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Taques é ouvido no MPE

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Da Redação

O promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira escutou por quase quatro horas nesta quinta-feira (27), no Ministério Público estadual, o ex-governador tucano Pedro Taques, sobre sua suposta ligação com o caso das interceptações ilegais, que ficou mais conhecida como Grampolândia Pantaneira.

Há pouco mais de um mês, em conversa com jornalistas, o ex-governador tucano chegou a revelar que após um ano quieto, ‘quase sabático’, ele iria, agora, se contrapor às acusações e aos seus acusadores. Revelando que como ex-governador, até admite que cometeu alguns erros estratégicos e políticos no decorrer do seu mandato no Palácio Paiaguás, entretanto, não era corrupto ou ladrão. E que, assim, reagiria à altura.

De acordo com informações, há pelo menos um ano, o ex-governador pede para seu ouvido, fato que só teria ocorrido nesta quinta, no MPE. E o conteúdo do depoimento estaria sendo mantido em sigilo absoluto.

Alguns dos militares envolvidos na arapongagem, como o coronel Zaqueu Barbosa, chegou a revela nas oitivas do caso, no ano passado, que o ex-chefe do Executivo, Pedro Taques e seu primo e ex-secretário Chefe da Casa Civil, Paulo Taques não só sabiam da central clandestina de escutas ilegais como ajudaram a montar o esquema ainda durante a campanha eleitoral de 2014.

O escândalo da Grampolândia veio à tona em 2016, após denúncia do ex-secretário de Segurança Pública do Estado e promotor de Justiça, Mauro Zaque de que policiais militares e integrantes da cúpula do Poder Executivo estariam grampeando ilegalmente políticos, empresários, juízes e jornalistas através da modalidade “barriga de aluguel”, onde os números eram anexados, de forma ilegal, à lista de interceptação de pessoas investigadas por tráficos de drogas na Comarca de Cáceres.

Conforme o coronel Zaque, na época, ambos deram dinheiro para construir a central clandestina e usaram informações coletadas durante a campanha, principalmente para espionar adversários políticos.

Foto: Reprodução

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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