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PGE firma parceria com o TJ para digitalizar processos da Fazenda Pública

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Da Redação

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) assinaram um termo de cooperação para que seja realizada a digitalização de processos físicos da Vara Especializada de Fazenda Pública da Comarca de Cuiabá. A medida visa dar mais agilidade no julgamento de processos inclusos no sistema do TJ.

O termo foi assinado pelo procurador-geral do Estado de Mato Grosso, Francisco Lopes e presidente do TJMT, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha. O documento tem vigência de três meses, com a possibilidade de prorrogação.

“Estes processos tramitam sob a forma de processo físico – o que gera morosidade nos encerramentos das demandas. A parceria também facilita a interlocução entre a procuradoria e poder judiciário”, destacou o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes.

Conforme o plano de Trabalho, a Procuradoria disponibilizará estagiários de nível público, aparelhos de scanner. Já a Vara de Fazenda Pública será responsável pelo espaço físico e manutenção dos equipamentos cedidos. O Tribunal de Justiça supervisionará o andamento dos trabalhos.

De acordo com o juiz auxiliar da Presidência, Agamenon Alcântara Moreno Júnior, esta parceria está dentro da meta geral da Presidência do TJMT de zerar os processos físicos na Justiça Estadual.

“A parceria com a PGE foi viabilizada pela Presidência, mas a execução vem sendo tratada com a Corregedoria e o juiz coordenador Márcio Guedes. Ela não é a única responsável pela digitalização dos processos nas Varas da Fazenda Pública, mas vem para auxiliar no trabalho”, disse. 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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