Mato Grosso
Operação da Derf prende 15 envolvidos em roubos com restrição de liberdade das vítimas
Mato Grosso
Da Redação
Quinze criminosos envolvidos em roubos a residência com restrição de liberdade das vítimas tiveram mandados de prisão cumpridos, pela Polícia Judiciária Civil, na operação Cárcere, deflagrada nesta sexta-feira (15.02), pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. As ordens judiciais foram expedidas nos últimos dez dias, com base em investigações da delegacia que identificaram a atuação dos suspeitos em crimes de roubo majorado ou tentativa de latrocínio.
A operação reuniu todo efetivo da Derf, totalizando mais de 30 policiais, que atuaram no cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão, tendo como alvo em criminosos identificados nas investigações do Núcleo de Roubo a Residência Com Restrição de Liberdade das Vítimas, coordenado pelo delegado, Caio Fernando Alvares de Albuquerque.
As ordens judiciais foram cumpridas nos endereços, nos bairros Tijucal, Lixeira e Altos da Serra. Oito alvos já estavam presos por outros crimes e tiveram os mandados de prisão cumpridos na Penitenciária Central do Estado (PCE), um deles no município de Nova Mutum. Três mandados, contra suspeitos não localizados, restam ser cumpridos.
Na residência de um dos criminosos, foram encontrados aparelhos televisores, identificados como produto de roubo das Lojas Martinello, de Campo Verde. Três pessoas que estavam na casa, uma delas menor de idade, foram conduzidas a Delegacia e responderão por receptação. Em poder de um dos alvos, os policiais encontraram uma pistola 380 municiada. O suspeito foi conduzido a Derf e além de ter a ordem de prisão cumprida, foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Entre os presos, estão os autores de um roubo, ocorrido no bairro Jardim Independência, em que quatro criminosos invadiram a casa, rederam a família e após subtraírem os pertences, ainda esfaquearam a vítima que estava amarrada. O delegado, Caio Fernando Alvares de Albuquerque, explica que uma das razões dos casos de roubo com restrição de liberdade a vítima serem extremamente graves é pelo fato da situação poder evoluir de roubo para latrocínio, na forma tentada ou consumada.
“Toda semana identificamos e damos cumprimento a ordens judiciais contra autores de roubo, porém a operação deu cumprimento a mandados expedidos nos últimos dez dias de situações de roubo e também de tentativa de latrocínio, uma vez que quando há restrição de liberdade da vítima, a situação pode se agravar, gerando reações, muitas vezes não planejadas, dos criminosos contra as vítimas”, explicou o delegado.
Núcleo de Roubo a Residência com Restrição de Liberdade da Vítima
O Núcleo de Roubo a Residência com Restrição de Liberdade da Vítima é formado por oito investigadores, três escrivães, e um delegado com objetivo de disponibilizar o pronto atendimento logo após o crime. A equipe da Derf vai até o local do roubo, aciona a perícia quando necessário e colhe as informações o quanto antes, possibilitando muitas vezes, a prisão em flagrante.
O setor também tem como foco o atendimento humanitário da vítima, visando o bom atendimento quando a vítima ainda está abalada pela situação, o acesso com tranquilidade ao arquivo fotográfico da delegacia e relato das características dos suspeitos.
Com base nas informações, os policiais fazem a análise dos vínculos, consultas fechadas, trabalhos de campo, monitoramentos e outros trabalhos com o objetivo de identificar e prender os autores do crime.
“A identificação dos suspeitos e sucesso da operação só foi possível graças ao trabalho de toda equipe do Núcleo de Roubo a Residência com Restrição de Liberdade da Vítima, assim como as equipes do Núcleo de Inteligência e Operacional da Derf, que não mediram esforços para coibir a ação dos envolvidos nesse tipo de crime”, destacou o delegado Caio Albuquerque.
O nome da operação “Cárcere” refere ao fato de conduzir os criminosos para a Cadeia.
Mato Grosso
Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação
Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.
Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.
“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.
A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.
“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.
Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.
A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.
Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.
O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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