Mato Grosso
Policia Federal tem 30 dias para investigar propina da Odebrecht a Maggi
Mato Grosso
Ministro da Agricultura é acusado de receber R$ 12 milhões da Odebrecht em 2006
Da Redação
O ministro do (STF), Edson Fachin, determinou, no dia 17 de abril, que a (PF) promova em 30 dias as diligências apontadas pela (PGR) Procuradoria-Geral da República numa denúncia de um suposto pagamento de propina de R$ 12 milhões que a Odebrecht (empreiteira) teria passado ao então governador de Mato Grosso, e atual Ministro da Agricultura, Blairo Maggi do Partido progressista.
Estes recursos seriam utilizados na sua campanha a reeleição para governador (ano de 2006). A informação do suposto pagamento de propina teria sido repassada nas delações premiadas dos executivos da Odebrecht, que informaram que o grupo possuía valores a receber em razão de obras realizadas no estado do Mato Grosso. Entretanto, para efetuar o pagamento do mesmo, autoridades do Estado exigiram o “retorno” de R$ 12 milhões, a título de contribuição para a campanha de Maggi, então candidato a reeleição ao Governo do Estado.
O ministro do Supremo Tribunal Federal determinou, a instauração de inquérito contra o deputado federal e ex-governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio, o “Zeca do PT”, segundo trecho da decisão transcrito abaixo.
“Ante o exposto: determino o levantamento do sigilo dos autos; defiro o pedido do Procurador-Geral da República para determinar a instauração de inquérito em face do Deputado Federal José Orcírio dos Santos e do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Maggi, com a juntada dos documentos apontados na peça exordial; ordeno a remessa dos autos à autoridade policial para que, no prazo de 30 (trinta) dias, atenda às diligências especificadas no item “a” (fl. 18) pelo Ministério Público”.
Conforme diz a denúncia, os valores por obras que a Odebrecht tinha direito a receber ‘não eram pagos em razão da falta de capacidade financeira do Estado’. segundo informações repassadas pelos executivos da organização, em suas delações premiadas, uma Comissão Especial com o objetivo de pressionar a União para realizar repasses, foi feita para saldar essas dívidas.
Os agentes públicos, caso do então ex-governador Blairo, teriam sido “essenciais” para “acelerar os trabalhos da Comissão”. conforme, ainda com os delatores, o ex-secretário de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), Eder de Moraes, teria exigido “pagamento de vantagem indevida” para viabilizar o recebimento desses valores. Os pecúlios teriam sido repassados com a justificativa de contribuição eleitoral para a campanha de reeleição do então ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi. O valor, de acordo com a denúncia da PGR, seria de R$ 12 milhões ou mais.
As pesquisas fazem parte da chamada “Lista de Janot”, em alusão a denúncia assinada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, formulada a partir das delações dos executivos da empreiteira Odebrecht, investigada na operação “Lava Jato”. O documento aponta que, além de Maggi, outros oito ministros do governo Temer, vinte e nove senadores, quarenta e dois deputados federais, e ao menos dez (10) governadores, são investigados por corrupção.
Mato Grosso
Esmagis-MT e Corregedoria: conheça os novos magistrados preceptores
A composição de dois grupos de magistrados preceptores foi atualizada pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso e pela Corregedoria-Geral da Justiça. Os preceptores são responsáveis pelo acompanhamento de juízes e juízas substitutos(as) em estágio probatório no âmbito do Poder Judiciário estadual, conforme regulamentação estabelecida pelas Portarias Conjuntas n. 4/2026 e n. 5/2026. A preceptoria judicial integra o modelo institucional de formação, acompanhamento e vitaliciamento dos magistrados, com caráter pedagógico, orientador e de integração. A atuação dos preceptores envolve o acompanhamento contínuo do desenvolvimento funcional dos juízes em início de carreira, com foco na técnica decisória, gestão da unidade judiciária, ética e relacionamento institucional, sem caráter correicional ou disciplinar, preservando a independência funcional.
O modelo adotado está alinhado à Resolução n. 654/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu a figura do magistrado preceptor como agente essencial no processo formativo da magistratura. Nesse sentido, a Esmagis-MT coordena as atividades pedagógicas e formativas, enquanto a Corregedoria-Geral da Justiça conduz o processo de vitaliciamento.
As substituições asseguram a continuidade das atividades de preceptoria, que incluem encontros periódicos, visitas institucionais, acompanhamento individualizado e elaboração de relatórios, contribuindo para o fortalecimento da formação da magistratura e o aprimoramento da prestação jurisdicional no Estado de Mato Grosso.
Compõem atualmente o corpo de magistrados preceptores do biênio 2026-2027 os desembargadores Márcio Vidal, Rui Ramos Ribeiro, Gilberto Giraldelli, Jones Gattass, Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, Gabriela Knaul Albuquerque, Hélio Nishiyama, Anglizey Solivan de Oliveira e Wesley Sanchez Lacerda.
Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]
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