Mato Grosso
Prefeito de Cuiabá ressalta que depende do repasse de doses para ampliar vacinação
Mato Grosso
Mais de 205 mil pessoas já receberam a primeira dose na capital
Da Redação
“Dependo de uma sinalização do Governo Federal porque nós não produzimos vacina”, argumentou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, ao ser questionado, sobre a previsão de finalizar a vacinação contra a Covid-19 nos adultos acima de 18 anos. Ainda segundo o gestor, o desejo é de imunizar toda a população, mas a demanda esbarra no envio de doses. Pelo Plano Nacional de Imunização somente o Governo Federal é responsável pela aquisição e, posterior envio aos Estados que fazem a distribuição aos municípios.
O chefe do executivo municipal destacou que a capital tem aplicado com agilidade todo o imunizante que tem chegado. “Cuiabá é um exemplo de aplicação das doses de vacina, tanto é que em termos de primeira dose, temos pouco mais de 40% da população vacinada e estamos imunizando rapidamente com a segunda dose os grupos prioritários. As vacinas dependem do repasse do Governo Federal, que passa para o governo do Estado, que distribui para os municípios”, argumentou Pinheiro.
Em Cuiabá, até a manhã de hoje (28), já foram aplicadas mais de 205 mil vacinas só de primeira dose e mais de 270 mil somando o número de aplicações de primeira e segunda dose. Os dados são do Localiza Sus, sistema do Governo Federal que contabiliza as imunizações realizada em todo o país.
Emanuel Pinheiro reiterou que ainda aguarda uma resolução por parte do Governo Federal quanto ao pedido de reforço por doses em decorrência da realização dos jogos da Copa América, em Cuiabá. “Nos reunimos, eu e o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho, com o presidente Jair Bolsonaro, com o ministro da Saúde e com o general chefe da Casa Civil. Permanecemos na expectativa de que a capital tenha um número ampliado para garantir a imunização em tempo célere de nossa população”. A capítal disponibiliza cinco polos de vacinação: estacionamentos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. UFMT, Sesi Balneário e Senai Porto (na avenida XV de Novembro).
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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