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Roubos e furtos de automóveis diminuem em Cuiabá e Várzea Grande

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Cento e nove automóveis a menos foram roubados (quando há violência ou ameaça) em Cuiabá de janeiro a novembro deste ano. A comparação é com o mesmo período de 2016. Ano passado foram 999 registros e este ano 890. Também houve redução em Várzea Grande, com 144 roubos a menos no mesmo comparativo. Nos 11 meses do ano passado foram 509, contra 365 deste ano.

Os dados da Coordenadoria de Estatísticas e Análise Criminal da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT) ainda apontam redução em quantidade de furtos (quando não há violência ou ameaça) de automóveis. De janeiro a novembro de 2017 Cuiabá registrou 414 casos, contra 550 do ano passado. Também diminuiu o número em Várzea Grande, sendo 208 em 2016 e 107 em 2017.

As estatísticas também demonstram os principais modelos e marcas de automóveis recuperados de janeiro a 30 de novembro de 2017. Foram 192 Volkswagen Gol, 97 Fiat Uno, 90 Fiat Strada, 62 Fiat Pálio, 53 Toyota Hillux, 53 Toyota Corolla, 51 Volkswagen Voyage e 51 Hyundai HB20. De janeiro a 30 de novembro deste ano foram recuperados na região metropolitana (Cuiabá e Várzea Grande) 2.056 veículos (automóveis e motocicletas).

Para o subchefe de Estado Maior, coronel Henrique Correia da Silva Santos, o resultado positivo se dá pelos investimentos realizados pelo Governo do Estado. “Outra situação que contribuiu para isso foram as operações e o trabalho integrado continuo que a Polícia Militar e a Polícia Judiciária Civil tem feito nesse viés de roubo e furto”, completou.

Henrique ainda ressalta o trabalho de inteligência realizado. “Conseguimos mapear os locais e horários de maiores índices de roubos e furtos e temo direcionado o policiamento para essas regiões. Tudo isso tem trazido para nós esses resultados positivos”.

O delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos, Vitor Hugo Bruzulato, destaca que a Polícia Judiciária Civil, por meio da Derfva, tem a preocupação de melhorar, sempre, os dados estatísticos.

“Nós [Força de Segurança Pública] queremos reduzir ainda mais os números de veículos que são roubados ou furtados para que a gente transmita a sensação de segurança para a população e possa ter um trabalho efetivo de redução desses casos em Cuiabá e Várzea Grade”, pontuou o delegado Vitor Hugo.

O comandante do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), tenente-coronel José Nildo de Oliveira, também enalteceu a integração entre as forças de segurança pública. “A integração é o caminho que a gente vê dando certo. O trabalho na fronteira reflete diretamente em tudo que acontece em Cuiabá, Várzea Grande e em Mato Grosso como um todo”.

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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