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Governo de Mato Grosso avança no ranking de oferta de serviços públicos digitais

Índices satisfatórios em relação aos serviços públicos digitais decorrem do trabalho do governador Mauro Mendes em estruturar o Estado em todos os polos

Publicado em

Mato Grosso

Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

Mato Grosso é o terceiro estado que mais avançou no ranking de oferta de serviços públicos digitais em relação a 2020. É o que aponta o Índice de Oferta de Serviços Públicos Digitais dos Governos Estaduais e Distrital. O levantamento, organizado pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC), contou com o apoio da Secretaria de Governo Digital, do Ministério da Economia.

O índice mensura os principais serviços públicos oferecidos pelos Governos Estaduais e Distrital disponibilizados por meios digitais, verificando se estão em conformidade com as Leis Federais 13.460/2017 (Código de Defesa do Usuário do Serviço Público), 13.726/2018 (Desburocratização e Simplificação) e 14.129/2021 (Governo Digital e Eficiência Pública).

O estudo analisou três dimensões: Capacidades para a oferta digital de serviços, Oferta de serviços digitais e Regulamentação sobre modernização para a oferta de serviços públicos.

No ranking geral, Mato Grosso subiu 12 posições desde o último levantamento, realizado no ano passado, passando a ocupar a 12ª colocação. De 0 a 100, o Estado alcançou 55,50 pontos. O Rio Grande do Sul é apontado como o estado com a melhor oferta de serviços públicos digitais.

“Com organização, comprometimento e estratégia, o governo de Mato Grosso tem trabalhado para fortalecer o atendimento digital ao cidadão e aos empreendedores em geral e, com isso, simplificar procedimentos e facilitar o acesso aos serviços públicos. Os projetos em andamento proporcionarão uma revolução na maneira de atender a todos que precisam dos serviços públicos do Estado”, disse o titular da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra, ao acrescentar que o crescimento do Estado neste índice reflete o novo posicionamento do governo com relação ao assunto.

Vista da capital mato-grossense do  Mirante do Parque Mãe Bonifácia. Créditos: omatogrosso

De 0 a 100, Mato Grosso alcançou 55,50 pontos e subiu 12 posições desde o último levantamento, realizado no ano passado. Fonte: Reprodução ABEP-TIC.

De acordo com o secretário adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas da Seplag, Sandro Brandão, a meta é elevar para 95% o índice do Estado com relação à oferta de serviços públicos digitais até o próximo levantamento da ABEP-TIC, que deve ocorrer no início de 2022.

Entre os serviços que ajudaram o governo de Mato Grosso a alavancar a posição no ranking, Brandão lista o registro digital de abertura e fechamento de empresas pela Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), o Siga-DOC como o sistema integrado de gestão documental na administração pública, as estratégias estabelecidas pelo programa Mais MT e a criação do Sistema de Governança Digital, grupo coordenado pela Seplag e pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) e que conta com o apoio técnico da Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

A “Carta de Serviços ao Usuário” é um exemplo dos projetos em execução que estão no escopo do grupo.  Assim que concluído, o material deverá informar ao cidadão, de forma clara e precisa, quais são os serviços públicos disponibilizados pelo Estado, bem como a forma de acessá-los e os padrões de qualidade e de atendimento que o público deve esperar, tudo em um único local.

“Mais importante que o ranking é a evolução da maturidade digital do Estado de Mato Grosso. O programa Mais MT é uma estratégia que fortalece essa visão e que tem como propósito trazer grandes resultados para Mato Grosso e para a vida dos mato-grossenses. Dentre seus 12 eixos, o Simplifica MT e o Eficiência Pública são estruturantes para as ações do Governo Digital e de outros importantes projetos que impactarão positivamente toda a sociedade. É uma grande jornada, pois proporcionar valor público com as ações digitais é nossa constância de propósito”, salientou Brandão.

SECOM MT

O estudo analisou três dimensões: Capacidades para a oferta digital de serviços, Oferta de serviços digitais e Regulamentação sobre modernização para a oferta de serviços públicos. Fonte: Reprodução ABEP-TIC.

Serviços públicos digitais

Nesse processo de transformação digital de Mato Grosso, a MTI é responsável pelo desenvolvimento e gerenciamento de toda parte tecnológica. Desde tecnologias envolvidas em processos e serviços governamentais até a estrutura tecnológica dos serviços. 

O Diretor-presidente da MTI, Antônio Marcos de Oliveira, ressaltou o trabalho desenvolvido pela empresa na modernização e melhoria dos serviços digitais no Estado. “Evoluímos muito na capacidade de ofertas de serviços digitais e na visão de um governo digital voltado cada vez mais para o cidadão. Nos concentramos em 30 índices principais que vão de desburocratização à dimensão de serviços públicos, como no caso do login único e portal de serviços ao cidadão”.

Conforme o presidente, o trabalho desenvolvido ao longo do último ano superou todas as metas estabelecidas pelo governo estadual. “O ranking é um dos norteadores para as ações desenvolvidas no âmbito da transformação digital. Graças ao trabalho desenvolvido, conseguimos superar esta meta e evoluir 12 posições. Ainda há espaço para melhorias e a nossa expectativa é evoluir ainda mais para o próximo ciclo, visando nos tornar referência nacional”, concluiu.

Para o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, Mato Grosso avançou significativamente no último ano no que diz respeito à modernização dos serviços públicos ofertados, “inserindo o Estado no mundo digital”. “Vamos facilitar o dia a dia do cidadão que, por meio do governo digital, poderá acessar todos os serviços públicos que ele precisar pelo celular ou computador”, afirmou ao ressaltar que a pasta fazendária, desde 2019, disponibiliza um atendimento online aos contribuintes – o chamado Sefaz para Você.

Gallo destacou, ainda, que estão em desenvolvimento projetos com foco na simplificação, na redução de custos da máquina pública, no fomento da eficiência pública e no combate à sonegação. Além do projeto Sem Parar, que vai dinamizar a fiscalização fazendária, de trânsito e do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM/MT).

Confira aqui a íntegra do levantamento feito pela ABEP-TIC.

Com informações das assessorias de comunicação da MTI e Sefaz.

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Mato Grosso

Superendividamento compromete dignidade e exige busca precoce por ajuda, alerta juiz em podcast

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Arte com fundo verde traz a foto de um homem sorrindo, de cabelos curtos escuros, vestindo toga de juiz sobre camisa branca e gravata escura, identificado como O avanço do endividamento das famílias brasileiras tem transformado o superendividamento em um dos principais desafios sociais da atualidade. Para orientar a população sobre os direitos previstos na legislação e os caminhos disponíveis para a reorganização financeira, o tema foi destaque da mais recente edição do podcast Explicando Direito, produzido pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Durante a entrevista, o juiz substituto Danilo Marques Ribeiro Alves explicou que o superendividamento ocorre quando o consumidor perde a capacidade de quitar suas dívidas sem comprometer despesas essenciais para a própria sobrevivência e a de sua família. Segundo o magistrado, o superendividamento consiste na impossibilidade manifesta de o consumidor, pessoa natural e de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo.

Essa situação vai além do simples endividamento e passa a existir quando as obrigações financeiras afetam diretamente o chamado mínimo existencial, ou seja, o conjunto de despesas indispensáveis para uma vida digna. “O superendividamento se verifica naquelas hipóteses em que a pessoa acumula tanta dívida que ela não consegue quitá-las, comprometendo o mínimo existencial. São os valores necessários para garantir a própria sobrevivência digna da pessoa e de sua família, como alimentação, conta de luz e conta de água”, ressaltou.

Durante a conversa com a jornalista Elaine Coimbra, da Rádio TJ, o magistrado destacou que a legislação não estabelece um percentual fixo da renda para caracterizar o superendividamento. A avaliação deve considerar a realidade econômica de cada consumidor e o impacto efetivo das dívidas no orçamento familiar.

Outro ponto abordado no episódio foi a relação entre as plataformas de apostas on-line e o crescimento das situações de superendividamento. Para o magistrado, as chamadas ‘bets’ representam um fator de risco por estimularem comportamentos que favorecem a repetição das apostas e o comprometimento progressivo da renda. Alves explicou que as próprias plataformas possuem mecanismos que estimulam a repetição das apostas, e esse ciclo leva ao superendividamento.

Ao orientar consumidores que enfrentam dificuldades financeiras, o juiz ressaltou a importância de verificar, inicialmente, se as dívidas se enquadram nos critérios previstos pela legislação. Ele lembrou que determinadas modalidades, como crédito com garantia real, financiamento

imobiliário, crédito rural e dívidas relacionadas a bens de luxo, não estão abrangidas pelas regras do superendividamento. Para os casos contemplados pela lei, a principal recomendação é a busca pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), que atuam na construção de acordos entre consumidores e credores. “O Cejusc é uma boa medida, porque é um meio conciliatório que evita a judicialização e busca reorganizar as finanças”, afirmou.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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