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Sem as medidas de isolamento, estaríamos com até 1,4 mil casos, afirma Emanuel

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Da Redação

O prefeito Emanuel Pinheiro afirma que, caso o Município não tivesse adotado as medidas de isolamento social desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), Cuiabá poderia ter neste momento até 1,4 mil casos confirmados. Conforme boletim da Secretaria Municipal de Saúde, o número hoje é de 692 casos confirmados de residentes no município. 

“Estamos crescendo uma média de 7%, por semana, de casos confirmados, mas com uma baixíssima taxa de óbitos. Esse número, que hoje está em 655, se fosse as medidas adotadas pela Prefeitura, poderia estar com 1,2 mil ou até 1,4 mil casos. Poderíamos estar como algumas capital que, agora, por exemplo, o sistema entrou em colapso, com centenas de morte por Covid-19”, argumentou Pinheiro. 

Segundo o chefe do Executivo, com base em apontamentos técnico-científicos, o trabalho realizado na cidade hoje tem o objetivo de achatar a curva de infecções. De acordo com ele, ao realizar esse processo é possível causar o adiamento do pico de contaminação, até que o mesmo seja pulverizado, evitando dessa forma que o sistema de saúde pública da capital entre em colapso. 

“Graças as medidas da Prefeitura com o apoio da maioria da população, estamos fora desse contexto de descontrole total. Trabalhamos com esse planejamento para que haja esse achatamento da curva e para que aquilo que o sistema de saúde tem à disposição seja o suficiente para salvar vidas. Com isso,vamos manter esse controle que estamos tendo após 90 dias de pandemia na nossa Capital”, completou o gestor. 

Para assegurar que Cuiabá continue no caminho certo no enfrentamento ao coronavírus, o prefeito Emanuel Pinheiro anunciou nesta semana que, a partir de agora, o Executivo também passa a utilizar como base em suas decisões as recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Uma delas, é o monitoramento das alterações epidemiológicas, pelo período de 14 dias, a cada nova etapa implantada no combate ao contágio. 

Além das medidas da OPAS, a Prefeitura já utiliza como suporte os dados técnico-científicos da equipe de saúde do Município, bem como as recomendações de biossegurança da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde. “É mais um reforço que nos ajudará a continuar tomando as decisões corretas e protegendo a população de uma doença perigosa e quem neste momento, não possui vacina”, finalizou Pinheiro.

 

 

 

 

 

Foto: Divi Valle

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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