Mato Grosso
Indígenas reivindicam maior qualidade nas unidades escolares do Estado
Mato Grosso
Da Redação
Lideranças indígenas participaram de uma reunião na Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) na presença do secretário-adjunto da pasta, Alan Porto.
Durante a reunião, os indígenas fizeram reivindicações em relação as escolas estaduais indígenas, dificuldades no transporte escolar e os problemas com a falta de professores e profissionais que as aldeias vêm enfrentando.
Segundo um dos indígenas presentes, Klemer Ikpeng, o período letivo de 2019 foi prejudicado por conta de situações consideradas básicas, como por exemplo o transporte, e principalmente as salas de aula em péssimas condições. “O ano escolar de 2019 foi prejudicado pelas dificuldades com coisas básicas como transporte e salas de aula deterioradas”, disse.
Para resolver a situação, a Seduc acolheu as reivindicações e afirmou que já em janeiro de 2020 será realizado um plano emergencial de manutenção e reforma que irá atender as 71 unidades escolares indígenas de Mato Grosso. Além da Seduc, a Casa Civil também irá acompanhar as reivindicações dos indígenas, a pasta ficará a cargo de acompanhar a formulação dos planos de reforma.
De acordo com um dos líderes indígenas presentes, Lucas Xavante, a reunião que foi realizada é em nome das 43 etnias existentes no Estado. Informações de 2016 apontam que Mato Grosso é o sexto Estado com maior número de estudantes indígenas. Em 71 unidades escolares indígenas são atendidos mais de 12 mil alunos em vários municípios de Mato Grosso.
Foto: Assessoria
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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