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Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso começa a atender

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Os atendimentos do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso (HCAC) começaram nesta segunda (19). É a 35ª unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) administrada pelo Einstein Hospital Israelita no Brasil e a primeira no estado.

Os primeiros atendimentos estão sendo realizados junto a 30 pacientes encaminhados pelo Sistema Estadual de Regulação (Sisreg) de Mato Grosso. A previsão é de que dez crianças e 20 adultos passem por consultas ambulatoriais das especialidades de urologia, cirurgia pediátrica e ortopedia pediátrica.

Alessandra Bokor, diretora do Hospital Central, explica que as atividades ocorrerão por fases. “Gradativamente vamos ativando outras especialidades, como cirurgia geral e do aparelho digestivo, ginecologia, mastologia, cardiologia, cirurgia vascular, nefrologia, onco-ortopedia e onco-pediatria”, informou. A previsão é de que em abril o hospital atinja a capacidade plena, com cerca de 2 mil profissionais em seu quadro funcional.

Atualmente, mais de 700 colaboradores já foram contratados, dos quais 200 são médicos. O Hospital Central não é uma unidade ‘porta de entrada’, mas sim um hospital de alta complexidade, que trata casos de risco elevado e patologias graves, que demandam intervenções cirúrgicas de grande porte, suporte intensivo em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e tecnologia diagnóstica avançada.

Na prática, o paciente deve primeiro buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) da sua cidade, cabendo ao Estado o encaminhamento para o Hospital Central conforme a necessidade.

O Hospital Central foi inaugurado no dia 19 de dezembro de 2025. Ao todo, foram 34 anos paralisado até as obras serem retomadas pelo Governo do Estado, que ampliou a estrutura original de 9 mil m² para 32 mil m² de área construída.

“É um dia histórico para a saúde pública de Mato Grosso. Além de concluirmos a obra do hospital, estamos entrando em um novo modelo de gestão, que exige eficiência do administrador e entregas concretas para a população”, argumenta o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

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Ao todo, o Hospital Central conta com 287 leitos totais, sendo 191 leitos de enfermaria e 96 leitos de cuidados intensivos, dos quais 60 de UTI. O Centro Cirúrgico conta com dez salas cirúrgicas e uma sala híbrida com hemodinâmica.

A unidade é equipada para realizar cirurgias robóticas e diagnósticos sofisticados de imagem, com dois tomógrafos, dois equipamentos de ressonância magnética, um aparelho de hemodinâmica para diagnóstico, um equipamento para eletroencefalografia, um equipamento de oxigenação por membrana extra corpórea e um sistema para endoscopia.

Padrão Einstein. O Hospital Central será o primeiro estabelecimento de Mato Grosso do SUS a operar com a cultura de excelência de atendimento do Einstein, com infraestrutura de ponta e tecnologia avançada. Considerado o melhor hospital da América Latina, o Einstein ocupa a 22ª posição na última edição do ranking World’s Best Hospitals da revista Newsweek.

O Einstein é uma organização filantrópica com sede em São Paulo (SP) que leva, há 25 anos, a sua expertise para o SUS. Atualmente, administra 35 unidades públicas por meio de alianças com estados e municípios, e desenvolve mais de 40 projetos dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), em parceria com o Ministério da Saúde.

O objetivo é contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do SUS, maior rede pública de saúde do mundo, que atende mais de 212,6 milhões de brasileiros (IBGE, 2024). Para isso, o Einstein aplica nas unidades públicas o mesmo modelo de gestão usado em suas unidades privadas: uso intensivo de indicadores de qualidade, protocolos clínicos baseados em evidências, tecnologia, formação contínua de equipes e humanização do cuidado.

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Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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