Mato Grosso
Polícia Militar prende homem por tráfico de drogas no Pedra 90
Mato Grosso
Policiais militares do 24º Batalhão da Polícia Militar prenderam, neste domingo (22.2), um homem de 20 anos por tráfico ilícito de drogas no bairro Pedra 90, em Cuiabá. Com o suspeito, foram apreendidas 39 porções de substância análoga à maconha, além de um tablete maior da mesma droga, uma porção de substância análoga à cocaína e uma balança de precisão.
A equipe militar realizava patrulhamento pela região quando foi acionada por um denunciante. O homem relatou que uma chácara abandonada, localizada nas proximidades do Cinturão Verde, estaria sendo utilizada como depósito de entorpecentes por integrantes de facção criminosa.
Diante das informações, os policiais se deslocaram até o endereço indicado e visualizaram um veículo de cor branca saindo da chácara. Foi dada ordem de parada ao condutor, que desobedeceu e fugiu em alta velocidade em direção ao bairro Pedra 90.
Após acompanhamento, o motorista abandonou o carro e tentou fugir a pé, entrando em uma residência. A equipe realizou o acompanhamento e conseguiu abordá-lo já no interior do imóvel.
Durante a busca pessoal, foi localizada uma porção de maconha no bolso do suspeito.
Na busca veicular, os militares encontraram 39 porções de substância análoga à maconha já fracionadas e embaladas para comercialização, um pedaço maior da mesma substância, uma porção de substância análoga à cocaína e uma balança de precisão eletrônica em funcionamento.
O suspeito afirmou residir no imóvel com os pais e negou haver mais entorpecentes na residência. Após buscas no interior da casa, nenhum outro material ilícito foi localizado. Ele foi detido e encaminhado à Central de Flagrantes para as providências cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Estatuto da Criança e Adolescente Digital amplia proteção na internet para o público infantojuvenil
A internet está cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes, mas também exige atenção diante dos riscos que surgem no ambiente virtual. Para explicar como a nova legislação busca enfrentar esses desafios, o juiz Israel Tibes Wense de Almeida Gomes, da Comarca de Brasnorte, participou do podcast Prosa Legal, da Rádio TJ, e falou sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital.O magistrado explicou que a Lei nº 15.211/2025 não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas atualiza a proteção integral para a realidade digital. “Assim como o ECA de 1990 sempre protegeu a criança na escola, na rua e dentro de casa, agora também busca protegê-la nas redes sociais, nos aplicativos, nos jogos eletrônicos e em todas as plataformas digitais”, afirmou.
Proteção e participação da família
Durante a entrevista, Israel Tibes destacou que cerca de 93% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos acessam a internet diariamente e que quase um terço deles já enfrentou alguma situação ofensiva, constrangedora ou incômoda no ambiente virtual. Para enfrentar esse cenário, a nova legislação prevê medidas como mecanismos mais seguros de verificação de idade, reforço da privacidade, combate à exposição de crianças a conteúdos inadequados, ações para reduzir o uso compulsivo de plataformas e jogos eletrônicos e a proibição das chamadas lootboxes (caixas de recompensa aleatórias) em jogos destinados ao público infantojuvenil.
O juiz também chamou atenção para os principais casos que chegam ao Poder Judiciário, como cyberbullying, crimes contra a dignidade sexual praticados pela internet, divulgação indevida de imagens e informações de adolescentes envolvidos em atos infracionais e exploração comercial da imagem de crianças nas redes sociais. Segundo ele, a produção de conteúdo monetizado por crianças, os chamados kidfluencers, passou a exigir autorização da Justiça da Infância e da Juventude.
Ao orientar pais e responsáveis, o magistrado ressaltou que a proteção começa dentro de casa. “Tecnologia não substitui a presença dos pais”, afirmou. Ele recomendou que as famílias acompanhem de forma ativa o que os filhos acessam, utilizem as ferramentas de supervisão parental disponíveis em celulares e aplicativos e mantenham diálogo constante sobre os riscos da internet, respeitando também a classificação indicativa de jogos e aplicativos.
Na conclusão da entrevista, Israel Tibes reforçou que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes, seja no ambiente virtual ou fora dele, deve ser comunicada ao Conselho Tutelar, à Vara da Infância e da Juventude, ao Ministério Público ou aos demais órgãos competentes. “A mensagem final que deixo é: proteção começa com atenção”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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