Mato Grosso
Servidora afirma que vereador Abílio a induziu a prejudicar Pinheiro
Mato Grosso
Da Redação
A servidora do Hospital São Benedito, Elizabete Maria de Almeida, afirmou em seu depoimento a Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), que foi induzida pelo vereador Abílio Brunini Júnior (PSC) a prejudicar o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB). Em novembro, a servidora afirmou que em uma festa na casa do vereador Juca do Guaraná (Avante) na qual ela estava presente, vereadores estariam tramando, juntamente com Emanuel, a cassação do mandato de Abílio, para tanto, o chefe do executivo da capital estaria distribuindo dinheiro para vereadores em troca dos mesmos votarem pela cassação do mandato do vereador oposicionista.
Porém a farsa não durou por muito tempo, após Juca do Guaraná apresentar documentos que comprovaram a farsa, a servidora foi indiciada por ter mentido quanto a situação.
Na ocasião da denúncia, Elizabete entregou ao vereador Abílio imagens que comprovariam a suposta festa. Após a farsa vir a tona, Brunini Junior pediu desculpas na tribuna da Câmara de Vereadores em durante uma sessão.
No depoimento desta terça-feira (07), que durou três horas, a servidora afirmou que em uma reunião no dia 26 de novembro, Abílio juntamente com quatro advogados teria tentado cooptá-la para prejudicar o prefeito, assim como sua base aliada.
Para comprovar a nova versão, a servidora entregou as autoridades imagens e também seu aparelho celular que supostamente contém vídeos que provam a suposta reunião com Abílio. Disse ainda, que jamais esteve na casa do vereador Juca do Guaraná.
O site O Mato Grosso tentou entrar em contato através de telefone com o vereador Abílio Brunini Junior, porém nossas ligações não foram atendidas.
VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA:
Na matéria há alguns pontos divergentes da realidade dos fatos, bem como outros que não foram apurados com base nos fatos à época. Dessa forma, peço que seja veiculada a seguinte nota de esclarecimento:
1- a servidora citada na matéria foi arrolada como testemunha de acusação, durante a oitiva da Comissão de Ética da Câmara, que apurava o pedido de cassação contra o vereador Abilio;
2 – na ocasião, foi ela quem fez as denúncias sobre a articulação de compra e venda de votos entre prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e vereadores da base, para cassação do vereador Abilio. A movimentação, segundo a servidora, teria ocorrido na casa do vereador Juca do Guaraná;
3- as desculpas pedidas pelo vereador Abilio foram em relação à exposição da família do vereador Juca, ocasionada pela denúncia feita pela servidora;
4- o vereador Abilio não conhecia a servidora, até o momento do depoimento prestado na oitiva da Comissão de Ética;
5- o contato obtido entre o vereador Abilio e a servidora foi após o depoimento dado prestado na oitiva, em face do temor dela, por conta da gravidade da denúncia feita;
6- diante do fato, ela quem pediu ajuda ao vereador quanto a própria segurança e de sua família. Situação que o vereador Abilio solicitou apoio da Polícia Militar para acompanhamento da depoente até um hotel, quando foi, no dia seguinte, até a Delegacia Fazendária, registar o boletim de ocorrência sobre a denúncia narrada na oitiva;
6- que após um período de licença, a servidora muda o teor da denúncia, vai novamente à delegacia e narra outra versão do seu depoimento, assim como fez enquanto testemunha na oitiva da Comissão de Ética.“Pra mim é uma surpresa. Numa semana ela diz que estão armando contra mim, que estão até distribuindo dinheiro na casa do Juca com o Prefeito para cassar meu mandato. Na outra semana ela diz que tem provas. Na outra semana diz que está mal de saúde. E agora diz que eu estou armando. Até onde eu saiba a investigação está sob sigilo, não fui notificado de nada, ela que procurou a polícia. Eu já me disponibilizei à polícia, o prefeito foi no presidente da Assembléia Legislativa, maior rolo com delegados, EU NÃO TENHO NADA A VER COM ISSO, E NEM SEI PORQUE ELA MUDOU DE OPINIÃO, agora está com a polícia e com a mulher para provar tudo isso”, diz Abilio
Foto: Divulgação
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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