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Após novo convite de Abilio, Vânia rejeita secretaria: “Não sou mulher de bandido”

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A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), descartou a possibilidade de voltar a comandar uma secretaria na gestão do prefeito Abilio Brunini (PL). Segundo ela, o assunto voltou a ser levantado pelo prefeito, mas a resposta foi negativa diante dos desgastes enfrentados durante sua passagem pelo secretariado municipal.

“Houve, novamente, essa fala sobre a possibilidade de ser secretária. Eu abdiquei. Não faz mais sentido para mim passar pelo que eu passei. Não sou mulher de bandido. Gato escaldado tem medo de água quente. Então, a gente está aqui agora, meu único foco é a atribuição da vice”, afirmou.

A declaração ocorre após Abilio sinalizar a possibilidade de se afastar temporariamente da Prefeitura para acompanhar a campanha eleitoral da esposa, a primeira-dama e vereadora Samantha Iris (PL). Em uma conversa recente, surgiu novamente a possibilidade de Vânia assumir uma secretaria, mas a vice deixou claro que não pretende retornar ao primeiro escalão.

Vânia já ocupou cargos na administração municipal e comandou, entre outras pastas, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Ela deixou o cargo após uma crise envolvendo vereadores da base do prefeito, episódio que aprofundou o desgaste político entre a vice-prefeita e setores da gestão.

Desde então, a vice afirma que sua principal reivindicação é a definição de atribuições institucionais próprias, sem a necessidade de assumir novamente uma secretaria.

“Meu único foco é a atribuição da vice”, reforçou.

Vânia afirma já ter apresentado sugestões de funções que poderiam ser desempenhadas pelo gabinete da Vice-Prefeitura e defende que o cargo tenha uma atuação mais efetiva dentro da administração municipal.



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Assembleia Legislativa aprova 11 projetos com medidas nas áreas de saúde, educação e cidadania

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou 11 projetos de lei durante sessão plenária realizada nesta quarta-feira (19). Entre as propostas aprovadas em primeira votação, está o Projeto de Lei nº 654/2026, que altera a Lei nº 9.587, de 6 de julho de 2011, que institui o Programa Estadual de Saúde Mental, para incluir diretrizes de atenção psicossocial às pessoas com hanseníase.

A proposta chama a atenção para o histórico de estigmatização da hanseníase, que ainda contribui para situações de discriminação, isolamento social, sofrimento psíquico e prejuízos à qualidade de vida das pessoas acometidas pela doença.

De acordo com a justificativa do projeto, estudos apontam maior prevalência de transtornos mentais comuns entre pacientes diagnosticados com hanseníase, especialmente depressão, ansiedade e transtornos relacionados à autoimagem. Os impactos podem ser ainda mais significativos nos casos em que a doença provoca deformidades físicas ou comprometimento funcional.

Em segunda votação foi aprovado o Projeto de Lei nº 1.612/2025, que dispõe sobre a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Cardiopatia Congênita em Mato Grosso. O objetivo é garantir o reconhecimento formal dessa condição, facilitando o acesso dos pacientes a direitos e serviços públicos. A medida também prevê a garantia de prioridade no atendimento médico e contribui para a integração dos dados na rede estadual de saúde.

Conforme o projeto, a carteira poderá funcionar como instrumento de identificação e facilitar o atendimento das pessoas com cardiopatia congênita, especialmente em serviços que demandam informações sobre a condição de saúde do paciente.

Também foi aprovado em primeira votação o Projeto de Lei nº 1.888/2025, que prevê a inclusão da carne suína no cardápio da merenda escolar das unidades públicas de ensino de Mato Grosso. A justificativa destaca a importância do programa de alimentação escolar para garantir refeições de qualidade e adequadas ao desenvolvimento dos estudantes. A legislação já estabelece critérios para a elaboração dos cardápios, incluindo a aquisição de produtos básicos e a prioridade para alimentos semielaborados e in natura, considerando as peculiaridades de cada região e as necessidades nutricionais de cada faixa etária.

Segundo a justificativa do projeto, a inclusão da carne suína busca ampliar a variedade e a qualidade dos alimentos oferecidos aos estudantes. O texto destaca que o alimento é fonte de proteínas, vitaminas e minerais, como ferro, potássio, cálcio, fósforo, vitaminas do complexo B e A e zinco.

Além dos projetos relacionados à saúde e à alimentação escolar, também foram aprovados o PL 210/2026, o PL 1.317/2024, o PL 698/2026, entre outras matérias que integraram a pauta da sessão.

Fonte: ALMT – MT



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