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Juca do Guaraná quer regulamentar serviços do Buscar

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Projeto apresentado pelo vereador Juca do Guaraná tramita na Câmara.  A proposta apresentada visa regulamentar o serviço no município para garantir que essas pessoas com deficiência continuem sendo beneficiadas
  
Da Redação
Buscando regulamentar o sistema de transporte coletivo especial – Buscar, serviço de transporte atende pessoas com deficiência motora, mental, múltipla, temporária ou permanente em alto grau de dependência, tramita na Câmara Municipal de Cuiabá Projeto de Lei, de autoria do presidente do Legislativo, vereador Juca do Guaraná Filho (MDB).  Juca anunciou que a prefeitura deve renovar a frota dos veículos que atualmente atende a população. A proposta apresentada visa regulamentar o serviço no município para garantir que essas pessoas continuem sendo beneficiadas.
“A ideia é transformar o serviço em lei para que, amanhã ou depois, não venha um novo gestor e queira mudar esse importante projeto”, explicou o presidente. Juca do Guaraná destacou a importância de um olhar permanentemente atencioso aos portadores de necessidades especiais. “Eles sofrem empecilhos diversos no dia a dia. Nem todo mundo consegue compreender isso”.
No artigo 1° do projeto, é estabelecido que o serviço será prestado às pessoas de baixa renda e cadastradas na Associação Mato-Grossense dos Deficientes Físicos (AMDE).
A apresentação da proposta ocorreu depois dos pedidos feitos pela AMDE e pela Associação de Amigos do Autista (AMA). O projeto já foi protocolado e segue tramitando na Casa de Leis, aguardando pareceres das Comissões Permanentes, antes de ir para discussão e votação em Plenário. Atualmente, o projeto Buscar atende cerca de 500 pessoas, que necessitam do transporte para atividades diversas como lazer, trabalho, consultas médicas e estudos. 

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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