Mato Grosso

Mendes participa de encontro com governadores no Maranhão e cobra o cumprimento de acordos internacionais

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Da Redação

O governador Mauro Mendes pediu para que os Estados que compõem a Amazônia Legal passem a cobrar os países envolvidos nos acordos de preservação ambiental, no que tange aos créditos obtidos com a redução da emissão do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Mendes participa nesta semana do Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, que é composto, além de Mato Grosso, pelos estados do Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão (estado onde ocorre esta edição do Fórum). 

Durante a cerimônia, o chefe do Executivo Estadual destacou que Mato Grosso possui créditos acumulados sobre a redução de mais de 1 bilhão de toneladas de CO2, que “já está verificado pelo Conaredd (resoluções verificadas nº 6 e nº 14).

“Apesar disso, nunca houve pagamento desses créditos. É importante que todos os Estados unifiquem essas informações e quem não fez aprender a metodologia, porque na COP 25 precisamos chegar e dizer que temos um bilhão de toneladas de redução, mas não temos o pagamento por isso. Porque é comum os brasileiros ficarem sempre na defensiva, tendo que explicar aumento de desmatamento, enquanto os países descumprem acordo firmados em tantas COPs, que é o pagamento pelos países em desenvolvimento que estão cooperando com a redução das emissões”, explicou.

Mendes também citou os avanços do Estado no combate ao desmatamento ilegal, por meio da ferramenta Imagens Planet. De acordo com ele, é preciso que os demais estados também implementem este sistema, que faz o monitoramento do desmate praticamente em tempo real.

“Se o cidadão fizer um desmatamento acima de meio hectare, o sistema dá o alerta para acionar e ligar para o cidadão. O cara se assusta todo. E isso tem produzido resultados extremamente relevantes, porque você monitora ele durante três ou quatro dias e vê que o desmatamento cessou. Essa ferramenta não tem um custo alto”.

“Há mecanismos internacionais que podem ajudar o Estado nesse financiamento. Tenho falado ao ministro Ricardo [Salles, do Meio Ambiente] para que ele possa liderar uma compra compartilhada desses mecanismos para ser usados nos demais estados. Em Mato Grosso fizemos isso por meio do programa REM. Já conseguimos praticamente 5 milhões de euros, 6 milhões de libras e finalizando uma segunda liberação na ordem de 10 milhões de libras no programa REM. Que é pagamento por resultado, sem a transferência de crédito, que é uma modalidade mais simples, que pode ser operacionalizada com mais tranquilidade”, afirmou.

Ainda em sua fala, o governador de Mato Grosso ressaltou que é preciso explicar melhor para a população a diferença entre as variações de desmatamento, uma vez que nem todo desmatamento, por si só, é ilegal.

“Hoje no Brasil se divulga todos os anos o aumento do desmatamento. E nos últimos meses recebemos notícias que não são positivas para a imagem da Amazônia, que é do aumento do desmatamento. Importante salientar que nunca foi qualificado esse número. Desse número, o que é desmatamento legal? O que é desmatamento irregular? Uma coisa é o cidadão ter mil hectares, ter o direito de desmatar legalmente 200 hectares, e ele às vezes faz isso sem a autorização legal do órgão ambiental. Isso torna aquele desmatamento não ilegal, mas irregular. Porque ele teria o direito de desmatar 200 hectares. E às vezes ele o faz por demora excessiva de alguns órgãos ambientais em dar essa permissão. E aí sim, sobrando por último, o desmatamento ilegal. E é sobre esse desmatamento ilegal que nós temos que debruçar e empenhar todos nossos esforços para que ele chegue a zero”, ponderou.

Para Mendes, é necessário também que os Estados repassem essas informações aos institutos responsáveis pela divulgação dos dados sobre desmatamento.

“Separando essas três coisas nós conseguimos qualificar esse desmatamento. Temos que exigir dos órgãos que se propõem a fazer essa divulgação, e ajudá-los, fornecendo os dados de cada estado, para abater dessa conta o que é desmatamento legal e irregular”.

Definições
Na reunião, como medida efetiva, foi decidido que o Estado do Amazonas ficará responsável pela primeira compra corporativa de medicamentos, e Mato Grosso pela compra corporativa de equipamentos de tecnologia. 

A compra corporativa será feita de acordo com as demandas conjuntas dos estados, de forma a dar agilidade e baratear substancialmente os preços dos medicamentos e equipamentos adquiridos.

Foto: Karllos Geromy (Secap/MA)

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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