Mato Grosso
Perícia Técnica confirma identidade das vítimas assassinadas
Mato Grosso
Da Redação
Na investigação da Polícia Judiciária Civil (PJC), a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) teve papel fundamental na elucidação das mortes dos fazendeiros, vaqueiro e do advogado. A Politec esteve na fazenda Sapopema e confeccionou o laudo de constatação de crime, recolhendo material biológico, vestígios e outras evidências.
Quase um ano depois, em fevereiro de 2017, peões que trabalhavam às margens do Rio “Mata Grande”, próximo a Fazenda Sapopema, encontraram dentro do rio, preso a algumas pedras, um saco com ossos, com sinais de carbonização.
Em minuciosa análise da Politec, foi verificada uma perfuração indicativa de projétil de arma de fogo no crânio, reforçando a tese de que os fazendeiros foram assassinados, cada qual com um tiro na cabeça. O trabalho de extração de DNA para identificação da ossada está em andamento e será divulgado assim que for finalizado.
Os peritos também promoveram a coleta de material junto aos parentes do advogado Sílvio Moro, residentes em Votuporanga (SP). O laudo de identificação foi apresentado no dia 20 de julho de 2017, com resultado positivo, ficando categoricamente demonstrado que o corpo decapitado encontrado em Bom Jardim é mesmo do advogado.
A Politec também realizou análise laboratorial de um pedaço de tecido e um espeto de churrasco, encontrados na cena do crime, ambos com vestígios de sangue. Apesar da degradação ambiental gerada nas amostras, os peritos, brilhantemente, conseguiram extrair moléculas de DNA para confrontação com o material fornecido pelos parentes do fazendeiro Prado.
O resultado obtido pela Politec comprovou que o sangue encontrado no espeto pertence à Joneslei Prado, enquanto o sangue encontrado no pedaço de tecido pertence à Tirço Prado.
As perícias anexadas ao inquérito policial foram realizadas por seis peritos, cada um dentro de sua especialidade. Um dos departamentos da Politec, o Laboratório de Perícias em Biologia Molecular, conseguiu a identificação de três das vítimas do crime complexo.
“Os materiais encontrados no local do crime chegaram ao Laboratório Forense total ou parcialmente carbonizados, dificultando as análises biológicas e de DNA. Por meio de exames minuciosos e técnicas apropriadas, foi constatada a presença de sangue humano em um facão, um espeto e um recorte de tecido. As amostras extraídas de tais objetos e encaminhadas ao laboratório de DNA que, por meio de análises moleculares, foi obtido um perfil genético, com a identificação de três pessoas na cena do crime”, explicou o perito, Géter Sinear Jesus Bizo.
Mato Grosso
Primeiro dia de júri do caso Zampieri ouve seis testemunhas
O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá encerrou, nesta terça-feira (29), o primeiro dia de julgamento de três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri. A sessão será retomada nesta quarta-feira (30), às 9h, com a continuidade da instrução em plenário.Ao longo do dia, foram ouvidas seis testemunhas. Prestaram depoimento o delegado da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira, responsável pelas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo; o empresário José Marcos Marini; Mariana Costa Pinto; Lucilene Gonçalves da Silva; e o delegado da Polícia Civil Edilson Ricardo Pick.Durante as oitivas, os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins concentraram os questionamentos na reconstituição da dinâmica do homicídio, no planejamento da ação criminosa e nos elementos probatórios produzidos ao longo das investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal.O julgamento apura a responsabilidade de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva é apontado como autor dos disparos que vitimaram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime, enquanto Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de integrar a empreitada criminosa.A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também atua na acusação, como assistente do Ministério Público, o advogado Giovani Santin.Os trabalhos serão retomados na manhã desta quarta-feira (30), quando haverá continuidade das demais fases previstas para o julgamento.Fotos: TJMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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