Mato Grosso
PEC que estabelece eleições gerais para 2022 ganha apoio de líderes no Senado
Mato Grosso
Da Redação.
A Proposta de Emenda à Constituição 19, que estabelece eleições gerais em 2022, começa a ganhar corpo no Senado Federal, com o apoio de várias lideranças partidárias. De autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), a proposta foi discutida nesta quarta-feira, 17, em sessão de debates temáticos convocada para tratar do adiamento das eleições deste ano em função dos efeitos da pandemia do novo coronavírus.
Na terça-feira, 16, líderes da Câmara dos Deputados e do Senado realizaram uma audiência virtual, com representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de especialistas da área da saúde. Todos concordam que a avaliação dos médicos e autoridades da saúde seria considerada um ponto de partida para buscar a construção de uma proposta de consenso.
Líder do Governo no Congresso Nacional, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), por exemplo, classificou como “ilegítima” uma disputa eleitoral em que 20% dos prefeitos em condições de disputar a reeleição e pelo menos 30% dos vereadores possam ser colocados em condições desiguais, por terem mais de 60 anos. Segundo ele, com base em dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), são 1.313 prefeitos com dificuldade maior do que os outros de fazer campanhas, somando apenas os que já têm mandato.
“É preciso entender que tipo de eleição nós vamos ter. Nem sempre garantir a renovação dos mandatos nessa circunstância vai significar respeito à democracia e às condições iguais de disputa” – assinou o senador tocantinense
Zequinha Marinho (PSC-PA) anunciou apoio à proposta do senador Wellington. Segundo ele, há muito tempo fala-se em coincidência de mandatos, “mas não se tem coragem, não se toma uma decisão”. Para ele, a medida, diante da pandemia, seria a mais sensata diante das indefinições. “Neste momento, ninguém sabe o que vai dar certo, se vai ou se não vai, em outubro ou em novembro” – salientou, acompanhado pelo senador Elmano Ferrer (PP-PI).
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), por sua vez, lembrou que os efeitos da pandemia do novo coronavírus já adiaram 47 eleições em todo o mundo. “Todo poder emana do povo, desde que o coronavírus não esteja ao nosso lado como ele está” – salientou. Trad, que também é médico e foi um dos primeiros senadores diagnosticados com a Covid-19, destacou ainda que, para além da data do pleito, em debate, existe o comprometimento do calendário eleitoral. Ele lembrou que há uma série de regulamentações que são realizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelos Tribunais Regionais Eleitorais, que tem como balizamento a data da eleição.
A questão, no entanto, está longe de ser uma unanimidade. O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), por exemplo, classifica a tese da coincidência de mandato, defendida por Fagundes, como “legítima”, mas para o futuro. “Uma prorrogação de mandatos já votados para além do prazo estipulado me parece, sob o ponto de vista político, um precedente perigoso e, sob o ponto de vista formal, uma grave inconstitucionalidade” – salientou, sendo acompanhado pelos senadores Katia Abreu (PDT-TO), Espiridião Amim (PP-SC) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Autor da proposta, senador Wellington Fagundes abordou diversos aspectos em defesa do adiamento das eleições para 2022. Ele observou que a população tem demonstrado em pesquisas de opinião que são favoráveis às eleições gerais daqui a dois anos. “A população não aceita que se gaste R$ 2 bilhões com Fundo Eleitoral e mais R$ 4 bilhões com o Fundo da Justiça, ou seja, serão R$ 6 bilhões gastos no momento em que está faltando remédio, em que está faltando UTI, em que está faltando recursos para atender as necessidades básicas” – disse.
O senador Weverton (PDT-MA) foi designado relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que adiará as eleições municipais de outubro deste ano para novembro ou dezembro. Alguns partidos, como o PT e o MDB, propuseram as datas de 15 de novembro para primeiro turno e 29 de novembro para o segundo turno. Outros partidos propuseram o segundo turno já em dezembro. Segundo Weverton, uma solução será elaborada ouvindo a todos, a exemplo do que aconteceu nesta quarta-feira.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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