R$ 60 milhões em recursos do Governo do Estado, destinados a obras e melhorias na infraestrutura de abastecimento de água do município.
A nova gestão do DAE-VG mantém, portanto, o direcionamento de fortalecer a estrutura da autarquia, ampliar a capacidade de atendimento e garantir avanços na prestação dos serviços à população de Várzea Grande.
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MP dá prazo para Prefeitura explicar caso do DAE
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu prazo de 10 dias para a Prefeitura de Várzea Grande informar quais providências foram adotadas após a divulgação de um vídeo em que o diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG), Rogério de França Martins, o Rogerinho, aparece recebendo maços de dinheiro. A 1ª Promotoria de Justiça Cível também recomendou que o município instaure um procedimento administrativo para apurar a conduta do gestor e avalie a necessidade de seu afastamento durante as investigações.
A recomendação foi expedida no âmbito de um inquérito civil que busca esclarecer se os valores mostrados nas imagens têm alguma relação com o exercício do cargo, recursos públicos ou interesses de terceiros ligados ao DAE. Segundo o Ministério Público, caso sejam identificadas irregularidades, os fatos podem configurar infrações administrativas, atos de improbidade e até crimes contra a administração pública.
O vídeo analisado pela Promotoria mostra Rogerinho sentado diante de uma mesa enquanto recebe um maço de dinheiro e, posteriormente, guarda as cédulas no bolso da calça. Em outro trecho, uma sacola contendo valores em espécie é entregue ao diretor.
A investigação também levou em consideração um áudio atribuído a Rogerinho, no qual ele teria pedido apoio de vereadores e servidores da Câmara Municipal para justificar o episódio. O MP cita ainda uma investigação distinta envolvendo supostas irregularidades no DAE, relacionadas ao pagamento de produtividade a servidores e possível desvio de recursos públicos.
Para a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, a recomendação busca garantir que os fatos sejam devidamente esclarecidos e que eventuais responsabilidades sejam apuradas.
“A Administração Pública tem o dever de investigar toda situação que possa comprometer a legalidade, a moralidade e a confiança da população nas instituições. Nossa recomendação visa justamente garantir que os fatos sejam esclarecidos e que as providências cabíveis sejam adotadas.”
Além de informar as medidas tomadas, a Prefeitura deverá encaminhar ao Ministério Público documentos que comprovem o cumprimento da recomendação dentro do prazo de 10 dias. As informações reunidas pela Promotoria também foram encaminhadas à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), para conhecimento e eventual adoção de outras providências.
A recomendação aumenta a pressão sobre a administração da prefeita Flávia Moretti (PL), que anteriormente havia afirmado que tomaria providências administrativas sobre o caso, mas manteve Rogerinho no grupo político e, posteriormente, o colocou como líder do Executivo na Câmara Municipal.
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