Mato Grosso
Metas ‘Avança DHPP’ concluem 377 inquéritos de homicídios dolosos
Mato Grosso
Da Redação
Em duas fases da meta “Avança DHPP”, a Polícia Judiciária Civil concluiu 377 investigações de inquéritos de homicídios dolosos. No período de 120 dias, foram relatados ao Poder Judiciário 171 inquéritos policiais, inseridos na meta 2, iniciada em 14 de agosto e finalizada nesta segunda-feira (11.12). A primeira meta (06/março a 02/julho) concluiu 206 inquéritos referentes a homicídios, em Cuiabá e Várzea Grande.
Somando aos inquéritos dos meses de janeiro e fevereiro, são 403 casos de homicídios concluídos em 2017. Esse esforço concentrado das equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) vêm mantendo a média de 70% de esclarecimento dos homicídios. São 243 casos solucionados, com os autores devidamente qualificados nos inquéritos policiais.
No período das duas metas, 81 suspeitos de homicídios foram presos em cumprimento de mandados de prisão e 18 em flagrante, totalizando 99 presos. Nos casos investigados, foram colhidos depoimentos ou interrogatórios de 1.529 testemunhas, parentes de vítimas e suspeitos.
O delegado titular da DHPP, André Renato Gonçalves, disse que o acréscimo no número de inquéritos relatados foi de 24,77%, saindo de 323 inquéritos em 2016 para 403 neste ano, até começo de dezembro. “Esse é o resultado do esforço concentrado de nossas equipes, delegados, escrivães e investigadores para diminuir o número de inquéritos de homicídios. A média de autoria esclarecida é de 70% dos inquéritos relatados em 2017”, afirmou.
Com relação aos inquéritos sem autoria definida, o delegado esclarece que são, em sua maioria, casos antigos, em que as diligências foram esgotadas neste momento, mas não significa que a investigação não possa ser reaberta diante de novas informações.
Conforme o delegado, neste ano a Delegacia de Homicídios trabalhou em três vertentes. A primeira foi focada em aumentar o número de pessoas localizadas pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas. “Para isso fortalecemos o núcleo com um delegado, dois escrivães, dois investigadores e dois estagiários”, disse.
O resultado foi à localização de 89, 42%, ou 685 pessoas encontradas, do total de 766 registros de desaparecidos, de todas as idades, nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
A segunda vertente foi voltada ao crescimento da eficácia operacional para cumprimento de mandados de prisão e buscas, dando mais rigor nas investigações ao levar para a prisão autores de crimes de homicídios, a exemplo dos feminicídios, propiciando Justiça às famílias e maior sensação de segurança à sociedade.
A terceira linha de atuação foi à formatação do núcleo de inteligência da DHPP, colocando mais policiais para trabalhar no suporte as equipes operacionais de campo. “Já tivemos trabalhos importantes depois do incremento de policiais, mas a diferença vamos perceber daqui 3 a 4 meses”, analisa o delegado.
Homicídios
Até o mês de novembro, Cuiabá registrou 130 crimes de homicídios e Várzea Grande 58, totalizando 188 mortes violentas. Em 2016, até novembro, foram 185 homicídios dolosos na Capital e 113 em Várzea Grande.
Para o delegado, a diminuição em 110 homicídios está relacionada ao trabalho preventivo das operações integradas desenvolvidas pelas forças policiais da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o preventivo da Polícia Militar e ao repressivo das investigações qualificadas da Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).
“Os homicídios estão cada vez mais orquestrados São cometidos por criminosos com capacetes nas cabeças, utilizando motocicletas, por integrantes de organizações criminosas. Isso exige empenho maior das equipes e emprego de técnicas de inteligência”, destacou André Renato.
Ainda no operacional, a DHPP criou o Grupo de Resposta Rápida de Homicídios (GRRH). Uma equipe, atualmente com quatro policiais, é deslocada naqueles casos que a equipe de campo necessita de reforço, nos plantões 24 horas. Essa mesma equipe, cuja meta é chegar a 8 policiais treinados, também presta apoio no cumprimento de mandados de buscas e prisões.
Mato Grosso
Julgamento é retomado com interrogatório dos réus
O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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