Mato Grosso
Governador pede mais clareza ao Ministério da Saúde sobre critério de distribuição de vacinas
Mato Grosso
Da Redação.
O governador Mauro Mendes pediu que haja mais clareza por parte do Ministério da Saúde em relação aos critérios de distribuição das vacinas contra a covid-19 aos estados.
A solicitação foi feita na manhã desta sexta-feira (26.03), durante reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e os demais governadores.
Mauro Mendes explicou que a falta de clareza sobre esse quesito tem causado confusão em todo o país, pois a população tem dificuldades em entender porque um estado recebe mais vacinas que o outro. O gestor quer esclarecer se distribuição ocorre apenas pelo percentual de pessoas dos grupos prioritários ou se existem outros fatores envolvidos.
“O PNI [Plano Nacional de Imunização] precisa ter mais clareza. Não temos clareza no critério de distribuição de vacinas”, pontuou.
O chefe do Executivo Estadual também pediu maior regularidade na distribuição de oxigênio e medicamentos para intubação de pacientes com coronavírus. Além disso, solicitou que o comitê nacional de enfrentamento à covid-19, anunciado nesta semana pelo Governo Federal, atue de forma efetiva.
“É preciso que haja uma coordenação pelo presidente da República, por esse comitê, para que realmente una o Brasil em torno de ações, que traga resultado, salve vidas e ajude toda a população”, defendeu.
Mauro Mendes ainda lamentou o avanço da covid-19 em todo o país, com recorde de mortes diárias.
“Hoje nós já temos 303.726 mortes. Eu nem vou falar mais de 300 mil, porque cada uma dessas vidas são de brasileiros e certamente muitas dessas vidas poderiam ter sido poupadas se houvesse uma atuação conjunta. Temos menos de 3% da população mundial e estamos respondendo por 30% das mortes diárias”, ressaltou.
Créditos: Mayke Toscano
Mato Grosso
Julgamento é retomado com interrogatório dos réus
O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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