Mato Grosso
Rosário Oeste hoje dispõe de excelente estrutura clínica”, afirma prefeito Alex Berto
Mato Grosso
Da Redação
O prefeito de Rosário Oeste, Alex Berto, afirmou hoje, durante as solenidades alusivas ao aniversário de 160 anos do município, que a atual administração impôs estrutura compatível às necessidades que a população reclamava há tempos em setores distintos. A modernização das unidades clínicas foi uma das primeiras providências ultimadas na sua gestão, o que trouxe não apenas melhor qualidade aos serviços SUS ofertados pelo setor, mas também pronta resolutividade.
“Temos trabalhado em Rosário com um leque atencioso e resolutivo em todos os setores básicos de serviço”, disse. “Na área específica de Saúde, que ganhou notoriedade por causa dessa pandemia, implementamos uma série de medidas e empreendimentos, somando-se a outras providências paralelas. Isso já reduziu a sobrecarga de atendimento nas unidades locais e mesmo o deslocamento de pacientes às unidades clínicas (PS) de Várzea Grande ou Cuiabá, praxe comum em situações de emergência”.

Divulgação omatogrosso
Alex Berto ainda sublinhou que os seis leitos UTI(s) agora disponíveis na sede do município vão oferecer suporte às comunidades próximas a Rosário Oeste, que não dispõem de tal recurso clínico. “O leito UTI é um direito de todos; é, também, o último recurso, que, por vezes, prolonga e salva a vida das pessoas. Toda a nossa equipe da Saúde de Rosário está de parabéns pelo esforço vitorioso. Além de inaugurarmos os leitos, vamos receber mais recursos para promover investimentos na Saúde, até o final de 2021. Estruturar 100% a Saúde é o melhor presente que poderíamos oferecer a Rosário Oeste”.


Prefeitura de Rosário Oeste
Segundo o secretário de Saúde do município, Anderson Rodrigo de Sá, é de fundamental importância o lançamento dos leitos UTI(s) do Hospital Amparo para toda a região, em face da pandemia vigente em todo o país. “Conforme já citou o prefeito Alex Berto, vai beneficiar toda a região, visto que a maioria dos centros hospitalares não dispõe de leitos do tipo para atender tantas pessoas. Vamos poder salvar mais vidas, sem dúvida, no Hospital Amparo de Rosário Oeste”.
A previsão de funcionamento dos leitos UTI é de 20 dias, conforme calcula o secretário Anderson Rodrigo. “Creio que, até lá, tudo estará funcionando normalmente. Estamos agilizando tudo para que isto aconteça brevemente”.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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