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Reconhecer a fome no Brasil é melhor que negá-la

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Por Francisco Menezes 

“O Brasil, junto com os demais países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU), foi signatário, em 2015, do acordo que estabelece os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Neste acordo, assumimos o compromisso de, até 2030, erradicarmos a fome em nosso território. Vínhamos de uma trajetória exitosa, visto que em 2014 a própria ONU reconheceu que nosso país saíra do Mapa da Fome Mundial, baseada nos indicadores que ela utiliza para essa classificação. O país avançara muito, mas ainda faltava fazer mais para garantir esse direito fundamental a todos os que vivem aqui.

Assim, soa imprópria a afirmação do presidente da República de que não há fome no Brasil. Pior do que isso: deixa transparecer desinformação sobre a situação do país que governa e desrespeito com uma parte da população que luta de todas as formas para sobreviver. Ainda mais quando consideramos os quatro últimos anos, em que, a partir dos próprios dados oficiais, observa-se o acelerado crescimento da extrema pobreza, resultante da forma como se enfrenta a atual crise econômica, com o repasse para os mais pobres do pagamento do ônus de uma situação que não criaram.Extrema pobreza redunda inevitavelmente em fome. Mas, paradoxalmente, assiste-se ao desmonte de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, algumas delas premiadas e tomadas como referências em outros países e que vêm sendo descontinuadas ou tendo suas dotações orçamentárias acentuadamente reduzidas. Na mesma linha, o atual governo extinguiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão que reunia sociedade e governo para construção e monitoramento desta política nacional.”

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Operação mira deputado Elizeu Nascimento e vereador Cezinha Nascimento por suspeita de desvio de emendas em MT

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O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), que são irmãos, foram alvos de uma operação deflagrada nesta quinta-feira (30), sob suspeita de desvio de emendas parlamentares.

A ação de busca e apreensão é conduzida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco). Além dos parlamentares, também foram cumpridas medidas contra servidores públicos e outros investigados, por determinação da desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte.

De acordo com as investigações, emendas destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (Ibrace) teriam sido desviadas. O esquema, segundo o MP, funcionaria com o repasse dos recursos para a empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que posteriormente devolveria parte dos valores aos parlamentares responsáveis pelas indicações.

Em nota, o deputado Elizeu Nascimento informou que acompanha o caso e que sua defesa ainda não teve acesso aos autos, que tramitam sob sigilo. Ele afirmou ainda que recebeu os agentes em sua residência e colaborou com as diligências. Até o momento, a defesa do vereador não foi localizada.

O caso se soma a outras investigações recentes envolvendo emendas parlamentares em Cuiabá. Em janeiro deste ano, o vereador Chico 2000 foi afastado do cargo após apuração apontar o repasse de mais de R$ 3 milhões ao Ibrace entre 2023 e 2025. Segundo a Polícia Civil, parte do recurso, que seria destinada à realização de corridas de rua, teria sido desviada para outras finalidades, incluindo a reforma de um imóvel.

Essa apuração integrou a Operação Gorjeta, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo a Câmara Municipal de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Esportes.



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