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Secretaria capacita 182 agentes em atualização de procedimentos operacionais

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Da Redação

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos capacitou 182 agentes penitenciários em realinhamento de práticas operacionais no mês de novembro. O curso organizado pela Diretoria de Ensino Penitenciário foi desenvolvido com agentes das unidades prisionais de Alto Araguaia, Alto Garças, Nova Xavantina e Barra do Garças. 

O curso tem no conteúdo instruções de comboio e escolta, legislação para uso da função armada, armamento e tiro, técnicas de contenção e adentramento em recintos carcerários, habilitação em pistola e espingarda calibre 12, algemamento e condução de reeducando. Numa parceria com a OAB-MT, os agentes passaram a receber também noções de direitos humanos.

O diretor de Ensino Penitenciário, Anderson Santana, pontua que a meta é levar os cursos de realinhamento a todas as regionais do Sistema Penitenciário. Neste mês a capacitação será nas unidades de Cáceres e Rondonópolis, com 219 agentes. “A Secretaria tem a meta de proporcionar ao servidor atualização dos conhecimentos operacionais, bem como apresentação de novas técnicas que serão implementadas no exercício das atividades diárias. Essas capacitações são fundamentais para um ambiente de trabalho mais seguro tanto para o servidor, como para o reeducando”. 

Diretor da unidade prisional de Barra do Garças, Jailson André reforça a necessidade de qualificação dos profissionais diante da complexidade do trabalho dentro das unidades. “Em nosso serviço temos que estar sempre bem preparados tanto fisicamente, quanto mentalmente. Esse  realinhamento oferecido pela Sejudh veio em boa hora. Durante o treinamento pudemos perceber a necessidade da atualização operacional e foi muito proveitoso, pois os agentes se dedicaram bastante nos treinamentos”. 

Em outubro passaram por treinamento os agentes de Nova Mutum, Sorriso e Lucas do Rio Verde. O secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores, enfatiza a importância da atualização de procedimentos para a execução do trabalho diário de forma correta e segura. “Dentro da capacidade orçamentária e financeira, faremos o possível para oferecer qualificação aos servidores do Sistema Penitenciário, sempre buscando atualizá-los em conformidade com a legislação e técnicas de atuação operacional”.

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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