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Polícia Civil cumpre buscas contra facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Nova Xavantina

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¿A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4.2), a Operação Fio da Meada, para o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão contra uma facção criminosa envolvida em crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Nova Xavantina.

Os mandados foram decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Nova Xavantina, dentro de um trabalho investigativo contínuo, voltado à identificação de integrantes de facções criminosas e à desarticulação de práticas ilícitas na região.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos alvos foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, enquanto outros foram conduzidos à unidade policial para apuração de condutas relacionadas ao mesmo crime.

Ao longo das buscas, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e outros materiais, que serão analisados e poderão contribuir de forma significativa para o avanço das investigações.

Segundo o delegado Flávio Leonardo Santana Silva, a apreensão de materiais vinculados aos membros da facção tem o objetivo de esclarecer detalhes sobre o funcionamento do grupo criminoso, a forma de atuação e a identificação de outros possíveis envolvidos.

“Com a operação, a Polícia Civil reforça seu compromisso com o enfrentamento às facções, com foco na identificação de suspeitos, dos crimes praticados e na responsabilização de todos os envolvidos”, disse o delegado.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil, por meio da Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Governo MT – MT



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Estatuto da Criança e Adolescente Digital amplia proteção na internet para o público infantojuvenil

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A internet está cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes, mas também exige atenção diante dos riscos que surgem no ambiente virtual. Para explicar como a nova legislação busca enfrentar esses desafios, o juiz Israel Tibes Wense de Almeida Gomes, da Comarca de Brasnorte, participou do podcast Prosa Legal, da Rádio TJ, e falou sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital.

O magistrado explicou que a Lei nº 15.211/2025 não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas atualiza a proteção integral para a realidade digital. “Assim como o ECA de 1990 sempre protegeu a criança na escola, na rua e dentro de casa, agora também busca protegê-la nas redes sociais, nos aplicativos, nos jogos eletrônicos e em todas as plataformas digitais”, afirmou.

Proteção e participação da família

Durante a entrevista, Israel Tibes destacou que cerca de 93% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos acessam a internet diariamente e que quase um terço deles já enfrentou alguma situação ofensiva, constrangedora ou incômoda no ambiente virtual. Para enfrentar esse cenário, a nova legislação prevê medidas como mecanismos mais seguros de verificação de idade, reforço da privacidade, combate à exposição de crianças a conteúdos inadequados, ações para reduzir o uso compulsivo de plataformas e jogos eletrônicos e a proibição das chamadas lootboxes (caixas de recompensa aleatórias) em jogos destinados ao público infantojuvenil.

O juiz também chamou atenção para os principais casos que chegam ao Poder Judiciário, como cyberbullying, crimes contra a dignidade sexual praticados pela internet, divulgação indevida de imagens e informações de adolescentes envolvidos em atos infracionais e exploração comercial da imagem de crianças nas redes sociais. Segundo ele, a produção de conteúdo monetizado por crianças, os chamados kidfluencers, passou a exigir autorização da Justiça da Infância e da Juventude.

Ao orientar pais e responsáveis, o magistrado ressaltou que a proteção começa dentro de casa. “Tecnologia não substitui a presença dos pais”, afirmou. Ele recomendou que as famílias acompanhem de forma ativa o que os filhos acessam, utilizem as ferramentas de supervisão parental disponíveis em celulares e aplicativos e mantenham diálogo constante sobre os riscos da internet, respeitando também a classificação indicativa de jogos e aplicativos.

Na conclusão da entrevista, Israel Tibes reforçou que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes, seja no ambiente virtual ou fora dele, deve ser comunicada ao Conselho Tutelar, à Vara da Infância e da Juventude, ao Ministério Público ou aos demais órgãos competentes. “A mensagem final que deixo é: proteção começa com atenção”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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