Mato Grosso

Número de estupros diminui em Cuiabá e aumenta em Mato Grosso

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Mato Grosso

Da Redação

 

Os casos de estupro tiveram uma redução de 9,1% em Cuiabá, caindo de 385 casos em 2015 para 353 em 2016. A capital de Mato Grosso foi a que mais registrou queda nos índices dentre as capitais da região Centro-Oeste e o Distrito Federal, seguida por Campo Grande que reduziu os casos em 2,1%. No âmbito nacional, Cuiabá ocupa a 7ª colocação de 11 capitais que tiveram redução nos números.

Contudo, em âmbito estadual, os casos de estupros tiveram aumento. Saltaram de 1.484 casos em 2015 para 1.614 no ano passado, aumento de 9%. Os dados incluem estupros de crianças a idosos, homens e mulheres.  

Ao comentar sobre os dados, a titular da Delegacia Especializada da Mulher de Cuiabá, Jozirlethe Magalhães, diz que é necessário considerar que, quando se trata da análise dos índices divulgados como números absolutos de estupros deve-se entender que fazem parte desse total, os crimes com vítimas femininas de 18 a 59 anos e os crimes envolvendo vítimas femininas menores de 18 anos, sendo que, neste pormenor, os casos de estupro de vulnerável são os que possuem maior número de ocorrências registrados, sendo 942 registros somente em 2016.

“Isso demonstra que os casos envolvendo a violência sexual de vítimas femininas maiores de 18 anos são altamente subnotificados. Além de subnotificado, o crime de estupro é um tipo de violência conhecido pela impunidade. Quando tratamos de violência sexual, estamos falando de uma violação profunda e extremamente íntima, por isso, uma das razões observadas para essa subnotificação, está justamente na vergonha da vítima e seu receio de ser julgada, muitas vezes pela própria família, pela sociedade, bem como, das dificuldades de denunciar e ter que passar por exames periciais que podem lhe trazer constrangimento; do medo de ser maltratada pelos sistemas de punição do estado não conseguindo visualizar, que ao final de todo o processo alcançará a punição do autor”.

A delegada reforça que é necessário mais respeito por parte dos policiais e dos profissionais envolvidos no atendimento às vítimas desse tipo de violação para que elas denunciem os casos.

“Por que o silêncio da vítima, em muitas ocasiões é que vence? Porque vivemos em uma sociedade em que a cultura do estupro ainda prevalece, em que todos os segmentos que podem trabalhar a prevenção ainda deixam a desejar. Pesquisa do IPEA informa que 78% dos brasileiros acham que o que acontece entre um casal em casa não interessa aos outros, entretanto, muitos estupros podem estar ocorrendo dentro dos lares, praticados com violência doméstica e essas vítimas, muito provavelmente, influenciadas por essa mesma sociedade machista, deixam de denunciar por receio de serem desacreditadas e julgadas”.

Ela também pondera que a redução na capital e aumento de casos no interior, é devido a interiorização da violência. “Enquanto as políticas públicas não chegarem em municípios do interior do estado, não alcançarem as mulheres do campo, das águas e das florestas, não estaremos sendo efetivos no combate a violência contra a mulher. Na capital do estado e cidades que comportam um sistema de atendimento à mulher são locais em que esses índices estão sendo monitorados, chegando-se a tratar o crescimento no número de registro, como o aumento da conscientização da mulher no seu direito de denunciar”.

Em Cuiabá, a Delegacia de Defesa da Mulher tem mantido um plantão no sistema de sobreaviso no período noturno para o atendimento da mulher, vítima de estupro, para que, no momento da denúncia, possa ser acompanhada ao IML e Hospital Júlio Muller a fim de efetuar as primeiras providências e ser ouvida pela Autoridade Policial, que tomará as demais providências iniciais relativas ao caso. 

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Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação

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Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.

O gestor de capacitação e avaliação do Nupemec, Carlos Campelo é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos e barba grisalha, veste camisa polo escura. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.

“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.

A diretora do Daje, Shusiene Machado, é uma mulher de pele clara, cabelos castanhos lisos na altura dos ombros, veste blazer cinza sobre blusa da mesma tonalidade e usa colar com pingente em formato de cruz. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.

“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.

Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.

Ana Tereza Pereira Meira, instrutora de mediação e justiça restaurativa, é um mulher de pele clara, cabelos longos castanho-claros, veste blusa sem mangas em tom claro com detalhes escuros e usa brincos discretos. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.

O gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos, veste camisa social amarela de mangas longas. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.

O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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