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Prática de grilagem de terras volta a aterrorizar Mato Grosso

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Grupo de grileiros armados invadiu recentemente uma antiga propriedade rural familiar em Porto Espiridão, desafiando autoridades policiais civis e militares. Esses ataques à fazenda da comunidade Vila Cardoso lembram os tempos nefastos de terror contra humildes sitiantes, praticados nas décadas de 70 e 80, que denominavam de “Justiça do 44”. Força Tarefa foi solicitada pelo “Programa da Gente” à Secretaria Estadual de Segurança Pública de Mato Grosso para barrar outros ataques semelhantes
Da Redação
 
No Programa da Gente de hoje (27.11), foi destacado pelos apresentadores os ataques covardes que os moradores da comunidade Vila Cardoso, situada no município de Porto Esperidião, em Mato Grosso, vêm sofrendo ultimamente por parte de grileiros engravetados e seus jagunços, grupo armado com armas de fogo, facões e picaretas. A fazenda atacada é de propriedade dos irmãos Geraldo e Maria Pilate, que ocupam as terras há mais de 40 anos, herança familiar. Agora, os grileiros querem expulsá-los sob ameaças de morte e atos de vandalismo.

O fazendeiro Geraldo Pilate foi literalmente ameaçado de morte pelos invasores quando saiu da casa para ver o que estava acontecendo. Os bandidos exibiram facão diante do seu rosto, além de promover intenso tiroteio nas casas que compõem a propriedade, algumas com os moradores dentro.
Dezenas de perfurações de grosso calibre foram localizadas pela Polícia em vários lugares da propriedade. Não contentes em trazer pânico à comunidade rural Vila Cardoso, os bandidos arrebentaram portas, destruíram casas, maquinários, mataram animais e ameaçaram assassinato em massa de quem permanecesse ali.
Conforme os apresentadores Laerte Lannes e Claudio Natal, a bandidagem grileira ainda teve a audácia de filmar o dono da fazenda rendido por um dos invasores, que ameaçava degolá-lo com o facão. “É o cúmulo da audácia, isto, sim. Filmaram ele como se estivesse errado, fosse o invasor, não eles.
O propósito desses criminosos é obrigar todos a saírem da fazenda e deixá-la para seus patrões, os grileiros engravatados, sem ligar a mínima para as famílias que residem ali. 
Nosso programa vai acionar todas as autoridades policiais Judiciárias, a fim de que não aconteça mais nenhuma ocorrência do tipo. Cabe às autoridades trancafiarem todos que estão envolvidos nessa covardia sem limites, os cruéis engravatados e seus pistoleiros”, afirmou Laerte Lannes, âncora do programa.
 Laerte ainda disse confiar no trabalho das Polícias Civil e Militar, e no poder da Justiça, do Ministério Público, “a quem também vamos solicitar intervenção nesse caso, dando um basta à ação criminosa que os moradores de Vila Cardoso sofreram.
Peço a cada uma das autoridades para que deem respostas precisas e seguras à sociedade nesse sentido. Não vamos aceitar novamente que os antigos crimes de grilagem de terras voltem a ser palco de impunidades em Mato Grosso”.
 A passagem dos criminosos pela Vila Cardoso assustou não somente os empregados e demais moradores, mas também outras comunidades próximas. A invasão e ocupação da fazenda foi frustrada pela ação de policiais do Gefron (Polícia de Fronteira), que suspeitou de uma caminhonete lotada de homens numa estrada de acesso a Vila Cardoso, e ao proceder busca no veículo encontrou verdadeiro arsenal de armas de fogo, prendendo-os na hora.
O grupo se dirigia à Vila Cardoso para dar suporte aos colegas criminosos. O assassinato do fazendeiro já havia sido encomendado, segundo levantamentos preliminares nos depoimentos dos suspeitos.
Conforme outra apuração feita pelos jornalistas do programa, a  quadrilha de grileiros chegou a montar anteriormente uma associação criminosa para forçar o proprietário Geraldo Pilate a entregar sua fazenda.
Os bandidos foram ainda mais longe: entraram com ação na Justiça, alegando terem sido expulsos dessa propriedade rural à força de armas, quando ocorreu justamente o contrário, apuraram as autoridades ao vetar as investidas dos grileiros no âmbito judicial. As comarcas local e estadual entenderam a estratégica criminosa disfarçada de legalidade por meio de liminares, barradas providencialmente pela Justiça.
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Inscrições do concurso do Projeto FloreSer são prorrogadas até o dia 16/10

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As inscrições para o concurso cultural do Projeto FloreSer foram prorrogadas. Estudantes do Ensino Médio da rede pública estadual de Cuiabá têm até o dia 16 de outubro para enviar suas produções audiovisuais e concorrer à premiação.As inscrições devem ser realizadas pelo hotsite do Projeto FloreSer, no portal do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).O desafio é criar e produzir um vídeo curto, criativo e engajador, destinado às plataformas Instagram, TikTok ou YouTube, abordando o tema “Violências nas relações afetivas adolescentes: como reconhecer e enfrentar”.As produções poderão abordar, entre outros assuntos, violência nas relações de namoro; ciúmes, posse e controle; respeito e autonomia; violência simbólica e digital; relacionamentos afetivos saudáveis; e direitos das meninas e das mulheres.Quem pode participar –Podem participar estudantes regularmente matriculados no 1º, 2º ou 3º ano do Ensino Médio da rede pública estadual de Cuiabá, organizados em equipes de até três integrantes.Os próprios estudantes serão responsáveis pela criação e produção dos vídeos. No momento da inscrição, deverão ser informados os nomes dos participantes, do professor responsável, do diretor e da escola.Também será necessário anexar o vídeo, conforme as especificações previstas no edital, e o respectivo termo de autorização de uso de imagem e conteúdo. Todas as orientações estão disponíveis na página do Projeto FloreSer.Avaliação e votação – Após o encerramento das inscrições, os vídeos serão submetidos a uma avaliação técnica, de acordo com os critérios estabelecidos no edital. As produções selecionadas nessa etapa avançarão para a fase de votação popular.Os três vídeos que obtiverem o maior número de votos serão premiados, assim como as escolas das equipes vencedoras.Regras para os vídeos – Os vídeos deverão ter: duração mínima de 90 segundos e máxima de 2 minutos; ser gravados no formato vertical (9:16); abordar o tema proposto pelo concurso; conter a identificação da escola, série/turma e dos integrantes da equipe; atender às demais especificações previstas no edital.Premiação – As equipes vencedoras receberão:1º lugar: um celular para cada integrante da equipe;
2º lugar: um notebook para cada integrante da equipe;
3º lugar: um tablet para cada integrante da equipe.
As escolas públicas das equipes vencedoras também serão contempladas por meio de parceria com a Energisa Mato Grosso, que prevê a implementação de projetos de eficiência energética nas instituições.A iniciativa integra as ações do Projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Justiça de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço e Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).O projeto busca promover, entre adolescentes, a reflexão e o diálogo sobre as violências presentes nas relações afetivas, contribuindo para o reconhecimento de situações de violência e para a construção de estratégias de prevenção e enfrentamento.Inscrições abertas: 25 de agosto a 16 de outubro de 2026.As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário disponível no hotsite do Projeto FloreSer, com indicação obrigatória dos nomes dos estudantes participantes, professor(a) responsável, diretor(a) e escola. Clique aqui para fazer sua inscrição.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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