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Mato Grosso e mais dois estados brasileiros são os únicos com “Nota A” do Tesouro Nacional

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Da Redação

Mato Grosso integra a lista dos três estados brasileiros que receberam a nota máxima da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em relação à capacidade de pagamento. A Nota A é a posição mais alta no ranking de gestão fiscal.

De acordo com os dados da STN, além de Mato Grosso, somente os estados do Espírito Santo e Rondônia estão no pódio da eficiência em gestão fiscal. A maior parte dos estados possui Nota C e alguns com situação financeira mais crítica têm Nota D.

“E o que significa a Nota A? Significa que o Estado tem uma gestão sólida, que administra os recursos públicos com seriedade, dentro da legalidade, e que possui capacidade de pagar servidores, fornecedores e fazer investimentos em prol do cidadão”, afirmou o governador Mauro Mendes.

O gestor enfatizou que a Nota A faz com que Mato Grosso aumente sua credibilidade junto aos investidores e fornecedores, o que gera empregos.

“Nenhuma empresa quer investir em um estado quebrado, como era Mato Grosso há alguns anos. Essa nota traz ainda mais segurança jurídica para que os empregadores se mantenham no estado e também para que novas empresas venham se instalar aqui, pois contam com um ambiente econômico favorável e um Governo que fomenta o desenvolvimento”, explicou, ao lembrar que somente neste ano Mato Grosso já gerou 29 mil novos empregos formais.

Na prática, a nota permite que o Governo do Estado economize recursos públicos, sobrando mais dinheiro para investir em obras e ações voltadas à população, pois um estado que possui Nota A no mercado, e tem garantia da União, consegue negociar melhor com seus fornecedores, porque possui credibilidade.

“Quando a empresa não sabe quando ou se vai receber, ela coloca esse risco no preço do serviço, e isso já não acontece mais no Governo do Estado. Porque nossos fornecedores sabem que vão receber em dia, e aí podemos conseguir preços melhores. Com essa economia, sobra mais dinheiro para investirmos em todas as áreas, a exemplo da construção de seis hospitais que estamos fazendo”, citou.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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