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OS ARAPONGAS
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Os vereadores de Várzea Grande, Ivan dos Santos (PRB) e Rogério França Martins (Sem Partido) o ‘Rogerinho Dakar’, foram pegos no flagra gravando de forma ilegal uma reunião com o secretário de Saúde de Várzea Grande, o médico Diógenes Marcondes.
De acordo com as informações, a dupla de vereadores que fazem oposição a prefeita Lucimar Sacre de Campos (DEM) foram pegos ‘no pulo’ pelo secretário que não gostou nada da atitude dos vereadores.
Ao saber que a dupla estava gravando a reunião, Marcondes teria se exaltado e partido para o enfrentamento contra os vereadores. Segundo fontes, os vereadores e o secretário bateram boca e a reunião foi encerrada.
Após o episódio, os vereadores passaram a ser chamados de “arapongas” por alguns servidores, já que o ato de gravar uma pessoa sem ela saber é ilegal. Araponga no vocabulário popular, nada mais é do que o ato de espionar uma pessoa.
A atitude dos vereadores não condiz com a ética que se espera de um parlamentar, já que não se sabe ao certo qual seria a intenção da dupla em gravar o secretário.
De qualquer forma, os integrantes da “Câmara da Vergonha” caíram do cavalo e agora precisam explicar qual era o intuito da gravação.
Foto: Câmara de VG
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Entre coincidências e ironias: quando adversários dividem mais do que divergências
A política é, por natureza, o campo das diferenças. Ideias opostas, projetos distintos e, muitas vezes, rivalidades que marcam trajetórias inteiras. Mas, vez ou outra, a própria vida trata de embaralhar essas linhas e apresentar coincidências que desafiam a lógica dos embates públicos.
É o caso de dois conhecidos personagens da política de Cuiabá e de Mato Grosso: um agora ex-governador e o outro ex-prefeito da capital. Rivais em momentos distintos, ambos passam a compartilhar uma curiosidade que chama atenção — nasceram no mesmo dia, 12 de abril.
A data, que deveria ser apenas um marco pessoal, ganha contornos simbólicos quando une, ainda que involuntariamente, figuras que já estiveram em lados opostos. É o tipo de coincidência que a política não explica, mas que o cotidiano insiste em revelar.
E há mais. Para além da coincidência no calendário, existe também uma afinidade curiosa nos momentos de descontração. Ambos apreciam a mesma “gelada”, a popular “Kriptonita”, apelido atribuído à Heineken entre amigos e bastidores.
Pode parecer detalhe irrelevante diante da magnitude das decisões públicas que ambos já tomaram. Mas são justamente esses pequenos pontos em comum que humanizam figuras públicas frequentemente vistas apenas sob o prisma da disputa.
No fim, a coincidência serve como lembrete de que, por trás dos cargos, discursos e embates, existem pessoas com histórias que, em alguns aspectos, se cruzam. E, se a política separa, a vida, vez ou outra, se encarrega de aproximar — nem que seja por uma simples data no calendário ou por um brinde em comum.
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