Mato Grosso
Misael Galvão fala sobre caso de servidora que fez denúncias falsas contra Pinheiro
Mato Grosso
Da Redação
Em entrevista para o site o Mato Grosso na manhã desta segunda-feira (13) durante a inauguração da Avenida Parque do Barbado, em Cuiabá, o presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, vereador Misael Galvão (PTB) comentou as últimas polêmicas envolvendo o vereador Abílio Brunini Júnior (PSC).
Ao ser questionado sobre a polêmica, Galvão afirmou que sempre foi claro em dizer que a servidora do Hospital São Benedito, Elizabeth Maria de Almeida, não estava falando a verdade e que durante o processo foi cobrado que ela apresentasse provas.
“Sobre a servidora, eu sempre disse com clareza que ela não estava falando a verdade e que nós íamos acompanhar o processo na Defaz, todo o processo da Polícia Civil, cobrando que ela apresentasse as provas e a verdade está aparecendo a cada momento.” Afirmou o presidente.
Galvão ainda disse que sempre acreditou nas instituições e agora a servidora precisa pagar pelas inverdades que apresentou. “Eu sempre acreditei no Ministério Público, eu sempre acreditei no Gaeco, na defesa e na Polícia Civil, no geral. E está servidora, eu tinha certeza e clareza que ela não estava falando a verdade e agora, ela precisa pagar pelas inverdades que ela disse.” Esclareceu.
A servidora Elisabeth Maria de Almeida, procurou em novembro de 2019 o vereador Abílio Júnior onde afirmou que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) estaria comprando vereadores para que o mandato do vereador fosse cassado. Abílio enfrenta um processo de cassação que está em andamento na Casa de Leis.
Segundo Abílio, a servidora a procurou por meio de aplicativo de mensagens dias antes dela depor no processo de cassação de seu mandato e que lá ela apresentou algumas denúncias. Na ocasião, ela afirmou que estava em uma festa na casa do vereador Juca do Guaraná Filho (Avante), onde Pinheiro estava presente e embriagado estava passando maços de dinheiro para outros vereadores votarem pela cassação do mandato de Abílio.
Uma denúncia foi formalizada e após uma ampla investigação da Delegacia de Combate a Corrupção (Deccor) a história apresentada pela servidora foi desmentida. Em depoimento sobre o caso na Deccor, Elisabeth mudou sua versão e afirmou que Abílio teria a cooptado em prejudicar Pinheiro.
Em suas redes sociais, o vereador Abílio Junior afirmou que apenas conheceu a servidora no dia que ela foi depor no processo que trata de sua cassação e que na ocasião, após ela apresentar as denuncias ele teria solicitado o vídeo do depoimento e foi impedido por Galvão de ter acesso ao material.
Sobre está situação, Misael Galvão afirmou que o Regimento Interno da Câmara de Vereadores precisa ser cumprido e que naquele momento não era o ideal para que Abílio Junior tivesse acesso ao material já que sempre foi claro que as oitivas referentes ao processo seriam mantidas em segredo de justiça e que a presidência jamais iria permitir que um segredo de Justiça fosse quebrado.
“O meu direito começa quando termina o do outro, aquele não era o momento do vereador Abílio fazer o que ele estava querendo, mesmo sem ele ter o direito. E eu como gestor, presidente da Câmara, eu coloquei e deixei claro pra ele que ali tem gestor, que tem um presidente que está cumprindo dentro da legalidade do seu papel como presidente […]” “[…]Todos os depoimentos e as oitivas sempre foi claro que seria em sigilo, então a presidência jamais iria deixar quebrar um sigilo de uma Comissão de Ética que tem a sua independência.” Afirmou.
Galvão disse ainda que existia a garantia de que o material seria encaminhado no dia seguinte às 8h manhã para as instituições que iriam investigar as denúncias. “Nós tínhamos a garantia e já estava público que o presidente da Comissão de Ética, o vereador Toninho de Souza, o relator Ricardo Saad e o membro vereador Vinicius, que no outro dia, às 8h eles iriam entregar toda a fala, o DVD e toda a denúncia que a mulher havia feito para o Gaeco, para a Defaz e o Ministério Público, então eu estava correto e respaldado pela legalidade.” Finalizou.
Foto: Câmara de Vereadores
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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